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segunda-feira, março 07, 2011

Transferências televisivas

As nossas televisões entraram numa maré de transferências, na sua área informativa. Os "craques" são "roubados" de umas às outras, a salários que a moral pública acha conveniente esconder, não vá alguém lembrar-se da crise.

Não está em causa a competência dessas pessoas, caso contrário não seriam recrutadas por tais vultuosos valores. São profissionais experimentados, com provas dadas. Só podemos desejar que façam um bom trabalho, que mostrem equilíbrio e isenção de julgamento, que consigam colocar-se acima quer das pulsões populistas quer de outras mais domésticas.

Neste tempo de transição - e valendo-me do meu estatuto de estrangeirado -, gostaria de lembrar às nossas figuras da informação televisiva duas realidades que por aqui se vêem e que por aí se não praticam:
  • os telejornais, em sociedades modernas, não duram mais de 30 minutos, com os diretos a raramente excederem um minuto. E não conheço país do mundo onde os treinos dos "grandes" do futebol sejam objeto de cobertura diária nos noticiários generalistas à hora de almoço.
  • nenhum regime democrático que eu conheça coloca os temas políticos do alinhamento noticioso a serem comentados, obrigatoriamente, por porta-vozes de todos os partidos representados no seu parlamento. É que, salvo em Portugal, há uma diferença entre informação e tempo de antena.
Infelizmente, estou certo que nenhum dos responsáveis pela nossa informação televisiva vai ter coragem para acabar com estas duas tristes realidades, entre outras típicas do "nacional-televisionismo" luso. Melhor: adivinho mesmo que terão sido escolhidos porque, implicitamente, se sabe que não ousarão tocar neste estado de coisas.

Líderanças

Parece não se confirmar que esta afirmação de Trump tenha alguma coisa a ver com a liderança futura do PSD.