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quinta-feira, junho 08, 2017

António Costa

Foi muito interessante ver a conversa de António Costa com José Gomes Ferreira, na SIC. O primeiro-ministro demonstrou uma imensa serenidade, transmitindo domínio dos dossiês e confiança, dando mostras de viver bem com as tensões nas áreas políticas que apoiam o governo, mesmo no tocante às greves. Ao seu interlocutor, coitado!, não tendo como contestar os resultados obtidos, restou a postura de tentar querer ser "mais papista do que o papa" nas reivindicações daqueles setores com que visivelmente não se identifica mas cuja agenda maximalista procura utilizar para tentar atrapalhar o governo. E tendo ele sido um arauto da bondade da austeridade, procura colar o atual governo a ela, como absolvição póstuma da governação passos-coelheira, da qual tem uma inapagável saudade. Vê-se que Costa está mais à vontade do que nunca e que se divertiu com a atrapalhação de um comentador que alimenta um tropismo de Cassandra, num tempo que há uma escassez de más notícias. Confesso que tenho alguma pena de José Gomes Ferreira, a quem cabe o destino dos cangalheiros: é no mal dos outros que reside o sucesso do seu negócio. Mesmo que "os outros" sejam o próprio país - com cujos sucessos Costa o obrigou, a espaços, a afivelar um esgar de esforçado "contentamento".

Entrevista ao "Público" e à Rádio Renascença

  Ver aqui:  https://vimeo.com/1159303777