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quinta-feira, dezembro 29, 2016

Guantanamo


Obama aparece hoje como santificado, ao lado daquilo que Trump representa. De facto, não há como compará-los.

Obama foi eleito há quase uma década com a promessa de encerrar Guantanamo, uma prisão na ilha de Cuba (e que não é só mais uma) onde já então jaziam - e ali ficaram também por toda essa quase década de Obama, não o esqueçamos - centenas de detidos (hoje ainda são cerca de 80), acorrentados, em condições de humilhação infra-humana, sem nunca terem sido objeto de qualquer condenação, sem possibilidade de acesso aos mais elementares direitos da Justiça, num limbo judicial vergonhoso, desrespeitador de todas as regras dos Direitos Humanos e do Estado de direito.

Obama vai deixar em Guantanamo muitos prisioneiros que os EUA, por falta de provas, não conseguiram nunca condenar, mas que por ali continuarão sob o peso das suspeitas insubstantivadas, que já foram sujeitos a desumanas torturas, que Obama suspendeu mas que Trump já disse que tinha intenção de reintroduzir. 

Que acontecerá aos prisioneiros de Guantanamo, agora com Trump a chegar à Casa Branca? Ninguém fala disto? Não é popular, por serem muçulmanos? E Obama, dormirá bem?

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