quarta-feira, junho 12, 2013

Acordo e desacordo

1. O "Público" não gosta do novo Acordo ortográfico. Está no seu pleno direito, na qualidade de jornal que tem opinião e a assume.

2. O chefe do governo português e a presidente brasileira confirmaram que o Acordo ortográfico entrará definitivamente em vigor em Portugal em maio de 2015 e, no Brasil, em dezembro desse ano. A generalidade da imprensa deu nota dessa decisão. 

3. O "Público" moita carrasco! Os seus leitores não tiveram direito a essa informação. Aposto em como o jornal só se referirá à decisão através de um comentário negativo. 

4. Quando os factos não ajudam, a notícia dissolve-se na opinião. Ou, como diziam alguns, é a verdade a que temos direito.

17 comentários:

  1. Anónimo16:35

    O Público claramente prefere os estrangeirismos anglossaxónicos, estes sim sinal de modernidade e independência cultural.

    Eu quase que estava capaz de dizer que, para o Público, o AO é uma mariquice mas isso tornaria a atitude do jornal um contrassenso...

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  2. Anónimo18:50

    Inteiramente de "acordo" :-)

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  3. Os lutos que ultrapassam os 4 meses sem sintomas de melhoria, que é como quem diz capacidade de adaptação, às mudanças instaladas, após as perdas são preocupantes.

    A perda dos acentos e consoantes facilitando a escrita, é de facto o culminar de um drama que pode levar a maior facilidade na alfabetização reduzindo as oportunidades de brilhar aos eruditos , nos regimes de exceção,é realmente pena para os sofredores...

    Para mim o acordo veio foi tarde, mas ainda bem que veio.

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  4. Anónimo19:34

    a lingua é de quem a fala e de quem a escreve, o estado que va tratar dos seus problemas...

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  5. Anónimo21:44

    Enquanto me for permitido vou continuar a escrever como aprendi. Será isto uma liberdade individual reprovável: Que seja!!!!!

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  6. Anónimo22:14

    1. Ora que chatice!
    2. Olha que giro!
    3. OH!
    4. Pois é!

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  7. Pobres os comentadores, principalmente do DN, que geralmente em rodapé assinalam não escrever segundo o AO! Que vai ser deles? Deixarão de comentar? Pobrezinhos!
    Abraço do Glberto Ferraz

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  8. Anónimo23:34

    É preciso ter estudado gramática histórica.

    Qualquer dia ainda voltam a escrever o ph de farmácia.

    O AO só dá corpo à evolução.

    Guilherme.

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  9. Anónimo07:54

    Sou um mero espetador do fato consumado.

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  10. Guilherme:
    Saberá, de facto, em que consiste a uniformização do acordo?
    Parece que não.
    A «vox populi» acrítica de que tudo o que se faz é em prol da modernidade, e que os que estão contra são retrógrados, não passa disso, de uma «vox populi» acrítica, em nome de um modernismo, esse sim, retrógrado.

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  11. Anónimo14:23

    O anónimo das 07:54 faz a habitual piada do "fato", própria da ignorância relativamente ao AO.

    Parece que na semana passada até tivemos um conhecido juiz a proibir o AO nos seus serviços, usando a mesma gasta graçola.

    É assustador que alguém que nem sequer percebe um simples acordo, pretenda aplicar, depois, complicados códigos de leis...

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  12. Anónimo15:15

    Pegando no Público, por vício todos os dias, não há um só em que não pense que o dono dele teve toda a razão quando disse que o jornal está desequilibrado e deverá fechar se não começar a fazer bom jornalismo e não combate político e de causas.
    João Vieira

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  13. Anónimo19:37

    Há cerca de cem anos o "AO" da época "mandava" escrever assim:
    "O problema capital da civilização moderna é qual a transformação que devem soffrer as idéas democráticas para que acompanhem o progresso social, com o qual se vão incompatibilisando."
    Como mudam os AO! De resto tudo na mesma...

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  14. Anónimo00:58

    Cumprindo 'instruções' da velha senhora, envio o final de um sonetilho seu sobre a obstrução ao AO90. Disse-me estar tão farta do assunto que nas quadras iniciais lhe saiu um chorrilho de palavrões em -orra e -alho impublicáveis.

    pois o graça moura agora,
    porque tal lhe deu na tola,
    decretou continuar

    a escrever 'acto' e 'inspectora',
    que aprendeu assim na escola:
    decretou-o o salazar.

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  15. Anónimo23:46

    " A verdade a que temos direito":

    É a que "acham" os responsáveis" (?) ddo polvo-jornalistico-existente !, a começar pelo jornal onde pontua o Zé do Laço !



    Alexandre

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  16. Porque só visito esta sua «loja» de vez em quando não tenho a certeza absoluta, pelo que me corrigirá se eu estiver enganado…

    … Mas não creio que o senhor alguma vez tenha aqui referido, e criticado, o quase total silêncio que a maioria dos principais meios de comunicação social em Portugal, e concretamente os que prescindiram da dignidade e da vergonha e se submeteram ao «aborto pornortográfico» (as três estações de televisão, Expresso, Diário e Jornal de Notícias, Correio da Manhã, Visão…), fizeram, e fazem, cair sobre os muitos opositores – entre figuras públicas e cidadãos comuns – ao dito cujo, que contra este, individualmente ou em grupo, lançam acções, petições… uma (louvável) Iniciativa Legislativa de Cidadãos… e ainda, especialmente, o grupo de trabalho constituído na AR sobre este assunto, que já promoveu várias audiências, de que se destacaram, entre outras, a de Vasco Teixeira (da Porto Editora), que admitiu que o AO não tem qualquer utilidade ou vantagem… Há quanto tempo não há uma entrevista em horário nobre com Vasco Graça Moura… apesar de a «televisão pública» ter recentemente feito isso com uma «actriz» acabada de sair da prisão onde esteve por tráfico de droga?

    E não convém dar demasiada importância ao que a Dilma e o Pedro combinaram para 2015… pelo que se está a ver de contestação, de um lado e do outro do Atlântico, provavelmente antes daquele ano já ambos terão sido «aliviados» das suas funções…

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  17. Não referiu nem há-de fazê-lo, Octávio. É o embaixador a que temos direito.
    Cumpts.

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