sábado, 8 de novembro de 2014

Francisco George


Gosto do estilo de Francisco George, diretor-geral de Saúde. A sua figura é talvez um tanto atípica, aquele bigode seria "punido" se acaso tivesse de obedecer às regras militares de corte, o cabelo é um "must" que, um destes dias, abre um modelo nacional para os barbeiros. Mas os portugueses já perceberam que têm diante de si alguém que não utiliza a "langue de bois", que não esconde as dificuldades para efeitos polìticos, que sabe do que fala, que não se intimida perante os "cornetos" das Sónias Cristinas. E que atua, mobilizando equipas e meios, num domínio que gere sempre graves incertezas e dúvidas.

Francisco George, oriundo de uma linhagem médica familiar muito respeitável, é um grande "servidor do Estado", uma categoria que talvez não esteja na moda mas que fui educado a respeitar. Perante a rotação de alguns meninotes arrogantes pelas cadeiras do poder, a manutenção de Francisco George no lugar, há muitos e bons anos, mesmo depois de mudanças drásticas na governação, mostra que ainda sobrevive uma réstea de bom senso em setores da nossa classe política. Nas gripes, no ébola ou na "legionella", ao atentar nas declarações de Francisco George, que lida com essa coisa definitiva que são as ameaças à vida, nossa e dos nossos, ficamos com a sensação, talvez estranha em face do resto que por aí vai, de que ainda há alguém "in charge".

7 comentários:

patricio branco disse...

vejamos se identifica rapidamente a fonte da legionella, será assim tão dificil, 90 infectados na mesma área e dias?

Anónimo disse...

Em completo acordo. Conheci Francisco George há dezenas de anos na Guiné, onde fui de passagem e ele estava de cooperante, e, por isso, tenho acompanhado de longe a sua actividade.
João Vieira

Anónimo disse...

Não é por acaso que o "duo" o manteve no seu cargo...

Helena Sacadura Cabral disse...

Francisco
Num texto sério com o qual concordo acabei por dar uma boa garglhada com a sua subtil Sónia Cristina...

Anónimo disse...

Analisar...bom senso.... Não há condutas dedicadas, excepto aquelas que saem dos reservatórios (abastecidos pelas condutas gerais), estes que abatessem as freguesias. Digam a verdade, desinfectam esses reservatórios, estão em condições de receber agua, mania de enganar as pessoas
J

Anónimo disse...

o que verdadeiramente conta é a sensação de que está alguém aos comandos, como diz o Embaixador.
E, de facto, ver a mesma cara há tantos anos nas TVs, quer pelo menos dizer que não há melhor do que ele para aquele lugar.

aguerreiro disse...

O nosso despentelhado director da DGS é sim um perito em dislates apocalípticos. Basta só lembrar-nos das cabras brucélicas de Mafômedes e das perseguições aos pastores que arranjou. Lembrar o longuíssimo filme das vacas loucas, que arruinou imensos produtores de leite e que afinal só se detetou um caso em V.N. de Famalicão e com imensas dúvidas sobre a real etiologia. Os enredos psicadélicos das gripes aviárias e o registo dos "bicos" nas juntas de freguesia. As calamidades anunciadas pela gripe dos "porcos"e dos milhões gastos em vacinas e em horas extraordinárias pagas ao pessoal de saúde (que foi um dinheiro tão fácil de ganhar), Vacinas caríssimas, compradas em alta de preços, que nem um décimo da população utilizou e ultimamente o filme da ébola. Mas toda a regra tem excepção está-se a portar menos mal no filme da legionella ... até ver. Em minha opinião tão distraído e despentelhado director já deveria estar em gozo de aposentação pois tem idade e tempo de serviço.