domingo, 25 de novembro de 2012

Notas polémicas

Não gosto do politicamente correto e apetece-me dizer o que penso. É para isso que serve um blogue. E isso leva-me a duas notas, propositadamente tardias, as quais, imagino, podem não ser do agrado de alguns dos meus amigos. É a vida...

1. Não gostei de ouvir as declarações da dirigente do Banco Alimentar contra a Fome, Isabel Jonet, sobre a temática do empobrecimento da sociedade portuguesa, numa insensível confusão entre quem é pobre com quem o não é. Um pouco a exemplo do que já aconteceu no passado com Fernando Nobre, é prudente que pessoas que estejam envolvidas em áreas que relevam da intervenção solidária da sociedade civil sejam muito parcimoniosas, na sua expressão mediática, em tudo quanto não se ligue diretamente da promoção das suas atividades. Ao saírem desse estatuto, por tentação de mandarem "bitaites" em áreas de política geral, fragilizam-se e, paralelamente, enfraquecem as próprias entidades por que são responsáveis. Não gostaria de ver alguém a retrair-se de contribuir para as atividades do Banco Alimentar contra a Fome só por não ter concordado com o que Isabel Jonet disse - como me dizem que hoje já acontece com a AMI, depois da aventura política de Fernando Nobre. Dito isto, convém deixar muito claro: Isabel Jonet tem uma obra magnífica à frente do Banco, é uma pessoa a quem o país deve imenso, em termos de empenhamento e dedicação, ao longo de vários anos. Esse excecional património deveria ter sido tomado em conta por quantos a criticaram, por vezes de forma soez.

2. A procura pela polícia, junto da RTP, das imagens dos incidentes violentos junto à Assembleia da República, no dia da greve geral, é uma questão séria. Por duas razões. Se eventualmente não foram seguidos os procedimentos que a lei determina, e se isso ficar provado, esperam-se punições rigorosas ao níveis oficiais adequados, porque a culpa não pode continuar a morrer solteira em Portugal, se pretendemos continuar a ser vistos como um Estado de direito, mesmo em tempos de exceção. Não há interesse nacional que justifique a via da ilegalidade, em especial por parte de quem compete combatê-la. Mas há um segundo aspeto a ter em conta. A polícia, que estava a proteger o edifício da Assembleia, foi provocada e agredida, de forma sistemática e inaceitável, por um bando de energúmenos. Acho perfeitamente normal que o Estado se proteja e tente identificar e responsabilizar criminalmente quem não respeita a autoridade legítima e atenta contra o património público e privado (bancos, viaturas e outros bens). E que o faça utilizando, para tal, todos os meios disponíveis, desde que em estrita observância da lei. Quando vejo alguns comentadores como que a desculparem os arruaceiros, gostava de saber se persistiriam nessa simpatia se acaso os seus carros pessoais tivessem sido danificados nas ruas vizinhas do palácio de S. Bento, como aconteceu a muito boa gente.

É o que eu penso. Não gostam? "Dommage"...

23 comentários:

Isabel Seixas disse...

Acho que pensa muito bem senhor Embaixador, subscrevo.

Isabel Seixas disse...

Acho que pensa muito bem senhor Embaixador, subscrevo.

Anónimo disse...

E a velha senhora ditou sentença:

no cravo e na ferradura
dá pra todo o paladar
só poderá não gostar
quem tiver cabeça dura

Manuel Leonardo disse...

