sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Vida

Duvido que haja muita gente que possa e queira gastar meia hora (é isso: meia hora!) do seu tempo com uma entrevista ao embaixador português em Paris, numa espécie de balanço de fim de carreira. 

Mas, para quem eventualmente possa ter essa paciência, aqui fica este trabalho dos (e, principalmente, das) profissionais da Lusopress.tv, a quem agradeço terem "encaixilhado" da melhor forma o autoretrato falado para que me desafiaram.

27 comentários:

Anónimo disse...

Um pouco de barba fazia-lhe bem ao visual.

Anónimo disse...

A bandeira ao lado do busto não poderia ter as armas nacionais visíveis? É a prática.

Anónimo disse...

Senhor Embaixador, gostei do modo como falou do "tempo da tropa", do modo como os "camaradas" da época divulgavam aos colegas a existência de um "bom" concurso público... Gostei do modo como serviu o estado português na sua carreira diplomática. Gostei ainda mais da maneira simples - sem ser piegas ou bajulador - como disse "presente" nas diferentes actividades em que teve de conviver com os altos e baixos das nossas comunidades de emigrantes. Obrigada!

Rubi disse...

Vou com certeza ter meia-hora :)!

Catinga disse...

Mais ou menos aos 12:30, é um quadro do Eduardo Malta?

Francisco disse...

Só gostava de fazer uma questão, acerca da sua percepção quanto aos portugueses que vivem em Portugal e os que emigraram...

A minha questão:

Como é possível, termos comunidades de portugueses espalhadas pelo Mundo. Na Europa, temos em França, Alemanha e no Luxemburgo, onde aqui metade da população do país é portuguesa. Somo tão trabalhadores fora do nosso país, e aqui em Portugal é o que se vê...

Tem alguma "explicação, teoria" que possa explicar que no Luxemburgo exista o maior salário mínimo nacional de toda a Europa. Aqui em Portugal, vai ser abaixo dos 485 euros... Não entendo...

Obrigado e peço desculpa por esta "invasão"...

FM

António P. disse...

Caro Embaixador,
Gostei. Parabéns.
Bacalhau não nem peixe nem carne ...é bacalhau :)
Estava a ver que não falava da gsatronomia alentejana.
Um bom regresso à Pátria.
Cumprimentos

Anónimo disse...

As questões colocam-se.
As perguntas fazem-se.

Faz-se questão de algo mas "fazer uma questão" é tudo menos uma pergunta.

Anónimo disse...

Gastei a meia hora, chegando a final com a sensação de a ter investido.

Caro Francisco
(desculpe-me a intromissão)
A sua questão terá algo de cultural mas, no essencial, a diferença parece-me residir mais na organização e nas chefias, que nos trabalhadores.

Mas também gostaria de ter a opinião do Sr. Embaixador.
Francisco Rangel

Anónimo disse...

Senhor Embaixador, vou ser inconveniente à brava: com barba ou sem ela, gosto de si à braba!

Maria Helena

patricio branco disse...

emigração7emigrante´são de facto palavras dignas e nobres que expressam realidades melhor que outras eufemisticas que agora se usam, gostei
entrevista onde as coisas foram ditas com naturalidade e simpatia

Francisco disse...

Anónimo,

Obrigado pelo o esclarecimento de colocar questões e fazer perguntas...

Quanto a mim, uma questão é uma pergunta, digo eu...

De qualquer forma, hoje aprendi alguma coisa...

É bom aprender todos os dias :)

Cps
FM

Helena Sacadura Cabral disse...

Senhor Embaixador
O que eu gostei de o ouvir expressar esse amor a Portugal que é, também, o meu. O que não quer dizer que sempre tenha gostado de quem aqui exerceu o poder...
Mais algo temos de comum: não sentir saudades.
Nem do Miguel as tenho porque sempre o senti e sinto comigo.
Nem, tão pouco da minha Mãe com quem estou sempre também.
Finalmente, e parabéns, está mais magro!

Francisco Seixas da Costa disse...

Muito obrigado a quantos se pronunciaram positivamente quanto à entrevista.
Quanto à barba, já tive e não fiquei cliente.
Quanto às bandeiras, nem tinha notado.
Quanto ao quadro, é, de facto, do Eduardo Malta.
Quanto aos salários, dependem da produtividade das empresas, o que prova que há outras coisas a melhorar entre nós, para além dos trabalhadores...
Quanto ao peso, é uma ilusão: o filme já tem algumas semanas. Notei que nele disse que o desemprego em Portugal era de 15,7. Onde isso vai!

Julia Macias-Valet disse...

Uma simpática entrevista. Uma carreira brilhante.

So me pergunto, como é possível um dia ter sido ban-cá-rio !?? Talvez por influência familiar. Felizmente que alguém lhe falou do concurso : )

Gostei da homenagem a seu pai, da alusão à cozinha alentejana, do quadro de Eduardo Malta, da presença do Douro, dos bonitos salões do Hotel Lévy, da forma positiva como acredita no nosso país e da sinceridade das palavras.

