Foi há dias, no final de uma palestra que fiz sobre temas internacionais. Tinha havido várias perguntas da assistência, mas uma jovem aproximou-se e disse querer colocar-me uma questão em privado: se eu acreditava que, como alguns argumentam, o 11 de setembro, nomeadamente o ataque às Twin Towers, foi afinal uma operação montada pelos Estados Unidos, como pretexto do ataque ao Iraque.
Perguntei-lhe se, nessa sua perplexidade, se inseria o facto de não haver imagens dos aviões caídos na Pensilvânia e no Pentágono. Esperançada, completou-me: "e o facto de não haver ninguém no Pentágono aquando da explosão, atribuída ao suposto avião".
Desiludi-a. Não, não acredito nisso, nem em teorias conspirativas, nem em Bilderberg, nem em gambuzinos. Mas acho imensa graça a quem acredita, aos cultores do "não é por acaso que...", a quantos acham que há sempre interesses ocultos por detrás de tudo, que nada ocorre por acaso, que há um mundo de tramóias sempre pronto a atuar. Aqui entre nós, essas pessoas (em que se incluem alguns dos comentadores que aí vão surgir, aposto!) devem ser felizes, por julgarem ter "descoberto a pólvora". Que lhes faça bom proveito!