segunda-feira, abril 06, 2015

Invejoso, me declaro

Alimentava a ideia de que era, em absoluto, imune à inveja. Até há pouco, ao ler este texto de José Ferreira Fernandes. É insuportável pensar que há pessoas que escrevem assim e nós não. 

Ó Zé, assim não vale!

7 comentários:

  1. oh, não havia necessidade.

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  2. Anónimo11:15

    Entrevistador: O que responde àquele (inveja mesquinha portuguesa) que diz que o senhor é um mero diletante?
    Manuel de Oliveira: Vou procurar ainda ser mais diletante!
    (imaginário de anónimo desconhecedor da arte de M. O.)

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  3. Sim, é de facto um belo texto. Como o são muitos dos seus, que descobri, com prazer, recentemente.

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  4. Abraham Studebaker12:47

    Um texto belíssimo,escorreito,em forma. Bravo, Ferreira Fernandes! Bravíssimo, Manoel de Oliveira! Obrigado, Seixas da Costa.

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  5. Anónimo15:18

    Se tivessemos um responsável pelo Ensino neste país, que gostasse a sério da sua própria língua, os programas de Língua e Literatura Portuguesa do secundário, já teriam sido reformulados há imenso tempo e com a ajuda de uma coisa que se chama BOM SENSO, incluindo como textos obrigatórios este e muitos outros do Ferreira Fernandes. Infelizmente não é assim - alunos e professores não gostam de ler, os programas são todos obsoletos e temos um ministro arrogante que agora os obriga a escrever de acordo com o AO, quando não sabem ler nem escrever...

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  6. Anónimo10:13

    O ensino do Português tornou-se em algo soturno e enfadonho. Os Programas (que vão mudar outra vez)são do mais desinteressante que há à face da terra.E, se formos à parte da dita gramática/linguística, é de morrer a rir com a quantidade de itens (centenas e centenas) que por lá grassam. Não é assim que se ensina ou se aprende Português. Levas com os "Maias" na cachola e nunca mais queres ver um livro, nem ganhas gosto pela leitura, independentemente de ser um bom livro.. E andam por aí uns senhores que tanto falaram de "eduquês", mas que, de outro prisma, são iguais. Os salvadores da escola vão-se afundando nas areias do seu deserto. Nem S. Nuno Crato, nem S. Guilherme Valente lhes valem. Para nossa sanidade mental, acabaram os artigos do editor da Gradiva sobre o "eduquês", passando agora a defender com unhas e dentes o "cratês".

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  7. Anónimo17:36

    Coube-me durante um determinado tempo lidar com a revisão de textos para uma revista trimestral. Na altura todos os dias ia aprender a sintetizar melhor as ideias nas crónicas do nosso autor. É sempre um prazer lê-lo. É um MESTRE na análise e nos exemplos que utiliza para as suas "comparações". A COMPARAÇÃO com Ferreira Fernandes tem um lugar no seu universo, como a alegoria no Padre António Vieira.

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