Ontem à tarde, percebi melhor o conceito de periferia. Atrasos de aviões, quase nove horas de Lisboa a Angra do Heroísmo, mais de metade passada em aeroportos, ajuda a entender muita coisa. Quando, noutras eras, me empenhei bastante a defender o apoio europeu à nossa ultraperiferia atlântica, estava longe de supor que a iria experimentar desta forma. Há um preço que se paga por este isolamento e distância insular.
Há mais de dez anos que não vinha aos Açores. Impressionam as infraestruturas, o vento da modernidade, um certo ambiente já cosmopolita, embora atenuado por um saudável espírito de "vila".
Em Ponta Delgada, não resisti e comprei o "Açoriano Oriental", o mais antigo jornal diário português. Olhando a "mancha", fiquei um pouco desiludido: está um jornal igual aos outros, até com um certa elegância gráfica, mas sem nada de singular. Tinha muito mais graça no passado, mas talvez esta evolução seja inevitável.
Uma última nota: andei uma vida a escrever "açoreano". Afinal é com um "i". Nunca é tarde...
Uma última nota: andei uma vida a escrever "açoreano". Afinal é com um "i". Nunca é tarde...