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domingo, agosto 07, 2011

Falta de imaginação



Vá lá! Acho que tenho direito, depois de dois anos e meio de posts (algumas vezes, mais do que um) diários, a confessar que, no dia de hoje, não tenho a mais leve ideia para um texto. Não me ocorre nada que possa mobilizar o mais disponível dos leitores, mesmo os reformados que se dedicam, com nome emprestado e zelo telefónico, a entrar em direto no Fórum TSF ou nas tardes da SIC, comentando, com evidentes crises de vesícula, a atualidade, com uma abrangência temática digna do professor Marcelo. Nada! Hoje, não me sai rigorosamente nada!

Preguiçosamente, olhei para a imprensa, a ver se me pilhava alguma ideia. Ainda pensei abordar a questão da permissão excecional que, logo este ano, foi dada para a caça aos melros*. Seria uma exigência da "troika"? Mas não me recordo que o MoU tenha algo que permita disparar sobre as amáveis aves de bico laranja. E dei por mim a reler o poema que o Guerra Junqueiro lhes dedica, que o meu pai recitava como ninguém.

Lembrei-me também da questão da estátua de Caramuru na praça da República, em Viana do Castelo, um mostrengo que a saloiíce municipal permitiu que se implantasse naquele que é um dos espaços urbanos mais bonitos do país. Sempre seria um motivo acrescido para lembrar Viana, onde acaba de abrir agora um novo museu do Ouro (um abraço pela tua coragem, Manel!). Parece que há um movimento cívico para deitar abaixo o mamarracho. Se for precisa mais uma assinatura... Mas não é tema!

Ontem, foi dia de subida à senhora da Graça. Para quem não saiba, esta é a segunda mais importante etapa da Volta a Portugal em bicicleta, depois da "etapa-raínha" da Torre. De Mondim até lá acima, são imensos (embora poucos) quilómetros de esforço, que sempre impediram o "foguete da Rebordosa" (quem sabe de ciclismo sabe do que estou a falar) de ganhar a competição. Para post, contudo...

Ou, finalmente, ainda pensei que poderia aqui falar do meu Sporting e do modo 100% eficaz como, neste fim de semana, conseguiu assegurar, um honroso lugar no torneio "Ramón Carranza". O último lugar, claro. Tenho a sensação de que, uma vez mais nesta época, nós, os sportinguistas, vamos ter os nossos costumeiros problemas dermatológicos. Porquê? É que os "adeptos leoninos" (adoro esta linguagem de jornal desportivo), no início de cada época futebolística, esfregam de tal forma e com tal intensidade as mãos, repetindo "este ano é que é!", que acabam por ter sérios problemas de pele.   

Mas, não: decididamente, hoje, não tenho nenhuma ideia para um post. Até amanhã!

* Leitores atentos chamaram a atençãp para o lapso: não eram canários, eram melros. Aliás, o poema de Guerra Junqueiro sobre os canários ainda está por escrever.

Bom nome?

Acho lindamente que os dirigentes dos clubes de futebol se insultem entre si, que "cortem relações" com a imprensa e coisas assim....