Excia
Sempre ate ao fim da sua carreira um diplomata com um verve diplomatico que tem o dever de manter em qualquer circunstancia para defender s sua dama , neste caso o governo da Nacao Portuguesa que certamente jurou cumprir.
So quero lembrar Vossa Excia que nestes dois casos fui alertado pelo meio terrivel de uma internet
que cada vez mais se torna inimiga dos poderes discricionarios que de uma maneira geral estao implantados em quase todos os governos deste Mundo Cao.
Depois li muitos jornais que a sua maneira noticiaram essas noticias e fiquei com duvidas da sempre boa vontade de Isabel Jonet.
Como ja tive a liberdade de escrever nesta mesma pagina , o governo portugues recebe para os seus cofres os impostos de 22% ?
, dos donativos oferecidos por todos os contribuintes .
Essa Senhora nunca fez a mais pequena observacao publicamente , que eu saiba ,
para que todos os donativos sejam entregues livres de imposto ate chegarem as maos dos necessitados.
Depois vem falar publicamente sem pudor algum acerca desses donativos e seus benificiarios de uma maneira agressiva com um vocabulario triste e merecedor das criticas que lhe teem sido feitas . Ate ha pouco tempo a sopa aos pobres era feita no ºtacho º em lume brando , agora a senhora Jonet talvez sem o querer elevou a fervura mas podemos ter a certeza de que a senhora nao se queimara com as forcas das lavaredas que ela incendiou.
Quanto aos seus ªenergumes ªque durante horas provocaram e feriram a policia no local pode se ler em diversos jornais que seriam policias ? infiltrados com os arruaceiros para assim se dar inicios aos terriveis desacatos.
Plagiando Vossa Excia o mais respeitosamente possiveel,termino dizendo...
E o que eu penso. Nao gostam ªDommage ª
manuel Joaquim Leonardo
Peniche Vancouver Canada

Rui Franco disse...

Anteontem fiquei a saber que a nova maluqueira no Facebook é uma "invasão da Assembleia da República" no 1º de Dezembro, às 17:00. Isto vem na sequência de outra "invasão" que tinha sido marcada para o 5 de Outubro. Coisa engraçada, esta de fazerem invasões nos dias feriados (faz lembrar a asterixiana invasão da Bretanha à hora do chá).

Pelo meio, publicam-se imagens e textos ensinando a fazer cocktails molotov, fotografias dos membros do Governo com um alvo desenhado na testa e o texto "dead man walking" e outras alarvidades.

O mais giro é que fui informado pelo FB de que nada destas coisas pode ser considerada comportamento censurável... E assim continua no ar o "evento" "Invasão da Assembleia da República", as lições de como pegar fogo à propriedade alheia e o apelo a mandar um balázio aos ministros da Administração Interna e das Finanças.

Fantástico, não?

Jose Tomaz Mello Breyner disse...

Senhor Embaixador,

Por favor oiça outra vez as palavras da Dra Isabel Jonet e verá que não lhes vai encontrar nada de mal. Limitou-se a dizer a verdade. Para mim o problema desta reacção é outro, e a solução está na ultima palavra dos Lusiadas.

Como diz o Senhor Embaixador, e bem, a Dra Isabel Jonet tem obra feita, e tem morto a fome a muitos milhões de Portugueses.

Sempre desinteressadamente e sem qualquer espécie de beneficio pessoal. Daí lhe chamar a atenção para a ultima palavra dos Lusiadas.

Quanto à 2ª parte das Notas Polémicas, estou totalmente de acordo.

Um abraço

Anónimo disse...

Sempre pensei que em regimes democráticos houvesse uma autonomia suficiente entre Ministérios que impedisse « as passagens diretas » de informação entre os serviços prestados por uns e os serviços prestados por outros... Exemplificando, não seria normal abrir passagens directas entre os serviços sociais, ainda que financiados pelo Ministério dos Assuntos Sociais, que às vezes no seu acompanhamento de reinserção são levados a acompanhar delinquentes, e os serviços da polícia financiados pelo Ministério dos Assuntos Internos.
Por isso penso que “A procura pela polícia, junto da RTP, das imagens dos incidentes violentos junto à Assembleia da República, no dia da greve geral, é uma questão séria.”
Quanto às organizações privadas, que de certo modo contribuem a colmatar as falhas dos governos, a sua expressão de palavra não pode ser abafada com o medo de verem os seus subsídios cortados em represália. Embora andem sempre no fio da navalha, elas devem saber que a sua razão de existir é um paradoxo. Se elas trazem alguma felicidade às pessoas no desespero; as razões daquele desespero não deviam existir...
José Barros

Anónimo disse...

