- Quando todos pensavam que as eleições presidenciais iam ser um problema para a direita, é a esquerda que parece um pouco atrapalhada nas suas soluções.
- As figuras de esquerda que, teoricamente, poderiam ganhar mais facilmente as eleições presidenciais parece não quererem arriscar a hipótese de terem de acrescentar aos seus belos currículos uma linha sobre uma candidatura falhada.
- Para ganhar as eleições presidenciais, a esquerda não precisa de um candidato com forte imagem de esquerda: precisa de um candidato que, defendendo os seus valores essenciais, abra espaços nos eleitores do centro.
- Qualquer candidato oriundo da esquerda que chegue à segunda volta contará sempre com os votos de (quase) toda a esquerda, por muito pouco "progressista" que a sua imagem possa ser.
- Pela primeira vez, a questão da aceitação de soluções governativas com inclusão de forças à esquerda do PS pode vir a ser um tema no caminho para as eleições presidenciais. O que o PS vier entretanto a dizer sobre isso vai condicionar o debate presidencial.
- A esquerda ir-se-á sempre "balcanizar" em candidaturas, na primeira volta. Está na sua irreprimível natureza.
- Se o PS tiver uma derrota (ou uma não vitória clara) nas eleições legislativas, a direita aproveitará o "boost" para promover o seu candidato. A contrario, se o PS conseguir um bom resultado nessas eleições, as hipóteses do candidato que lhe estiver mais próximo ganhar serão muito maiores. O eleitorado há muito que deixou o tempo "do cesto e dos ovos".
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sábado, abril 04, 2015
A esquerda e as eleições presidenciais
É a vida!
Pode ser que seja apenas "wishful thinking", mas fiquei ontem com a sensação de que André Ventura já se está a ver, daqui a semana...