sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Europa

Pelo acordo estabelecido com a "troika", o Estado português comprometeu-se a alienar participações detidas em empresas, por forma a reduzir o seu peso na economia.

Pelas regras do financiamento europeu a entidades bancárias portuguesas que eventualmente necessitem de recapitalização, o Estado português pode vir a ter de assumir o papel de acionista desses bancos. O que é que determina isso? Ora essa! O acordo com a "troika"...

11 comentários:

jj.amarante disse...

E talvez a "privatização" dos monopólios (ou quase monopólios portugueses) se faça vendendo a uma companhia detida por um Estado estrangeiro, como aconteceu à Endesa espanhola, vendida à ENEL propriedade do Estado italiano.

Santiago Macias disse...

O orçamento de 2011 já previa uma almofada financeira de 22 mil milhões de euros para a banca. Mas já ninguém se lembra desse "detalhe".
As transferências do OE para as autarquias foram, em 2011, de 2,6 mil milhões de euros.
É sempre interessante comparar estes dados...

Fada do bosque disse...

A Banca anda a sugar todo o dinheiro à economia interna portuguesa e vai ainda sugar o dinheiro todo das privatizações planeadas pelo Estado Português …e mais, os activos tóxicos, fundos de Pensões da Banca são oferecidos ao Estado… Grandes negócios para a Banca…os Gregos conseguiram o perdão divida, os portugueses ficaram a ver navios!!! e ainda por cima, vão ter que pagar à banca…Injectar dinheiro na Banca, e com condições… para além de que para o próximo ano vamos ter uma taxa de desemprego a tocar os 17% e uma recessão económica sem precedentes…Não admira que a Banca (tróika) tenha escolhido Passos Coelho para governar Portugal…
A falácia da dívida a a violação do Tratado de Lisboa ou então o colapso da economia mundial, aqui.

Ana Paula Fitas disse...

Carissimo,
Fiz link... e agradeço.
Um abraço.

Fada do bosque disse...

Peço desculpa pelo erro... ao fazer o link.
Aqui  está o link para a violação do artigo 125 do Tratado de Lisboa. (...)Ao abrigo do Tratado de Lisboa, a Solidariedade Financeira entre os Estados-Membros é proibida. De acordo com o artigo 125 do Tratado de Lisboa, os Estados devem assumir os seus próprios compromissos financeiros, nem a União Europeia nem outros Estados, podem assumir esse compromisso. "A União não tem compromissos com as administrações centrais, regionais, autoridades locais, outras autoridades públicas ou outros organismos ou empresas públicas de um Estado-Membro, podem ser financiadas nem tomadas a seu cargo, sem prejuízo para as garantias financeiras na execução de projectos específicos conjuntos. "Artigo 101 do Tratado de Maastricht, reproduzido na íntegra pelo Tratado de Lisboa e que no artigo 125 acrescenta: "É proibido ao BCE e aos Bancos Centrais dos Estados-Membros [...] conceder crédito a descoberto ou qualquer outro tipo de crédito, a Instituições de Crédito, Organismos da Comunidade, Governos Centrais, Regionais, Autoridades Públicas ou outras Autoridades".

Portugalredecouvertes disse...

Vendo o link da Fada do Bosque, recordo que o professor de economia que tinha na escola, explicava-nos um sistema semelhante que acontecia com a Africa!
Receio agora que estejamos a ficar todos africanizados!

Cunha Ribeiro disse...

Sr. Embaixador:
Eu acrescentaria:

... A necessidade que nos obrigou a ajoelhar diante da Troika.

Cunha Ribeiro disse...

FADA DO BOSQUE: Mas há algo de positivo em não sermos perdoados como a Grécia: Somos gente que cumpre ( que honra!...)

Fada do bosque disse...

Cunha Ribeiro,
Se não o conhecesse... iria ficar vermelha de fúria!... :))

Anónimo disse...

A tradição já não é mesmo o que era, antigamente as fadas serviam para nos dar uma perspectiva cor-de-rosa da vida.

Isabel BP

Fada do bosque disse...

Cara isabel BP... para entreternimento já há muito quem se dedique e para perspectivas cor de rosa... Está aí a chegar o maldito dia das bruxas, que "o rebanho" já segue com satisfação e alegria. Quer melhor exemplo da inversão da tradição?! As bruxas divertem e alimentam a alienação.
A "americanização" dos ocidentais sem identidade própria. O Império avança nem que seja com um mega estado policial.
Deepak Chopra diz-nos: «A vida apresenta desafios que têm origem no lado obscuro. Não precisamos de demonizar as trevas ela é a FONTE de quase todos os desafios que vale a pena enfrentar.
Caímos na ilusão de pensar que a vida nos obriga a escolher entre o bem e o mal. De facto existe um 3º caminho que é ser integral. Deste ponto de vista conseguimos equilibrar as trevas e a luz sem sermos escravos de ambas. A oposição entre as duas dá origem à tensão criativa. Os bons têm de continuar a ganhar, mas o melhor é os maus não perderem por completo, pois esse seria o fim da História. O Universo ficaria fossilizado para sempre..O ideal é que as forças da verdade, da bondade e da harmonia fiquem um passo à frente das forças obscuras. O nosso corpo consegue fazer isso, tal como o Universo o faz no seu conjunto. Não podemos negar o facto de as formas de vida estarem a evoluir (...) Algo está a manter o equilíbrio mas empurrando-o ligeiramente a favor da evolução. Se pudermos empurrar a balança para a evolução e não para a entropia somos verdadeiros guerreiros espirituais» Claro que Deepak Chopra diz também que perante o avanço das trevas, perante o domínio de ditadores e das injustiças, é corajoso quem se dispõe dentro das suas capacidades, a fazer-lhes frente, senão que sentido teria a expressão guerreiro espiritual?
E para isso basta saber que somos parte integrante do Uno, que para além de nós existe um Macrocosmos onde tudo é multiplicável até ao infinito e um Microcosmos, onde tudo é divisível até ao infinito. A Integralidade é termos Consciência que fazemos parte desse Universo e o que para nós pode ser o caos, para as leis do Cosmos é questão da sua sobrevivência. Por isso a vida não é cor de rosa, por muito que assim a queiramos ver e essa percepção, baixa as defesas perante o lado sombrio... e foi assim que este se desenvolveu ao ponto de colocar o Mundo na situação em que está.