Há dias em que o nosso otimismo com o futuro do país se acentua. Hoje foi um deles.
Ofereci um almoço ao responsável da Embraer para a Europa, baseado aqui em Paris. Porque estive ligado ao processo de negociação, iniciado em 2006, que trouxe esta empresa brasileira de construção de aviões para Portugal, mantenho um grande interesse no projeto, que prevê uma fábrica em Évora, cuja construção se concluirá no final deste ano, com equipamentos em início de produção de equipamento em Agosto de 2012, envolvendo mais de quatro centenas de postos de trabalho. Sei de outras empresas, inclusivamente francesas, que têm demonstrado o seu interesse em explorarem as possibilidades de crescimento deste "cluster" aeronáutico em Portugal.
A certo passo da conversa, disse ao responsável da Embraer que, se viesse a considerar necessário, estava à disposição para facilitar, na medida das minhas possibilidades, a resolução de qualquer problema com que a empresa se defrontasse no seu trabalho nosso país. A resposta foi muito clara: a Embraer tem vindo a ter, por parte de todas as entidades oficiais portuguesas com quem tem tido contactos, desde o início do projeto, todas as facilidades requeridas e permitidas por lei, tendo podido contar com uma disponibilidade "inexcedível e constante" por parte da AICEP e do município de Évora, numa demonstração de cooperação absolutamente modelar.
Às vezes, acontecem-nos dias assim!
