sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A Paz no Nobel

9 comentários:

José Barros disse...

Seria escandaloso atribuir o Nobel da Paz ao Presidente americano quando ele se chamava Bush. Atribui-lo a Obama podemos ter uma ínfima esperança de que ele o utilize como alavanca para avançar, de facto, no caminho da paz...

Anônimo disse...

A atribuição do Nobel da Paz a Obama, parece-me um bom incentivo à Paz no Mundo, ou, melhor dizendo, aos diversos processos que visam esse objectivo. Do Irão, ao Médio Oriente, à Coreia do Norte, ao Afeganistão, etc.
Albano

Helena Sacadura Cabral disse...

Senhor Embaixador permita-me que lhe diga que este seu post, apenas cromático, diz bem mais do que qualquer discurso...

Helena Oneto disse...

Subescrevo inteiramente o comentário de Albano.
Barack Obama merece ser apoiado pela comunidade internacional para levar a cabo uma paz duradoura. Coragem e boa vontade não lhe faltam e as esperanças que tantos depositam nele são factores muito encorajantes!

Jose Martins disse...

Apenas tenho a opinar: "O Nobel uma batata quente no bolso de Obama"....
E acrescento mais: "Estão a manipular o "pobri-homem".
José Martins

manelserra disse...

Só posso entender esta decisão do Comité Nobel como um "manipular o "pobri-homem" como diz Jose Martins. Ainda não vi nada, para além das intenções, que justifique a atribuição do prémio ao dito "pobri-homem".

Alcipe disse...

Magnífico post!

Francisco Norega disse...

Espero um dia estar já em suficiente consonância com este blog para perceber, facilmente, a subtilezas destes magníficos posts do nosso caro Embaixador.

Dylan disse...

O Nobel da Paz tem características diferentes dos restantes prémios atribuídos pela Academia Sueca. Desde logo, é atribuído em Oslo por um comité independente norueguês, laureando alguém ou alguma entidade que se distingue pela capacidade de resolver diplomaticamente diversos problemas, independentemente de ficarem concluídos ou não. Foi assim com Jimmy Carter, é agora assim com Barack Obama. Porque privilegia o diálogo e o bom senso entre os povos, porque ele próprio é o resultado da esperança e do sonho: ter sido o primeiro presidente afro-americano da história dos EUA. Um exemplo do idealismo norte-americano, ainda hoje cobiçado, abraçando causas como os Direitos Humanos e trabalhando internamente para um plano de reforma do sistema de saúde. Com Obama, voltaram as preocupações com o meio ambiente, com o desarmamento nuclear, com a desmobilização do Iraque e com a possibilidade do fim do embargo a Cuba. Apressou-se a condenar o golpe de Estado nas Honduras e a normalizar as relações institucionais com a Rússia, não esquecendo a tentativa de cativar o mundo árabe ao admitir a criação do Estado da Palestina , fundamental para a paz no Médio Oriente.

Negar isto, em menos de nove meses, é cair no discurso dos conservadores norte-americanos e de parte da esquerda europeia, recheada de tiques estalinistas.

http://dylans.blogs.sapo.pt/