terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Bartolomeu Cid dos Santos

Olá, Bartolomeu

Hoje à noite, para as bandas de Gower Street, nessa Londres chuvosa, estaremos juntos a saudar a memória do nosso velho Joseph Crabtree, essa figura de perfil renascentista cuja eterna glória anualmente nos reúne, na clássica jantarada das 2ªs quartas-feiras de Fevereiro, quase sempre de recorte gastronómico duvidoso, mas que nós aprimoramos com alguns alcoóis de boa cepa.

Agora que as mulheres já podem assistir ao repasto (também graças ao teu e ao meu voto, lembras-te?), a Fernanda lá estará, como sempre esteve, a teu lado. Eu vou de Paris, o António vai de Lisboa, o João vai do banco e o Helder, desta vez, é obrigado a faltar. Tu, presumo, és capaz de te atrasar. Mas, num paradoxo digno do Huxley, todos estaremos presentes desde o primeiro momento.

Sabes bem que guardaremos o teu lugar, esse lugar único que soubeste criar, em nós, para ti. Porque, como dizia o teu apreciado Lopes Graça, tu serás sempre dos que "vão ao nosso lado".

E mais não digo, porque não sei nem consigo.

So long, Barto

Estou certo que o leitor perdoará o intimismo desta evocação simultânea do grande gravurista português que foi Bartolomeu Cid dos Santos (1931-2008) e de uma figura, não bafejada pela existência, que dá pelo nome de Joseph Crabtree (1754-1854).

1 comentário:

Margarida disse...

‘perdoar o intimismo’?...;esta leitora agradece-o e, não fora o apoquentado motivo da evocação, rogaria mais…
Preclaro enlaço além de todas as raias...