Com todo o respeito permita-me dizer: Sr. Embaixador, por favor tenha CARIDADE (a Solidariedade não é aplicável nesta expressão o que pode parecer politicamente incorreto…)! Mas o que diz é “o politicamente correto”!
Não estou a dizer que não concordo, no substancial, com os 2 pontos. Mesmo sem conhecer, no 1ºponto, em pormenor, as afirmações da Senhora e com pouca curiosidade em conhecer.

Anónimo disse...

Não sei onde pode encontrar polémica nas suas afirmações Sr. Embaixador, por favor não caía no poço do politicamente correcto ... dizem-me que é fundo e nunca ninguém de lá saiu.

a) Isabel Jonet esteve mal, muito mal, o que disse - e as palavras ferem mais quando contém uma dose de realidade - não é admissível. Com isto não se pode partir para ofensas gratuitas e atentados de carácter a quem muito deu de si aos outros, nem para isso nem para uma canonização da novel mártir do maldizer nacional.
b) Num estado de Direito a lei não pode ser violada por quem tem o dever de a fazer cumprir, ponto de honra e imutável. Quando a lei não é suficiente para cumprir todas as funções do Estado, mude-se a lei não as funções, porque imutáveis as funções e mutáveis as leis. Em toda a minha ignorância parece-me que a legislação que impede o visionamento das imagens recolhidas é filha de um outro tempo, de outros medos, e não se coaduna com a democracia que alcançamos e que temos que manter.

Nuno 371111

Francisco Seixas da Costa disse...

Pelos vistos, o que escrevi é considerado por alguns politicamente correto. "No problem"! É apenas o que eu penso.

Anónimo disse...

As declarações da presidente do Banco Alimentar são uma questão lateral ao verdadeiro problema, que é o de que a mesma presidente não serve àqueles que diz servir. As estatísticas mostram que, graças às políticas do Governo, fecham actualmente mais de 25 empresas por dia (dados de Setembro). Face a esta hecatombe, os portugueses que têm alguma lucidez perguntam-se de que serve contribuir para o Banco Alimentar... Em vez de chamar a atenção para o problema de fundo, tudo o que Isabel Jonet é capaz de apontar é que algumas famílias pobres se habituaram a não fechar a torneira enquanto escovam os dentes. A gestora certamente sabe que tal equivale a um gasto irrisório na conta da água - como dizia "o outro", é fazer as contas.

DL

Anónimo disse...


Pôr em causa 20 anos de trabalho que mais ninguém faz por ela só porque produziu algumas afirmações infelizes (e foram-no pelas razões apontadas e ainda outras) ou embarcar na teoria da cabala de que eram agentes infiltrados os que lançavam pedras é curioso (escuso-me a adjectivar de outro modo) .

As generalizações são sempre perigosas para todos mas também são sempre convenientes para alguns .

Mas aí estão as "idées reçues" , culturais ou mediáticas , para nos indicar o bom caminho , quando não se tem um próprio .
O meu "Dommage" é aqui .

Por um lado as teorias da "caridadezinha" são curtas. Compete ao Estado , é a desculpa habitual dos que não dão nada - excepto aos arrumadores para não lhes riscarem o carro - mas enquanto o Estado vai e vem aquela pessoa concreta podia almoçar mais uns dias na vida , o resto é conversa de quem come todos os dias.

Por outro lado as imagens são claras quando vistas sem a cábula ao lado , a dica que nos convém.
Decerto haveria agentes lá no meio , há sempre e sempre houve em qualquer parte do mundo (até em Vancouver em 15 de Junho de 2011 , imagine-se!).
Mas na 1ª fila e no arremesso duvido , o risco era demasiado grande para o caso de algum ser descoberto , isso é básico de mais para as polícias europeias ou norte-americanas de hoje , basta pensar na "festa mediática" que isso dava , essa sim capaz de abater ministros e governos.

