Recebi hoje um colega europeu, recém-chegado a Paris. Trocámos impressões sobre o estado da Europa e, naturalmente, veio à baila da conversa a situação político-económica de Portugal, tendo-me ele perguntado sobre o modo como haviam corrido as manifestações do passado sábado, anunciadas na imprensa internacional.
Devo dizer que não foi sem orgulho que lhe descrevi o ambiente de grande civismo que marcou, sem exceção, todos esses eventos, o que é tanto mais de sublinhar quanto eles tiveram uma excecional dimensão e decorreram sob uma agenda coletiva de fortes preocupações.
Acabou por ser o meu colega, e não eu, a comparar esse ambiente com os confrontos públicos, alguns de grande violência, a que se assistiu em quase todos os países afectados por pacotes de medidas de austeridade.
Este é outro lado de Portugal.
Um pais de brandos costumes.
ResponderEliminarPobres mas... muito civilizados ; )
Uma jovem do meu Serviço que participou na manifestação de Lisboa, comentou-me precisamente o ambiente de grande civismo.
ResponderEliminarÉ, sem dúvida, um motivo de orgulho nacional... mas seria preferível que o cinto não estivesse tão apertado para tantas famílias.
Isabel BP
A propósito da lição de civismo democrático que acabámos de viver, diz V.Exa., Senhor Embaixador, que "... Este é o outro lado de Portugal." e eu concordo.
ResponderEliminarSó que, entre a voz cordata da cultura e a voz temperamental do sangue, de que a história nos dá tantos exemplos, uma questão me preocupa. E essa é: - até quando?... E digo isto porque me recordar que, lá para o Norte, para as terras do Barroso que conheço bem, matar não é desonra embora roubar o seja ...
o outro são as pedradas que os camionistas estão atirando à boa maneira francesa
ResponderEliminaros cortes de pneus
as tábuas com pregos
os vidros partidos
e amanhã até às 11 a greve do metro
civismo? civis mu's?
outro lado?
acho que somos unidimensionais
aparentemente parecemos bi
Nós sempre resolvemos as coisas de maneira pacifica, 25 de abril, foi um dos casos
ResponderEliminarBenditos os políticos que tal povo têm. É pena é a falta de biunivocidade!
ResponderEliminarCom as minhas desculpas peço licença para acrescentar ao meu comentário anterior a seguinte adenda:
ResponderEliminar- Onde se lê "E digo isto porque me recordar que...", deve ler-se "E digo isto por me recordar que...".
Obrigado.
Subscrevo, mas até amplio, dimensão.
ResponderEliminarIsabel Seixas