quarta-feira, 9 de março de 2011

Economia

A Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa, uma estrutura jovem mas que tem desempenhado um trabalho muito positivo de apoio e agregação dos empreendedores que ligam economicamente Portugal e a França, realizou hoje, na Embaixada, a sua assembleia geral anual. Desde que cheguei a Paris, entendi que abrir-lhe as nossas portas era o contributo mínimo que poderia prestar, para além do encorajamento que, ao longo do ano, procuramos manifestar ao conjunto das suas atividades.

No início da assembleia, falei aos associados do cenário económico em Portugal. Não escondi as dificuldades existentes, mas procurei sublinhar que estamos a fazer o nosso trabalho "de casa", com rigor, com transparência, com os números sobre a mesa, porque é à luz deles, e só deles, que queremos ser julgados. Não temos a tentação de esconder a crise que atravessamos atrás da crise internacional, mas recusamos que esta seja iludida no cômputo geral da situação, como às vezes pretendem alguns avaliadores de "rating". Falei das empresas, do otimismo que tenho visto da grande parte das que por aqui contacto, da contribuição que têm dado para os números excecionais que a nossa exportação tem revelado em tempos recentes. Abordei a questão da nossa banca, da leitura que sobre ela se faz internacionalmente e do modo como a sua situação se liga com as perspetivas de evolução da nossa dívida soberana. E falei também da Europa, das suas novas fragilidades, das suas hesitações e da esperança que continuamos a colocar nesse magnífico projeto em que nos continuamos a rever. No fundo, deixei claro que, para que as dificuldades se atenuem, todos temos de trabalhar em conjunto, remando para o mesmo lado.

4 comentários:

Helena Oneto disse...

E por esta e por outras que o prémio "Prove Portugal" lhe foi atribuído há dias. Parabéns!

Anónimo disse...

São estruturas como a Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa que ajudam ao desenvolvimento da economia portuguesa e dignificam a imagem do nosso país no estrangeiro.

No entanto, também é imprescíndivel terem à frente pessoas com grande capacidade organizativa - como é o caso do Dr. Carlos Vinhas Pereira.

Isabel BP

Helena Sacadura Cabral disse...

Senhor Embaixador
Diz-me a experiência dos anos que o mais difícil na vida, é remarmos todos para o mesmo lado.
Se em democracia os partidos são parte fundamental da mesma - dizem - também é verdade que eles têm sido o maior obstáculo à sua eficácia.
Então, como conseguir trabalhar em conjunto e remar para o mesmo lado, pondo o interesse de Portugal acima dos interesses partidários?
Em pequenos grupos apartidários conseguimos. Já o provámos. Mas quando se trata de regime e oposição, a tarefa é herculea e os resultados estão à vista.
Se não fossem os partidos, garanto-lhe Senhor Embaixador, que muita gente estaria empenhadamente a ajudar a reconstruir a nossa terra!

Francisco Seixas da Costa disse...

Cara Dra. Helena Sacadura Cabral: os partido podem ter todos os defeitos do mundo, mas eu lutei e lutarei para que todos eles, com todos os defeitos que possam ter, permaneçam no centro da nossa vida política.