Mas muita gente manda palpites enquanto não lhes toca à porta nem se aproxima muito .
É da fraca natureza humana , 10 mil mortos na Índia incomodam menos que um lá no prédio e , mesmo este , ainda menos que uma ferida num dedo a cortar o pão.

Como li há tempos num comentário no "Le Monde" (o do tal general Salazar ...) assim que "a revolta começar as pessoas saem logo à rua
... para verem se ainda têem os carros inteiros !" .
É uma imagem mas é uma boa imagem .

RMG

Anónimo disse...

Pois não é... querer bipolarizar o problema daqueles que teem de enfrentar um estado de pobreza, nestes nossos tempos, parece-me apenas um assunto especulativo e sem cabimento. As responsabilidades de um elemento que se candidatou à segunda figura política deste país não tem nada a ver com alguém que há muito tempo tentou minimizar os estados de pobreza existentes, sem olhar à política, e até parece com algum sucesso internacional. Mas enfim eu sei pouco

Anónimo disse...


Umas questõezitas para a geral ainda que sejam particulares , passe a aparente contradição nos termos ainda que não necessáriamente na forma .

Isabel Jonet tem que fazer "luta política" como outros põem "likes" no FB e acham que assim cumpriram com os seus deveres cívicos ?
Ou tem que fazer o que sempre fez e muito bem ?

Sete minutos infelizes só "matam" 20 anos de trabalho porque se deixou de pensar , o pensamento "prêt-à-porter" está aí ao alcance de qualquer um e fica sempre bem .
Imagino que estas mesmas pessoas , apanhadas numa reflexão infeliz , fossem as primeiras a queixar-se de tamanha injustiça , medirem-lhes a vida toda de trabalho por 2 ou 3 frases .

De que serve contribuír para aquela ou outra qualquer (repito , outra qualquer) instituição de solidariedade nesta altura e como as coisas estão para milhares de famílias ?

Acham então alguns que é melhor não ajudar ninguém , a velha história de que o que é preciso é
construír um país "novo" (coisa que leva aí 2 gerações e era preciso ter começado ontem ...) escamoteando o ligeiro pormenor (para eles , não para mim) de que há pessoas que precisam de comer todos os dias e cada um desses dias é um outro dia ?

Há um nome que se chama a quem descontextualiza as situações para servir sabe-se lá que interesses porque os dos realmente pobres não é de certeza .
Mas também não acredito que os que têem tão nobres ideais sentados ao computador conheçam alguém realmente pobre - na net não há pobres , só há pessoas que os "usam" e , no fundo , os "abusam" .

Os portugueses com "alguma lucidez" ajudam como podem outros portugueses , não os lixam mais do que já estão .
Mas admito que isto seja difícil de perceber , o "venha a mim" é que está a dar (not in my backyard).

Saberemos todos aqui que são os remediados que , em proporção dos seus rendimentos ,mais ajudam em todas e mais algumas campanhas de apoio?
Talvez porque saibam bem o que isso é , ao contrário dos nobres teóricos de sofá .

RMG

Anónimo disse...

Sobre IJ concordo.
Sobre a/as policias: quado uma manif de GNR (policias) grita em frente ao Parlamento ...Gatunos... e não os vai prender que podemos esperar: Mais cuidado com as palavras de ordem.

ié-ié disse...

Isabel Jonet foi (é) o Fernando Nobre do Banco Alimentar, infelizmente...

LT

Anónimo disse...

nos os da extrema dura somos pela polícia antes de tudo, nem sei como pode um embaixador se dignar a proferir tais palavras, é uma vergonha
e isabel jonet ajudar os pobrezinhos, só se forem portugueses, porque portugal é um grande país...


melhor só o sporting!!!


antonio le pen

Manuel Leonardo disse...

