Numa prática que segue modelos de outros países, o site "Observador" (o "360°", assinado por David Dinis) e, desde há dias, o de o "Expresso" (o "Expresso Curto", assinado alternadamente por Pedro Santos Guerreiro e Ricardo Costa) oferecem-nos, logo pela manhã dos dias úteis, duas "cartas" assinadas pelos respetivos diretores, contendo uma revista do dia anterior e propostas para o dia corrente, tudo isso com utilíssimos links para outras publicações, nomeadamente internacionais.
Quem quiser estar a par do quotidiano, tendo a certeza de não perder o essencial, tem agora estes excelentes instrumentos informativos ao seu dispor, nos quais basta inscrever-se. Dirão alguns que, num caso ou noutro, as escolhas são contestáveis. Teriam sempre que o ser, como é típico de qualquet escolha. Mas um caso há em que isso parece deliberado. É o que acontece com o "Macroscópio", uma newsletter que o "Observador" oferece ao final da tarde, assinada por José Manuel Fernandes, com uma seleção de links que claramente privilegia as opções ideológicas do seu autor, excluindo vária outra informação, o que é pena.
Uma nota, neste domínio da leitura informática, para o surgimento, em Espanha, de um novo site, o El Español. Em Madrid já funcionava o magnífico El Confidencial, que é um produto de grande qualidade, em especial na área económica. Cada vez mais, a boa informação começa a centrar-se na internet.
Já que falamos de informação, desta vez não informática (ou "numérique", como teimam em dizer os franceses), uma nota para a edição de hoje do "Charlie Hebdo": esgotou logo às primeiras horas da manhã. Nenhuma das tabacarias por onde passei, aqui por Paris, tem um único exemplar. É claramente um "número de culto", apenas para coleções. Daqui a semanas, tudo voltará ao que era, como é da lei da vida.