Aprendi ontem, num jantar de amigos, que a minha freguesia se chama agora Estrela. Ando desatento a estas realidades bairristas e, por isso, não tomei nota da fusão das velhas freguesias dos Prazeres, Lapa e Santos-o-Velho.
Não tenho opinião formada sobre esta ideia modernaça de fundir freguesias, embora me pareça um pouco estranho que essa tenha sido essa a simplória opção alternativa ao - já de si bizarro! - compromisso assumido no "memorando" assinado com a "troika" de reduzir os municípios. (Já agora, sabiam que não há uma tradução oficial portuguesa desse texto quase "paraconstitucional", salvo a versão que aqui ficou acessível há quase dois anos?). Como, politicamente, isso "doía" mais, a caminho de eleições autárquicas, as freguesias acabaram por ser o "elo mais fraco". Gostava de conhecer números realistas sobre a poupança que isso gerou...
Uma amiga, mais atenta a estas coisas, porque nativa de uma área onde, como morador, eu não passo de um simples "paraquedista", revelou-me o seu desagrado pelo facto de se não ter optado por nome bem mais sugestivo: Santos Prazeres da Lapa.
Ela tem imensa razão: esta imaginação lisboeta anda pelas ruas da amargura...
