A "Organização Internacional da Vinha e do Vinho", com sede em França ("et pour cause"...), vai organizar no Porto, no próximo mês de Junho, o seu congresso anual.
Na passada sexta-feira, aproveitámos a presença em Paris de mais de uma centena de delegados da organização para lhes oferecer, na Embaixada, um modesto "preview" do acolhimento de que irão ser objeto em Portugal, com vinhos e comidas portuguesas. Para além do imparável êxito que hoje constitui o vinho do Porto no mercado francês (que é o primeiro importador mundial de vinho do Porto, para quem o não saiba ou seja do tempo em que "os ingleses é que bebem Porto"), cada vez fica mais evidente que os nossos vinhos de mesa, quando de qualidade, podem e devem aparecer a terreiro comercial neste país, sem temor de comparações. Contrariamente ao que muita gente pensa, não se trata de mandar "bananas para a Madeira". Aliás, dentro de meses, iremos provar isso mesmo na Vinexpo, em Bordéus.
Pelo entusiasmo que detetei nos presentes ao convívio, onde procurámos limitar ao mínimo os discursos, fiquei com a sensação de que iremos ter no Porto uma muito luzida representação do mundo vinícola internacional, por essa época do S. João. Isso não deixará de ter as necessárias consequências na consolidação do prestígio dos nossos vinhos no mercado internacional, com todos os efeitos que daí advêm para a nossa economia.