..... Mas na primeira fila e no arremeco duvido , o risco era demaziado grande para o caso de algum ser descoberto ,isso e basico demais para as policias europeias ou norte americanas de hoje , basta pensar na ªfesta mediatica ª que isso dava, essa sim capaz de abater ministros e governos ...R M G.

Mas alguem acredita que os policias iam presos ? Alguem acredita que directores de bancos que ªdesviaramm milhares de milhoes de euros e outros que tais que nao foram para detras das grades irao presos algum dia

As festas mediaticas que isso davam , dariam para abater ministros e governos ? ..... quem se acredita nisso ? .
Eu ca por estes lados nao acredito
Com os melhores cumprimentos respeitosamente sou o
Manuel Joaquim Leonardo 1929 _ 2012
Peniche Vancouver Canada

P.S.
Sou um ilustre desconhecido mas para tirar algumas duvidas que as Ha , digo vos que eu e minha Mulher vivemos unicamente das nossas reformas deste bondoso Canada que ha mais de quarenta e seis anos nos deu Trabalho, liberdade Intelectual e Vontade de Viver e sempre lutamos de ca de longe para que os Direitos , Liberdades e Garantias fossem implantadas no meu por enquanto Portugal , sobrando ainda tempo e trabalho para ajudar e amenizar as dores e infortunio muitas vezes a alguns dos nossos portugueses na Diaspora.
Por aqui ? So o nosso Deus o Sabe
Tenho como Divisa ...
ª A minha honestidade , para mim tem um grande defeito... Sou um dos mortais mais pobrezinho ª

Vejo todos os anos com os meus proprios olhos as injusticas no meu Portugal

Anónimo disse...


Senhor Manuel Leonardo

Muito agradeço a atenção que deu às minhas opiniões .
E digo opiniões porque vivo em Portugal , ando na rua , ouço as pessoas , trabalhei em 5 distritos diferentes ao longo de 40 anos e tenho mais de 65 anos .
Se vivesse longe poderia estar a mandar palpites mas assim acho que estou a dar opiniões .

E já agora : trabalhei durante 10 anos aí pelo mundo com canadianos de quem ainda sou amigo e com quem me correspondo via net , gente de Vancouver , British Columbia , Canada , gente que me ensinou o que esse país tem de bom mas também tem de menos bom , como todos.

Acredite que todos queremos o melhor para a nossa terra .
Uns lutam por isso cá e outros lutam por isso fora de cá .
Só que os que lutam cá vivem essa luta na pele e portanto estão pela força dos factos obrigados a ír um pouco mais longe nas suas análises do que aquilo que uns mídia que só querem vender lhes impingem ao sabor do que está a dar .

Melhores cumprimentos também para si

gherkin disse...

Também assim penso. Vale a pena ser-se politicamente correto. A FRONTALIDADE É QUE CONTA, MESMO PARA EMBAIXADORES!
Abraço
Gilberto

Manuel Leonardo disse...

Pra o Sr RMG
Passar mais de cinco meses por ano em Portugal da para se contactar com muita miseria e a vida real de Portugal.
As vezes dizem me que eu mesmo ca fora sei mais de Portugal do que muitos que vegetam uma vida inteira no nosso Pais.
Cordiais cumprimentos
Manuel Joaquim Leonardo
Peniche Vancouver Canada fielamigodepeniche.blogspot.com

Anónimo disse...


Para o Senhor Manuel Leonardo

Seja como o senhor quiser .

A diferença é que eu sempre (ou quase sempre) estive aqui e o senhor sempre (ou quase sempre)não esteve , mas estou certo que nunca esmoreceu na defesa de Portugal , apesar de ter sido obrigado a ír lutar pela vida no Canadá em condições certamente muito difíceis para si e para os seus.

