domingo, agosto 28, 2011

Chegadas e partidas

Fala-se já por aí da data de chegada a Portugal dos novos iPhone e iPad.

Em matéria de curiosidade quanto a datas, eu sou bem mais modesto: só gostava de saber quando é que o FMI sai de Portugal.

Essa é a única data que, nos dias que correm, é importante para todos nós. E que depende, essencialmente, de nós mesmos.

6 comentários:

  1. Pois...
    Bem visto sr. Embaixador.
    Isabel seixas

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  2. Não sai sr. Embaixador... a não ser quando o País estiver transformado num monte de cinzas, tal como aconteceu no Equador e Venezuela, já para não falar dos Países africanos em que esta "organização" criminosa esteve instalada! Os gregos devem estar a pensar o mesmo que nós...
    Crise? Qual crise?!

    (...)Mas enquanto a pobreza e a miséria alastram, mesmo nos países mais ricos, a crise não afecta os banqueiros e os gestores das grandes empresas. Segundo a revista Fortune, as fortunas de 357 multimilionários ultrapassam o PIB de vários países europeus desenvolvidos.

    Nos EUA, na Alemanha, na França, na Itália os detentores do poder proclamam que a democracia política atingiu um patamar superior nas sociedades desenvolvidas do Ocidente. Mentem. A censura à moda antiga não existe. Mas foi substituída por um tipo de manipulação das consciências eficaz e perverso. Os factos e as notícias são seleccionados, apresentados, valorizados ou desvalorizados, mutilados e distorcidos, de acordo com as conveniências do grande capital. O objectivo é impedir os cidadãos de compreender os acontecimentos de que são testemunhas e o seu significado.

    Os jornais e as cadeias de televisão nos EUA, na Europa, no Japão, na América Latina dedicam cada vez mais espaço ao "entretenimento" e menos a grandes problemas e lutas sociais e ao entendimento do movimento da História profunda.

    Os temas impostos pelos editores e programadores – agentes mais ou menos conscientes do capital – são concursos alienantes, a violência em múltiplas frentes, a droga, o crime, o sexo, a subliteratura, o quotidiano do jet set, a vida amorosa de príncipes e estrelas, a apologia do sucesso material, as férias em lugares paradisíacos, etc.

    Evitar que os cidadãos, formatados pela engrenagem do poder, pensem, é uma tarefa permanente dos media.

    As crónicas de cinema, de televisão, a música, a crítica literária reflectem bem a atmosfera apodrecida do tipo de sociedade definida como civilizada e democrática por aqueles que, colocados na cúpula do sistema de poder, se propõem como aspiração suprema a multiplicar o capital.

    Em Portugal surgiu como inovação grotesca um clube de pensadores; e os debates na televisão e as mesas redondas e entrevistas com dóceis comentadores, mascarados de "analistas", são insuportáveis pela ignorância, hipocrisia e mediocridade da quase totalidade desses serventuários do capital. Contra-revolucionários como Mário Soares, António Barreto, Medina Carreira, Júdice; formadores de opinião como Marcelo Rebelo de Sousa, um intoxicador de mentes influenciáveis que explica o presente e prevê o futuro como se fora o oráculo de Delfos; jornalistas his master's voice, como Nuno Rogeiro e Teresa de Sousa; colunistas arrogantes que odeiam o povo português e a humanidade, como Vasco Pulido Valente, pontificam nos media imitando bruxos medievais, servindo o sistema em exercícios de verborreia que ofendem a inteligência.

    O Primeiro-ministro e o seu lugar-tenente Portas, exibindo posturas napoleónicas, pedem "sacrifícios" e compreensão aos trabalhadores enquanto, submissos, aplicam o projecto do grande capital e cumprem exigências do imperialismo.

    Desde o inicio do primeiro governo Sócrates, o que restava da herança revolucionária de Abril foi mais golpeado e destruído do que no quarto de século anterior.

    Ao Portugal em crise exige-se o pagamento de uma factura enorme da crise maior em que se afunda o capitalismo.

