quinta-feira, maio 02, 2013

Os charutos


O jantar naquela embaixada tinha terminado há pouco. À volta da mesa já se serviam os cafés e as bebidas brancas. A embaixatriz lembrou então ao mordomo a necessidade de trazer a caixa dos charutos. Minutos depois, o homem aproximou-se da dona da casa, informando, em voz baixa, que, infelizmente, os charutos tinham acabado. A senhora estava desolada e desculpou-se junto do convidado principal, um diplomata sentado a seu lado, o qual, com imensa subtileza, logo menorizou a falta:

- Não tem a menor importância, senhora embaixatriz. Aliás, é muito raro eu fumar um charuto. Só às vezes, no final de uma grande refeição...

7 comentários:

  1. Anónimo01:03

    Que sublime e refinado charuto.

    Sir Churchill deve estar a rir-se...

    Guilherme.

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  2. Anónimo07:39

    Ah, ah, ah

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  3. Anónimo14:09

    Pior a emenda que o soneto.

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  4. Anónimo16:53

    Esse não voltava para jantar...

    Isabel BP

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  5. Ah que subtileza cáustica...

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  6. Anónimo00:11

    Um jantar sem um bom cohiba não é um bom jantar! deve-se reconhecer!
    Aliás, uma embaixada que deixa acabar os charutos deixa muito a desejar…

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  7. Anónimo19:57

    Sobre charutos dizia o dono da Tabacaria ao seu cliente milionário: V.Exa. deveria comprar, de preferência, esta marca topo de gama de "Havanos", pois são destes que o seu filho consome. Pois é, mas ele tem um pai rico...

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