Há dias, dei-me conta de que ando, cada vez mais, de calças de bombazine. No passado, a bombazine era, para mim, sinónimo de fim-de-semana. Recordo-me de brincar dizendo que "calças de bombazine, camisolas de losangos e o Expresso na mão" eram o "traje" oficial de certos cavalheiros frequentadores das Pousadas, nos sábados e domingos "off season". Um amigo costumava gozar com outro, que vivia em Londres, e que era useiro e vezeiro em andar de blazer com calças de bombazine, com ou sem lencinho a pingar do bolso, que "ele se vestia como ele achava que os ingleses se vestiam".
Agora, mais do que uma vez por semana, vejo-me de calças de bombazine, do Outono ao fim da primavera. Como não tenho um "from-nine-to-five" regular, concluí que as calças de bombazine são como que um traje da reforma, por mais ativa que ela seja. Pronto, entrei na idade da bombazine. E, estranhamente, dou-me muito bem com isso.
