quinta-feira, abril 22, 2010

"Friends in high places"

Lembrei-me do título deste livro de Jeremy Paxton, que há quase vinte anos me ajudou a decifrar a política britânica, quando hoje dei conta

- da recondução de António Guterres como Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados;
- da nomeação de Carlos Costa para Governador do Banco de Portugal;
- da indicação de Alexandre Abrantes como delegado do Banco Mundial para a reconstrução do Haiti.

Abraços e votos de bom trabalho para estes três amigos.

6 comentários:

  1. Permita-me, Senhor Embaixador, que tendo feito grande parte da minha aprendizagem profissional nessa casa que se chama Banco de Portugal, me congratule com a nomeação de Carlos Costa para seu Governador, um caso raro de unânime reconhecimento profissional pela classe política deste país. Haja mais assim!

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  2. Anónimo15:59

    Senhora Drª., não sei se haverá unanimidade.
    Na primeira página de hoje de um daqueles jornais a que os autores de "cartas ao director" costumam chamar, não sei bem porquê, "de referência", a seguinte frase: "Ministro das Finanças escolhe amigo para o Banco de Portugal".
    Neste caso, a "referência" é, evidentemente, uma insinuação de que houve compadrio nesta história.
    É o mesmo jornal que escreve, rigoroso e fluente em português mas feroz e justiceiro, a propósito de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que "a intenção da PT na Media Capital era deter o presidente executivo da empresa".
    Referências...

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  3. Se escolheu por simpatia escolheu bem! Porque há alguém que mais precise de um ombro amigo que TS?
    Não porque seja favorável a este modo muito Português de optar pelos amigos, que fazem de Portugal possivelmente o único país do Norte e mesmo do Norte no Sul, em que entre perfil e adequação ganha a palma quase exclusivamente o conhecimento e a amizade.
    Por outro lado terá talvez razão Almeida Santos quando justifica a família a a caterva de conhecidos, em bolsa marsupial, com um: há algo melhor que a família e os amigos!
    Esperemos pois então com muita paciência e infinita diplomacia!

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  4. Caro Anónimo
    Nos jornais de referência abundam "as referências" a todos aqueles que se destacam por alguma coisa.
    Sou do tempo de Governadores como Silva Lopes, Jacinto Nunes e Costa Leal que, esses sim, são para mim, verdadeiras referências. E com quem aprendi quase tudo o que sei. O mesmo digo de Ernâni Lopes ou Ramos Pereira. E uma virtude que mantenho é a da gratidão.
    O que me dizem de Carlos Costa leva-me a ter esperança. E esta é a última a morrer!

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  5. Anónimo23:36

    Ninguém é escolhido para um lugar de destaque como o de Governador do Banco de Portugal sem ter “boas almofadas políticas” (do PS no caso vertente, ou PSD, como foi no passado e voltará ser no futuro). Não há, nestas coisas, “bons rapazes”, mas, tão só, figuras que “preenchem os requisitos políticos e pessoais para o cargo”, isto, naturalmente, conjugado com a experiência e conhecimentos necessários ao lugar a ocupar. Ao Governador do Banco de Portugal exige-se, acima de tudo, que não hostilize, aberta e publicamente, a política económica do governo que o propôs e nomeou. O homem vai para ali a fim de desempenhar o papel, discreto, de conceder, de algum modo, credibilidade à política económico-financeira desse governo. Não para a contestar, ou por em causa. E, de caminho, evitar envolver-se em “confusões”, ou atritos com a Banca privada. Os Governadores do Banco de Portugal não são, nem têm, a “relativa” independência do FED Norte-americano, por exemplo. Dito isto e tendo em conta o seu “curriculum” e o “saldo final” do Sr. Constâncio, é de admitir que o Sr. Costa venha a fazer melhor trabalho à frente daquela instituição bancária.
    Albano

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  6. Obrigado bom amigo pela referencia. Abraço de Brasília, quase de Port au Prince/

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