Como passo grande parte do meu tempo numa vila do norte onde 1/4 da população emigrou para o Canadá antes do 25 de Abril (como penso ser o seu caso) e muitos ainda lá têem filhos e netos , também por aí imagino as suas dificuldades ao tempo .

Que há miséria em Portugal comparado com o Canadá como um todo(e Vancouver em particular ainda que subsistam situações menos favoráveis por lá) estamos todos de acordo .
Que desde o fim das guerras liberais , há mais de século e meio , este é e sempre foi o País
mais pobre da Europa também me parece não haver dúvidas .
Que se diga por aí que agora estamos na cauda da Europa quando , na verdade , nunca de lá saímos , isso é que já me confunde .

Aproximámo-nos foi de outros países da Europa e julgámos que os íamos apanhar mas , azar dos azares , os tais outros países não ficaram delicadamente à nossa espera e continuaram a andar ...

Quanto ao resto é mesmo assim , há sempre gente para nos dizer o que gostamos de ouvir .
Também há por aí alguns que me acham esperto mas a esses eu não ligo - os que não me acham esperto é que eu ouço porque é com esses que posso aprender mais alguma coisa .

Por isso aprendi consigo .
Não sobre a matéria em questão porque eu nunca disse (nem díria)que os polícias poderiam ser presos ou que os gestores do BPN deviam ser soltos , não misturo assuntos, poderemos falar deles noutra altura .
Aprendi no seu blog que visitei ontem demoradamente (passe a publicidade) .
Sou mesmo capaz de lá ír pôr um comentário vai não volta , fala lá de assuntos que conheço bem , ante ou pós 25 de Abril , também eu não andei a vegetar nos últimos 45 anos (pelo menos!).

Cumprimentos não menos cordiais

RMG

P.S.- Por aqui me fico .
Ao nosso hospedeiro agradeço a sempiterna paciência .

Cumprimentos não menos cordiais

RMG

Manuel Leonardo disse...

Ao RMG...
Nao o trato por Senhor porque nao sei se defacto estou falando com uma pessoa de vida terreste ou um vulgar extra galacia que andando espiando os infinitos segredos do nosso planeta nao que ser identificado numa possivel detencao na Terra , o que poderia ocasionar uma esperada Guerra de Estrelas . Somente lhe quero dizer que nao tente entrar com RMG no meu fielamigodepeniche,blogspot.com
pois ele nao aceita assinaturas falsas ou detioradas por meio de terror pidesco que o novo Portugal actualmente anda infestado por almas bemditas e purificadas que nos tentam dar a Felicidade Material, seguindo as regras morais da Bondosa Misericordia .
Tambem faco notar que e um blog mal visto sem nenhuma cotacao na bolsa, em dois anos e dois meses
de vida com onze mil quatrocentas e cinquenta e quatro visitas ,teve tres visitas estrangeiras ao burgo e somente uma de Peniche , terra para quem foi dedicado.

RMG
Com todos estes avisos a navegacao, note que continuo a ser um Homem do Mar,se ainda quiser dizer de sua justica no Fiel Amigo ou por meu email desde o momente que se torne humanizado sera bem vindo . Desculpe mas nao tornarei a dialogar nesta casa que usamos pois o nosso ª bondoso hospedeiro ª e merecedor do nosso Respeito e Consideracao.
De qualquer maneira ,agradeco lhe ter perdido o seu tempo com este intruso que cada vez se sente mais honrado mas tambem deslocado em estar sentado na mesa com ª Duas ou tres coisas ª
A maneira como apresentou os seus pontos de vista , demonstrou uma Cultura , delicadeza, firmeza ,educacao e bem escrever que tentarei retribuir dentro da minha modestia se tiver essa oportunidade .

ª As minhas Amizades sao Violentas , sao para ficar mas com as tempestades que o meu mar provoca , muitas ficam para tras ª

Manuel Joaquim Leonardo
Peniche Vancouver Canada
fielamigodepeniche.blogspot.com