Nao gostei que nao tivesse feito referência à sua passagem pela publicidade, que a gravata estivesse um bocadinho "à banda" e que nao tivesse saudades !?

Talvez nao se tenha saudades quando se sabe que se volta um dia. E nós outros que viemos sem data marcada de regresso...

Ficamos à espera do livro sobre a passagem por Paris ;)

Saudades, caro escriba.

Francisco Seixas da Costa disse...

Cara Júlia Macias-Valet: fui bancário com imenso gosto, por concurso público, porque não quis continuar a ser um peso para a família quando algumas "complicações", em que época era fértil, me impediram de prosseguir o curso. A publicidade foi um "intermezzo" a que achei graça mas que não me marcou, confesso. A gravata, pois... Não, saudades ninguém me arranca! E não acredito que Paris dê um livro. Eu não vivi em Paris, vivi na embaixada em Paris, o que é muito diferente. Mas obrigado pela simpatia do comentário.

Anónimo disse...

Sim, talvez não saudades porque sabemos que podemos regressar ...
E, quando o nosso país deixou de existir? Eu sinto saudades do meu. Eu sinto saudades do que fui enquanto o tive.
Gostei da sua serenidade, Senhor Embaixador, e não se preocupe com o estado da gravata. Se o laço da embalagem estava esgangalhado, o presente valeu a pena. Chegou intacto!
Muitos parabéns.

Anónimo disse...

perdão, escangalhado ...

Anónimo disse...

Caro Amigo,
Gostei da sua entrevista, contida q.b. Que bom foi ouvi-lo falar como servidor do Estado, num tempo em que os políticos pouco sabem sobre o que esse conceito significa. Os mais de 30 anos sobre o nosso primeiro encontro profissional na Noruega, para além da época em que também fomos mais jovens, permitem que tenhamos uma visão e uma interpretação do que foi a vida e a política do nosso País. Em minha modesta opinião, os actuais responsáveis deviam conhecer melhor a história recente e também passada, para não correrem o risco de repetir erros do passado, só que numa escala maior e com consequências graves e irreversíveis. Como é evidente, este desconhecimento, infelizmente, não é só de agora, só que se agrava cada vez mais. Vamos ter esperança, o que nem sempre é fácil.
José Honorato Ferreira

Helena Oneto disse...

Senhor Embaixador,

Gostei muito de o ouvir e da sinceridade com que o disse. O filme é sobrio e bonito. A biblioteca e os salões da Embaixada são magnificos. Como diz a Julia, no comentario que subcrevo, é reconfortante ver um compatriota que serviu o Estado ao longo de uma carreira 'inspiradora' e brilhante!

Infelizmente não me sei proteger da saudade. Tenho saudades, muitas saudades da familia, dos amigos, da cor, da luz do cheiro a mar, dos pôr dos sois e das manhãs de Lisboa. E também vou ter saudades do nosso Embaixador e da Embaixada.

Francisco Seixas da Costa disse...

Obrigado pela sua fidelidade, cara Helena Oneto.

Isabel Seixas disse...

A entrevista traduz um percurso profissional de construção de sucessos com mérito, sem descurar a solenidade
(que aliás o senhor enfatiza com uma dignidade que nos faz acreditar que é mesmo por aí)a que obriga o serviço público e ao País.

Também gostei do filme e das imagens da embaixada, que achei muito bonita.

Fez-me lembrar a expressão do adeus até ao meu regresso.

E continuo a achar que as saudades realmente serão de quem o vê partir.

Anónimo disse...

Duas notas pessoais:

1) Ontem perdido no youtube assisti a uma entrevista do Prof. Agostinho da Silva que terminava com esta frase (cito de memória): ter saudades é lamentar uma ausência eles nunca estão ausentes de mim (os filhos) como posso ter saudades.

2) Servir o Estado é uma questão de pura ética, ou se tem ou não se tem ...

Na qualidade de português é um orgulho tê-lo como meu representante.

Nuno 371111

Manuel Leonardo disse...

Excia foi para mim uma pena mas nao consegui ter uma audicao boa e fiquei sem poder acompanhar toda a entrevista principalmente a entrevistadora quase nao a compreendi , talvez oitenta por cento .
A minha audicao no meu computador talvez nao esteja boa. o que lamento.
Com os melhores cumprimentos, sou o
Manuel Joaquim Leonardo
Peniche Vancouver Canada

Anónimo disse...

autoretrato NÃO
autoRRetrato SIM

Senão, como é que se lê? Rolando o "r"?

Guilherme Sanches disse...

Duvido que haja alguém que comece e não vá até ao fim.
Muito bom!
Pleno de intensidade, e antes de voltar a ouvir este autorretrato falado, parece-me que me tocou particularmente a passagem dos minutos 22/23.
Um abraço

Catinga disse...

Um Eduardo Malta em casa. Que inveja...

Pareceu-me que a pintura está numa área reservada do edifício. A confirmar-se, não seria simpático transferi-la para uma zona mais "aberta", em nome do nobre direito de acesso às coisas bonitas?