Seguidores

Se quiser ser informado sobre os novos textos publicados no blogue, coloque o seu email

sexta-feira, junho 16, 2017

Lisbon (2)

Ontem escrevi aqui um post sobre o mau serviço prestado no setor comercial, em especial na área da restauração, por empresas que empregam trabalhadores estrangeiros que não sabem expressar-se em português.

O post dirigia-se, obviamente, à responsabilidade dos empregadores, a quem pagamos os serviços e nunca, como é evidente, aos próprio trabalhadores, que são o elo mais fraco do problema e que se limitam a aceitar o trabalho que lhes é proposto.

O texto foi algumas vezes treslido, por iliteracia, má fé e outras intenções cujo inventário se poderia fazer. Chegou-se a afirmar que ele era xenófobo e racista, não obstante nele se dizer o seguinte: "Faço parte de quantos gostam muito de ver Portugal um país de acolhimento para trabalhadores estrangeiros. Tenho orgulho quando os ouço dizer que gostam de viver por cá, que se sentem aqui bem. E espero sinceramente que fiquem, porque o nosso destino de porto de chegada sempre ajudou a abrirmo-nos ao mundo. O mesmo mundo que também continua acolher-nos, não o esqueçamos."

Ora isto é tudo muito simples e claro: quem trabalha na área dos serviços em Portugal, lidando com público, deve saber falar o português necessário para o exercício capaz dessas funções. É ao empregador, que é o nosso interlocutor na relação comercial desse serviço, que compete a responsabilidade de seleccionar as pessoas com essas habilitações mínimas. Quem as não tem pode e deve efetuar outro tipo de tarefas para as quais essas habilitações ou qualificações não sejam necessárias.

É assim tão difícil perceber isto?

"Olhe que não, olhe que não"

A minha conversa semanal com Jaime Nogueira Pinto, no "Olhe que não, olhe que não", começou na crise da imprensa em papel mas, com...