quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Brasil

Fiquei surpreendido com o interesse que concitou a conversa tripartida que o embaixador brasileiro em Portugal, Mário Vilalva, o advogado Pedro Rebelo de Sousa e eu próprio tivemos ao final da tarde de terça-feira, no Grémio Literário, em Lisboa, sob a moderação do escritor Miguel de Sousa Tavares. O Centro Nacional de Cultura e o Círculo Eça de Queiroz patrocinaram também esta iniciativa.

"O Brasil e os brasileiros" foi o mote deste debate muito animado, com pouca "langue de bois", talvez por ter como figura tutelar um "colega" diplomata que não ficou famoso por a praticar - Eça de Queirós.

Pela minha parte, assentei o que disse no seguinte esquema:

- As assimetrias não assumidas nos olhares cruzados de Portugal e do Brasil. Retóricas e realidades.
- O que é Portugal no Brasil contemporâneo: pessoas, economia, cultura.
- A relação Brasil-Portugal na história diplomática comum: encontros, desencontros e ambiguidades.
- O que é hoje (realmente) o Brasil para Portugal? E Portugal para o Brasil?
- O papel histórico da África no relacionamento entre Portugal e o Brasil.
- Do bilateralismo à CPLP. Complementaridade dos mundos multilaterais de Portugal e do Brasil.

6 comentários:

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Gostei deste post. Deve ter sido interessante a sessão.

Mas, permita-me que lhe diga, caríssimo Francisco, que só não gostei de saber da presença do hiperportista desbocado e malcriado Miguel Sousa Tavares, cujo anti-sportinguismo primário é omnipresente no que escreve em A Bola.

Conheço-o deste que acabou Direito - e tenho foto disso - quando andou a tentar ser jornalista pelo Portugal Socialista de que eu, então, era o Chefe da Redacção. Chegou-me - e creio que a ele também.

Peço muitas desculpas pelo enviesado caminho que este comentário tomou, mas gostava de ainda dizer que os fracos reforços que o Sporting contratou baratinhos - ele o escreveu mais ou menos assim, sito de cor - estão à vista no que concerne a sua qualidade e a justificar as suas contratações...

Retorno aonde me devia ter ficado: sigo com muito interesse e alguma participação as relações luso-brasileiras e igualmente a acção da CPLP. Ainda bem que existem.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

ADENDA

Onde está sito leia-se cito. Tenho a quarta classe com especialidade, mas os 70 já pesam. E o corrector hortugraphyko é mais ou menos como Deus: não dorme, mas às vezes passa pelas brasas. As minhas desculpas.

EGR disse...

Senhor Embaixador:peço desculpa de utilizar este espaço para um fim diverso daquele a que se destina,mas não resisto a formular aqui um pedido.
Quando,eventualmente, o Senhor Embaixador vier participar em alguma iniciativa semelhante,cá para os lados do Porto, ou arredores,poderia dar disso noticia antecipadamente.
È que fico sempre com uma "inveja" de não poder assisitir.

Isabel Seixas disse...

Bem dá para perceber que foram inspirados pelo habitual estado de espirito alegre atribuido aos Brasileiros... Também acho que deve ter sido bem interessante.

Portugalredecouvertes disse...

Há qualquer coisa que me "choca" no relacionamento Brasil Portugal. É assim: alguém escreve qualquer coisa sobre o período colonial, se é uma coisa má atribuem logo aos portugueses que para lá foram com todos os vícios, etc., se a coisa é boa, dizem que foi obra dos brasileiros, mesmo acontecendo durante esse período colonial!!! Leio montes de exemplos dessa "lógica".
Até gosto de conversar com brasileiros, pela energia da palavra, mas às vezes não há paciência!

Cumprimentos aos 2 países

patricio branco disse...

a formiga e o elefante