Morreu o José Mariano Gago.
Era um bom amigo pessoal, há mais de quatro décadas, quando nos cruzámos no associativismo académico. Voltámos a reencontrar-nos, anos mais tarde, nas lides da governação.
Na área política, deve haver poucas figuras a quem o país tanto tenha ficado a dever, pela sua patriótica lucidez, pela sua capacidade de colocar a Ciência no lugar que lhe competia, num país que sonhava voltado para o futuro.
Pelo mundo, vivi anos da "glória" de ser amigo do Zé Mariano, de quem me falavam sempre com imensa admiração: da sua inteligência, do seu brilho, da extraordinária obra feita em Portugal, do prestígio académico granjeado junto dos seus pares.
Quero deixar uma palavra muito especial para o Manuel Lousada, lá em Brasília, grande amigo comum, cujo imenso pesar, neste instante, posso imaginar.
Há pouco, fui à Estrela despedir-me do Zé. Dia após dia, começo a ficar tristemente cansado de perder os amigos.
