O magistrado espanhol Baltazar Garzón, personalidade com expressão mediática ganha na perseguição de algumas sinistras figuras da cena política internacional, está agora sob fogo por ter procurado contornar o compromisso histórico em que assentou a transição espanhola, tentando criminalizar o período franquista.
Pode haver legítimas razões para pensar que a iniciativa a que se propôs, que agora o coloca como alvo da Justiça que tem servido, é despropositada, desajustada no tempo, pode acicatar feridas, reavivar velhos traumas e, no fundo, desservir a democracia que a Espanha laboriosamente conquistou, por entre as tensões autonómicas e as ameaças terroristas.
Pode haver legítimas razões para pensar que a iniciativa a que se propôs, que agora o coloca como alvo da Justiça que tem servido, é despropositada, desajustada no tempo, pode acicatar feridas, reavivar velhos traumas e, no fundo, desservir a democracia que a Espanha laboriosamente conquistou, por entre as tensões autonómicas e as ameaças terroristas.
Tudo isso pode ser verdade e Garzón pode estar errado. No que, a meu ver, ele não está minimamente errado é no esforço que, desde há anos, vem a fazer para impor a dignidade à escala global, colocando a Espanha na linha da frente da Justiça internacional, para saudável inquietação de muitos patifes. Garzón é um homem de bem e não tenho visto isso suficientemente sublinhado.
