Nesta semana em que se comemoram os 35 anos do 25 de Abril de 1974, será curioso revisitar o "Venham mais Cinco", uma das canções que marcaram essa data.Ouça aqui.
Nesta semana em que se comemoram os 35 anos do 25 de Abril de 1974, será curioso revisitar o "Venham mais Cinco", uma das canções que marcaram essa data.
Como modesta homenagem ao mortos de Aquila, em Itália, vale a pena lembrar um extracto do "Poème sur le Désastre de Lisbonne", que Voltaire publicou em 1756, no ano seguinte ao terramoto que devastou a capital portuguesa. Esse texto serviu de pretexto para o filósofo se opor a quantos viam no acontecimento um mero reflexo inelutável da vontade divina
O malheureux mortels! ô terre déplorable!
O de tous les mortels assemblage effroyable!
D'inutiles douleurs éternel entretien!
Philosophes trompés qui criez: "Tout est bien"
Accourez, contemplez ces ruines affreuses
Ces débris, ces lambeaux, ces cendres malheureuses,
Ces femmes, ces enfants l'un sur l'autre entassés,
Sous ces marbres rompus ces membres dispersés;
Cent mille infortunés que la terre dévore,
Qui, sanglants, déchirés, et palpitants encore,
Enterrés sous leurs toits, terminent sans secours
Dans l'horreur des tourments leurs lamentables jours!
Aux cris demi-formés de leurs voix expirantes,
Au spectacle effrayant de leurs cendres fumantes,
Direz-vous: "C'est l'effet des éternelles lois
Qui d'un Dieu libre et bon nécessitent le choix"?
Direz-vous, en voyant cet amas de victimes:
"Dieu s'est vengé, leur mort est le prix de leurs crimes"?
Quel crime, quelle faute ont commis ces enfants
Sur le sein maternel écrasés et sanglants?
Lisbonne, qui n'est plus, eut-elle plus de vices
Que Londres, que Paris, plongés dans les délices?
Lisbonne est abîmée, et l'on danse à Paris.
Tranquilles spectateurs, intrépides esprits,
De vos frères mourants contemplant les naufrages,
Vous recherchez en paix les causes des orages:
Mais du sort ennemi quand vous sentez les coups,
Devenus plus humains, vous pleurez comme nous.
Croyez-moi, quand la terre entrouvre ses abîmes
Ma plainte est innocente et mes cris légitimes
Partout environnés des cruautés du sort,
Des fureurs des méchants, des pièges de la mort
De tous les éléments éprouvant les atteintes,
Compagnons de nos maux, permettez-nous les plaintes.
C'est l'orgueil, dites-vous, l'orgueil séditieux,
Qui prétend qu'étant mal, nous pouvions être mieux.
Allez interroger les rivages du Tage;
Fouillez dans les débris de ce sanglant ravage;
Demandez aux mourants, dans ce séjour d'effroi
Si c'est l'orgueil qui crie "O ciel, secourez-moi!
O ciel, ayez pitié de l'humaine misère!"
"Tout est bien, dites-vous, et tout est nécessaire."
Quoi! l'univers entier, sans ce gouffre infernal
Sans engloutir Lisbonne, eût-il été plus mal?
A questão da relação da Turquia com a União Europeia permanece um tema muito divisivo.
Há anos, foi Lucky Luke, a quem tiraram o cigarro pendente da boca, substituído por um qualquer vegetal.
Era uma casa muito modesta, em La Habana, à qual cheguei por indicação de amigos, há cerca de dois anos. A proprietária era uma pintora, na casa dos 40, antiga funcionária de uma bomba de gasolina, que, anos antes, descobrira a sua vocação e se decidira a uma carreira nas artes. Para o meu olhar de leigo, a sua pintura denotava uma qualidade potencial que, se melhor educada, poderia ter condições para vir a evoluir bastante.
O "Expresso" escandaliza-se hoje com o facto do Vaticano, na publicitação da santificação de Nuno Álvares Pereira, se ter referido ao militar de Aljubarrota como "Alvarez".
Morreu ontem, em Paris, o escritor e político Maurice Druon. Resistente à ocupação nazi, viria a ser ministro da Cultura de George Pompidou. Na Académie Française assumiu uma crescente deriva conservadora, que foi marcando a sua bela escrita e os seus actos de vida. Ficou famosa a sua rejeição à entrada das mulheres na instituição, titulando a obstrução - felizmente, sem sucesso - a Marguerite Duras.
Era um jantar de gala no Palácio de Queluz. Um rei ou um presidente estrangeiro estava em visita de Estado a Portugal. O protocolo esmerou-se em ter a imensa mesa com grandioso aspecto, belos candelabros e talheres de prata, o serviço de pratos mais requintado, tudo sobre uma toalha magnífica, só usada nas grandes ocasiões. Demorou horas a colocar tudo em ordem, mas o cenário era deslumbrante.
Georgios Papandreou, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Grécia e actual líder da oposição, organiza umas jornadas anuais de reflexão sobre política internacional, o Symi Symposium, para as quais convida amigos de cada país, num total de cerca de 20, com composição quase sempre diferenciada. Tive o ensejo de integrar vários desses encontros, realizados durante uma semana, sempre em lugares diferentes da Grécia, e que são excelentes momentos para análise da conjuntura.
Hubert Védrine foi ministro dos Negócios Estrangeiros de França, durante o governo Jospin. Antes, havia sido íntimo colaborador de François Mitterrand, em torno de cuja figura fez um livro que considero essencial para melhor se perceber o antigo presidente - "Les Mondes de François Mitterrand".
As eleições para o Parlamento Europeu nunca foram, em Portugal, um momento muito mobilizador do eleitorado. As percentagens da abstenção neste tipo de eleições acabaram sempre por ser muito elevadas, a demonstrar que aquela instituição não desperta entre nós uma especial atenção. No que, aliás, não divergimos muito do resto da Europa.Há dois anos, quando publiquei “Antes que me Esqueça”, sugeriram-me que, na feira do livro seguinte, lá estivesse umas horas, num dia a defi...