terça-feira, 28 de março de 2017

"Fake news"

Donald Trump fala muitas vezes de "fake news", quando as notícias não lhe agradam. Mas, às vezes, há mesmo "fake news". E a imprensa portuguesa está cheia delas, às vezes assinadas por plumitivos que, depois, se queixam de que não levamos a sério o que escrevem a propósito de outros assuntos.

Os leitores deste blogue podem ler o que escrevi (abaixo) sobre a questão da atribuição do nome de Cristiano Ronaldo ao aeroporto da Madeira. Peço que releiam o texto. Nele insurjo-me - e essa é a minha livre opinião, contestável como qualquer outra - contra o que considero ser a insensatez dessa decisão, que me chocou. E, no texto, referi "que me chocaria muito menos" (isto é, que também me chocaria, mas muito menos) se acaso o governo regional tivesse optado pelo nome do seu antigo presidente e principal promotor da modernização do aeroporto, Alberto João Jardim. No texto, como notará qualquer leitor de boa fé, faço um perfil muito crítico do modo político de atuar de AJJ, com o qual nunca me identifiquei, como fica claro. 

Pois muito bem, esta "comparação" entre os dois nomes, foi transformada numa "proposta" da minha parte, em notícias publicadas, para que ao aeroporto fosse dado o nome de AJJ O meu único comentário a isto é que o mau jornalismo e a má fé têm um nome: desonestidade. E quem assinou essas peças foi, além de mentiroso, desonesto. Isto é, fez "fake news" e isso fica-lhe no currículo.

15 comentários:

Isabel Seixas disse...

Pensando bem quando o batizado do aeroporto não se fica pelo batismo à nascença, e sendo já renascença, reencarnação ou crisma, não estará mal o apelido de um qualquer embaixador nativo da região em que está inserido, um piloto, um assistente de bordo, um poeta também estes bastante aerodinâmicos, agora a escolha do Cristiano não me espanta nem me choca nada absolutamente, proibi-me terminantemente de me chocar...

Agora Senhor Embaixador os sem imaginação e criatividade leais ao menor esforço,caça bermas e entre linhas, deveriam era pagar-lhe um IMI...

UC disse...

quando li o seu post, também fiquei com a ideia que era contra o nome do Ronaldo e que talvez aceitasse melhor o de AJJ embora fosse igualmente contra.
Por isso não compreendi alguns comentários ao post e sobretudo o título de notícia no jornal online DN.

José Alberto disse...

Tanto se me dá que seja aeroporto Cristiano Ronaldo ou Alberto João Jardim, embora entre o no nome dos dois prefira o primeiro. Já agora avanço com uma terceira via: Aeroporto Gonçalves Zarco ou Tristão Vaz Teixeira. Pelo menos esses já morreram e não haveria necessidade de criar tempestades num copo de água tão pequeno. O que não faltam por aí são situações críticas, na Madeira e fora dela, para as pessoas poderem gastar o seu tempo útil a pensar nelas e nas suas possíveis soluções. Se lhe chamarem Aeroporto do Funchal todos sabem onde é onde fica.
Digo eu !!!

Antonio Cristovao disse...

Ao receber o mesmo jornal (longe de Portugal) que lia e passava rapidamente para outros lerem, e ouvir as discussões sobre a mesma noticia lida no mesmo jornal é que me apercebi como a ileteracia é mais comum do que alguma vez imaginei. Lêem mas não entendem .

Anónimo disse...

Serão "Fake News" ?.......

Do "Corta-Fitas", com a devida vénia:

"Corta-fitas
E se ele tivesse falado em Ferraris?

por João-Afonso Machado, em 28.03.17
004.JPG

Gostei do imortal dito do tal cavalheiro holandês - Jeroen Dijsselbloen - sobre a apetência dos europeus do sul para os copos e as mulheres.

Ele saberá porque fala: do que assiste, quando tem tempo, nos fins de semana na sua terra; e do que não se percebe se já provou, ansiaria ter provado, ou não consegue provar - refiro-me à companhia de senhoras, é claro.

E gostei, até, pela onda geral de histeria que provocou. Provavelmente em Portugal apenas, ou sobretudo.
O mais é quase nada. Se adivinho onde o ratinho Dijsselbloen queria chegar, talvez fosse mais acertado falar em Ferraris e na CGTP.

Isto é: nos patos-bravos que transformaram em cavalos, cavalinhos e cavalões (de potência automóvel) os dinheiros - ditos "fundos estruturais" - caídos em Portugal para activar uma economia quase nula. (Vão lá 30 anos...). E no pagode sindical ao serviço da ideologia leninista, sempre implacável quando se trata de fazer qualquer coisinha mais além do horário.

De cima a baixo, na realidade, somos o que somos porque não queremos ser mehor. O irrequieto Djsselbloen (fora ser socialista) é o que é mas, principalmente, os holandeses são o que são.
E o noso estóico Costa continua - igual a si mesmo, sempre no seu melhor. Agora quer "varrer" o seu camarada... Como se não o fosse."

José Alberto disse...

Caro FSC,
De facto, o título do jornal deixou-me surpreendido. Vi-o de relance mas não perco tempo a ler pasquins ordinários. Porque o conheço, não tive dúvidas de que se tratava de um jornalismo oportunista, mesquinho e malicioso. Os cães ladram e a carvana passa.

O aeroporto lá foi inaugurado com o nome de Cristiano Ronaldo. Do mal o menos, pois o rapaz até é mais conhecido no mundo do que o a ilha da Madeira e a cidade do Funchal, isto para já não falar em outros nomes de pessoas pouco merecedoras de tal distinção. Tanto quanto julgo saber já não é a primeira vez que este aeroporto muda de nome e acredito que também possa não ser a última.

