sexta-feira, 11 de julho de 2014

O BES e Portugal

Nunca o "isto anda tudo ligado" foi tão adequado. No prazo de poucas horas, o agravamento da imagem do BES (ou do GES, porque as coisas surgem confundidas) desencadeou uma onda de instabilidade sobre a imagem externa da economia portuguesa, arrastando atrás de si outras empresas nacionais, penalizadas nos mercados de capitais.

O tempo, nestas coisas, é um fator essencial e é mais do que lamentável que o país esteja a ser penalizado pelos jogos de poder na família Espírito Santo - com a continuação da patética coreografia das entradas e saídas no futuro Conselho Estratégico do banco - sobre a qual nem sequer houve o cuidado de fazer uma legítima pressão, no sentido de antecipar a famigerada Assembleia Geral. Esta continua marcada para 31 de julho, como se estivéssemos em tempo de "business as usual". Se já se constatou que não bastou, como se viu, anunciar uma equipa futura com nomes sólidos para a administração do banco, o supervisor e o governo - porque alguém está ao comando do "avião", ou não? - já deveriam ter feito o que deveriam, não na discrição dos gabinetes, mas com forte voz pública, por forma a acalmar os mercados. Por que esperam? Pela modorra da Comissão parlamentar de Inquérito?   

6 comentários:

Anónimo disse...

Muito bem, Senhor Embaixador. Aqui no Golungo estamos aflitos...

a) Feliciano da Mata

ignatz disse...

"... porque alguém está ao comando do "avião", ou não?"

o daniel bessa disse ontém que o piloto era o sócras, mas que o importante era o mentor.

Anónimo disse...

Eu tenho interesses financeiros no BES e lamento muito as dificuldades que o banco atravessa... Mas não posso fazer mais do que o que tenho feito. Posso é lamentar, também, o facto de não poder investir ali mais dinheiro: mil, dois mil, três mil milhões de euros...
Assim até poderia pretender a remunerações como as que recebem as pessoas mais bem remuneradas no BES. Mas não é por isso que vou culpabilisar.
José Barros.

Anónimo disse...

Então o Presidente do BES Açores não se pronuncia? Seria interessante saber o que pensa o ex-MNE Jaime Gama da maior crise internacional provocada por Portugal desde a descolonização? Também seria bom saber o que ela pensa da tão falada contaminação da política pela finança.

Anónimo disse...

Sendo eu um não-politizado tudo isto é mais uma bolada no regime.

ignatz disse...

brutal, brutal, brutal e logo a uma família como a espírito santo.