Aceitei ontem um convite para debater, durante quase meia hora, num programa de rádio francês de grande audiência, com o "Chief European Economist" da empresa de notação "Standard & Poor's", Jean-Michel Six. A agência foi responsável pelo abaixamento da "nota" de Portugal que provocou uma especulação desfavorável ao nosso país nos mercados internacionais.
Com urbanidade mas também com o necessário vigor, procurei expor, ao longo da emissão, alguns dos argumentos, nomeadamente de natureza quantitativa, que nos levam a considerar ter havido um menor cuidado na necessária distinção entre as situações portuguesa e grega. Destaquei também as severas medidas que Portugal tem em curso de execução com vista ao saneamento das suas contas públicas.
Pela parte da "Standard & Poor's", foi dada muita importância à dimensão da dívida privada portuguesa - embora reconhecendo as medidas tomadas face à dívida pública - e ao facto da agência entender que a respetiva dimensão pode condicionar o êxito da nossa futura recuperação. De qualquer forma, Jean-Michel Six disse que há uma grande diferença no modo como a sua empresa analia os casos português e grego. Deixou claro que, para a "Standard & Poor's", Portugal continua "confortavelmente colocado na zona de 'investment grade'".
Um dos pontos sublinhado, com grande insistência, pelo coordenador da emissão ligou-se ao anunciado entendimento entre as principais forças políticas portuguesas em face da presente situação. Este ponto parece estar a ser lido como um forte sinal da determinação portuguesa de fazer face à presente crise.
Ouça aqui um ponto do debate.
Um dos pontos sublinhado, com grande insistência, pelo coordenador da emissão ligou-se ao anunciado entendimento entre as principais forças políticas portuguesas em face da presente situação. Este ponto parece estar a ser lido como um forte sinal da determinação portuguesa de fazer face à presente crise.
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