Depois do Eusébio e da Amália terem direito a ir para o Panteão Nacional, tudo poderá vir a a acontecer. É só uma questão de imaginação...

Este episódio do aeroporto é só mais um que se esgota no dia de hoje e que se perde entre muitos outros episódios que se movem na teia da corrupção que alguém atribui a banqueiros, políticos, gestores e outra maladragem que ficou com o dinheiro que os portugueses deveriam ter gasto em mulheres e vinho. Tinto de preferência e servido entre os 16 e os 18 graus.

Abraço e até ao próximo almoço... JGM

Jose Martins disse...

Senhor Embaixador,
Neste país, Portugal, seguem por aí uns tipos descarrilados e imbecilizados aos ídolos do futebol. Absolutamente errado que ao Aeroporto da Madeira lhes fosse dado o nome de um jogador de bola e que o Governo Central fosse levado na "onda" e ali estivessem, assistir, aquela ramboiada o prof. Marcelo e o dr. Costa. Suja-se a história e o nome que ali deveria estar, há muito, era o de Francisco Gonçalves Zargo o primeiro a chegar à ilha e nela, depois, contemporaneamente se criaram uns "brutinhos" e aqueles que vimos ontem, na Tailândia, obcecados por habilidoso que mais não se sabe, dele, brincar com a bola entre 22 em campo.
Saudações de Bangkok

Jose Martins disse...

Senhor Embaixador,
Meti a pata na poça é João Gonçalves Zarco.

Anónimo disse...

Algumas notas.
Não sei do que fala o senhor Embaixador, porque nem sequer diz a que jornais se refere, muito menos coloca links. Dito isto, se, por um lado, se sabe que existem fake news, distorções,, etc, na imprensa, não podemos, por outro lado, cair no ponto contrário de achar que quando dizem algo que nos desagrada, ou que não estava nas nossas intenções, é fake news. Ora, eu tenho muita pena, mas no seu anterior post fez elogios ao AJJ, dizendo que a Madeira lhe deve muito, etc, etc. e que o aeroporto ficaria muito melhor com o nome do AJJ do que com o Ronaldo. Como não referiu mais nenhuma alternativa que não fosse o AJJ, como não ver isto como uma "proposta" de que o aeroporto tivesse o seu nome?
De resto, acho este debate ridículo. É o nome de um aeroporto, nada mais. Não é o Panteão Nacional. E o Cristiano Ronaldo não fez mais pela promoção da Madeira do que o Sá Carneiro fez pelo Porto? O Humberto Delgado, pelo menos, teve um papel importante no desenvolvimento da aviação civil em Portugal... O Cristiano Ronaldo não construiu estradas e túneis na Madeira como o AJJ, mas tem a grande vantagem sobre este de não ser um caudilho. Se chegámos ao ponto, em democracia, de valorizar as obras em detrimento dos valores democráticos, mais vale colocarem outra vez na ponte sobre o Tejo, a placa de "Ponte Dr. Oliveira Salazar".

José Alberto disse...

Também já tinha pensado que, mais dia, menos dia, talvez venha a ser concensual mudar novamente o nome da ponte sobre o Tejo para Ponte Salazar. Não é que eu esteja de acordo com esta eventual mudança de nome, mas está bem observado, sim senhor.

Anónimo disse...


Nao percebo a polémica de dar o nome de um aeroporto a um futebolista.
Os franceses já nao o fizeram há tanto tempo?
- qual?
- aeroporto charles de gol

Anónimo disse...

José Alberto, da maneira que as coisas andam, não me admirava. É aquela coisa de se achar que a obra deve ter o nome de quem a fez, independentemente de tudo o resto. Já é não perceber para que serve a toponimia. Mas, se vamos por aqui, proponho até que se dê à ponte o nome de "United States Steel Export Company", a empresa que construiu a ponte.

José Alberto disse...

A ideia de dar à ponte sobre o tejo o nome de "United States Steel Export Company" tabém seria uma boa ideia não fosse a sua extensão. Nem ponte Salazar, nem ponte 25 de Abril, esta é a ponte sobre o Tejo, assim será por muitos nomes que lhe queiram dar. O povo é quem mais ordena e continua, muito bem, a referir-se a ela como ponte sobre o Tejo.

Anónimo disse...

José Alberto, por acaso muita gente se refere à ponte como 25 de Abril, lisboetas e não só. Portanto, essa coisa do "povo", não sei... Mas isto tudo a propósito do aeroporto do Funchal. Terá existido o mesmo escândalo na Irlanda, quando deram o nome do aeroporto da sua capital ao George Best, um tipo que, apesar de ídolo das massas, era um bocado doidivanas? ;)

José Alberto disse...

"O povo é quem mais ordena" - "25 de Abril, sempre" - "Força, força camarada Vasco, nós seremos a muralha de aço" - "Otelo à presidência" - "O último a sair que apague a Lluz".
Ponte Salazar, ponte 25 de Abril ou ponte sobre o Tejo, são apenas designações diferentes para uma grande obra realizada pelo anterior regime. Se o regime anterior não era bom, os governos pós 25A não demonstraram ser muito melhores. No mínimo, muitos deles e seus dirigente foram caóticos e caricatos. O maior bem do 25A foi ter acabado com os presos políticos. Agora há os que estão presos ao poder e os que estão presos e subordinados ao capital financeiro. Quanto à censura, mesmo sem o lápis azul, já voltou mas com contornos mais sofisticados. Voltou-se ao tempo de alguma auto censura para ter trabalho e para vender papel. Tudo muito mau, mas alguns escritos e opiniões de FSC ainda nos vão dando algumas alegrias.
LUTAR, CRIAR, PODER POPULAR. A "Geringonça" ao poder.