A França é um país atento a quem, sendo originário de uma outra cultura nacional, contribui positivamente para a diversidade que o país integra.
Há cerca de um ano, numa conversa com o então ministro da Cultura português, Pinto Ribeiro, o seu homólogo francês, Frédéric Mitterrand, informou-nos que era sua intenção condecorar a cantora portuguesa Mísia, que disse muito apreciar.
Esta semana, o meu colega francês em Lisboa, Pascal Teixeira da Silva, vai fazer entrega das insígnias de "officier des Arts et des Lettres" a Mísia.
Esta é uma merecida distinção a uma figura que tem mantido, desde há muitos anos, um percurso musical de exigência e rigor, com uma atenção preferencial a um fado servida por poetas de grande qualidade, estilo que muito ajudou a conhecer em França. Ainda há semanas, aqui em Paris, Mísia encheu, em seis espetáculos consecutivos, a sala "Les Bouffes du Nord", para um público essencialmente francês, mas onde uma fiel presença portuguesa era bem evidente.