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  3. Nos EUA, pólo hegemónico do sistema, o discurso do Presidente Obama, despojado das lantejoulas dos primeiros meses de governo, aparece agora como o de um político disposto a todas as concessões para permanecer na Casa Branca. A sua última capitulação perante o Congresso estilhaçou o que sobrava da máscara de humanista reformador. Para que o Partido Republicano permitisse aumentar de dois biliões de dólares o tecto de uma dívida pública astronómica – já superior ao Produto Interno Bruto do país – aceitou manter intocáveis os privilégios indecorosos usufruídos por uma classe dominante que paga impostos ridículos e golpear duramente um serviço de saúde que já era um dos piores do mundo capitalista. A contrapartida da debilidade interior é uma agressividade crescente no exterior.

    Centenas de instalações militares estado-unidenses foram semeadas pela Ásia, Europa, América Latina e África.

    Mas "a cruzada contra o terrorismo" não produziu os resultados esperados. As agressões americanas aos povos do Iraque e do Afeganistão promoveram o terrorismo em escala mundial em vez de o erradicar. Crimes monstruosos foram cometidos pela soldadesca americana no Iraque e no Afeganistão. O Congresso legalizou a tortura de prisioneiros. A "pacificação do Iraque", onde a resistência do povo à ocupação é uma realidade não passa de um slogan de propaganda. No Afeganistão, apesar da presença de 140 mil soldados dos EUA e da NATO, a guerra está perdida.

    Os bombardeamentos de aldeias do noroeste do Paquistão por aviões sem piloto, comandados dos EUA por computadores, semeiam a morte e a destruição, provocando a indignação do povo daquele país.

    O bombardeamento da Somália (onde a fome mata diariamente milhares de pessoas) por aviões da USAF, e de tribos do Iémen que lutam contra o despotismo medieval do presidente Saleh tornou-se rotineiro. Como sempre, Washington acusa as vítimas de ligações à Al Qaeda.

    Na África, a instalação do AFRICOM, um exército americano permanente, e a agressão da NATO ao povo da Líbia confirmam a mundialização de uma a estratégia imperial.

    O terrorismo de Estado emerge como componente fundamental da estratégia de poder dos EUA.

    Obviamente, Washington e os seus aliados da União Europeia tentam transformar o crime em virtude. Os patriotas que no Iraque, no Afeganistão, na Líbia resistem às agressões imperiais são qualificados de terroristas; os governos fantoches de Bagdad e Cabul estariam a encaminhar os povos iraquiano e afegão para a democracia e o progresso; o Irão, vítima de sanções, é ameaçado de destruição; o aliado neofascista israelense apresentado como uma democracia moderna.

    A perversa falsificação da Historia é hoje um instrumento imprescindível ao funcionamento de uma estratégia de poder monstruosa que, essa sim, ameaça a Humanidade e a própria continuidade da vida na Terra.

    O imperialismo acumula porém derrotas e os sintomas do agravamento da crise estrutural do capitalismo são inocultáveis.

    O capitalismo, pela sua própria essência, não é humanizável. Terá de ser destruído. A única alternativa que desponta no horizonte é o socialismo. O desfecho pode tardar. Mas a resistência dos povos à engrenagem do capital que os oprime cresce na Ásia, na Europa, na América Latina, na África. Eles são o sujeito da História e a vitória final será sua.
    Fonte: http://resistir.info/mur/mur_25ago11.html

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  4. Bem... é difícil comentar depois da Fada do Bosque com quem concordo em muito do que diz.
    Agora, prever datas, no contexto actual, Senhor Embaixador, só bruxas!

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  5. Anónimo00:31

    Cara Fada do bosque
    Não sei que lhe diga, mas isto parece a sério. Aqui a velha senhora está encantada consigo:

    ganda fada te amo tanto
    amo a tua lucidez
    que não te fias em quanto
    ouves e lês

    não te contentas co'as cousas
    da tv radio e jornais
    outras mais vias tu ousas
    pra saber mais

    plo capital duma figa
    não te deixas enlear
    queria ser tua amiga
    falta-me o ar.

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  6. Cara fada também lhe tiro o chapéu em jeito de vénia.

    oh chegadas mal amadas por quem os sinos dobram,
    Partidas desejadas...
    Isabel Seixas

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