terça-feira, abril 06, 2010

Marcello Duarte Mathias

Há um critério de gosto que nunca me falha: a "urgência" com que leio os livros. Hoje, de manhã, recebi, do Marcello Mathias, o seu "Os dias e os anos", um diário de 1970 a 1993. Passei toda a hora do almoço a deliciar-me com a inteligência aguda dos textos, escritos num português de lei, com uma aparente frieza auto-cética, com a coragem de afirmação de profundas convicções. Como me diz o Marcello na sua amável dedicatória, são textos "contra a maré". Ou muito me engano ou vou acabar estas 400 e tal páginas pela noite dentro.

2 comentários:

  1. Anónimo08:25

    Claro!
    Como quer que não lhe dêem livros?
    Assim está bem...
    E então já O leu?
    Só consegui essas maratonas nos tempos do
    "Papillon"
    "Os subterrâneos da Liberdade"
    " Os cavalos também se abatem"
    "Xógum"
    "Por quem os sinos dobram"
    And so on...

    Agora é época de contrariar a emancipação hormonal e impor regras a afrontamentos inoportunos e que querem á viva força remeter para um qualquer pacto de silêncio
    a juventude que há em mim...
    Não lhes adianta nada...
    Para quem leu o fio da navalha
    Isabel Seixas

    Isabel Seixas

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  2. Já o tenho. Vantagens de também editar no Grupo Leya. Vou começar a lê-lo na próxima semana. Com muita atenção porque respeito muito o autor e tive como colaborador um seu filho. Bem inteligente, por sinal. E culto. Ou seja, matéria já rara por aqui...

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