Seguidores

Se quiser ser informado sobre os novos textos publicados no blogue, coloque o seu email

sexta-feira, janeiro 09, 2015

Regresso ao futuro?


Há uns meses, a propósito das próximas eleições presidenciais, e analisando os putativos candidatos da área conservadora, escrevi por aqui que "Santana Lopes é um caso diferente. Desde há uns anos, agora ajudado pelo papel na Misericórdia de Lisboa, tem procurado construir uma imagem diversa do perfil "playboy" e pouco "statesmanlike" que os portugueses antes dele haviam fixado, modelo que o seu efémero e patético governo havia ajudado a instalar, de forma indelével, na memória coletiva. O modo pausado como fala, as constantes referências religiosas que pontuam o seu discurso, o registo "humano" e de atenção para com os desprotegidos da sorte que marca uma em cada duas das suas atuais palavras, desenham um retrato que tem pouco a ver com aquilo que sobre ele ainda predomina no imaginário coletivo".

Santana Lopes, quando saiu do governo, em 2005, disse que ia "andar por aí". E, durante uma década, andou. Deixou-se entretanto de futebóis e "parcimonizou-se" na palavra. Agora, tendo medido o terreno, colocou-se já em campanha, na perseguição de uma ambição que se sabe antiga. Será que Portugal irá algum dia eleger Santana Lopes para Belém? Como dizia a outra: sei lá! Ontem, no "Público", um homem de direita como João Miguel Tavares desenhou dele um dos mais cruéis retratos que me tem sido dado ler nos últimos anos.

À modorra da escolha do candidato da esquerda corresponde o início de uma interessante zizania na direita. Isto até seria divertido, se não se tratasse do país.
 

A ministra

Maria Lúcia Amaral deixou de ser ministra da Administração Interna. Jurista de primeira água, foi arrastada pelas águas mediáticas da intemp...