segunda-feira, junho 27, 2011

Fado no Procópio

Li "anunciado" no "Sol" que, no âmbito das festas de Lisboa, houve fado - e do bom! - no pequeno largo em frente ao lisboeta bar Procópio. 

Já não bastava a proprietária, a "Sedonalice", ter deixado de organizar a tradicional festa de verão (se é por causa da crise, então andamos em crise há muito tempo...), com entrega dos renomados "prémios Procópio", como agora fazem fadistadas "p'ra animar a malta", sem avisarem os clientes históricos que estão "offshore"... 

De Paris, aqui fica a queixa. Não é bonito!

(Em tempo: mandou-me dizer a "Sedonalice" que nada teve a ver com a fadistice. "Prontos", já não está cá quem falou...)

13 comentários:

  1. Senhor Embaixador
    Tambem eu não fui avisada e garanto-lhe que a D. Alice vai levar rabecada da séria.
    O Senhor Embaixador tem lugar cativo pelo lado das ideologias. Eu tenho lugar cativo desde "A Outra Face da Lua", o que me traz direitos adquiridos por antiguidade!
    Não foi nada bonito de facto. Mas está tudo a mudar tanto...

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  2. Fado!? Procópio!?
    Eu vou mais ao PRÓCOPO, onde o fado é mais plangente...

    Mas que gostava de ir ao Procópio, lá isso gostava.

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  3. A Sedonalice tem dessas coisas.
    E não avisou clientes offshore nem enfermos acamados!
    Junto a minha à tua voz.

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  4. O fado tem destas coisas... eu não digo?! Uns zangam-se, outros ficam sentidos, outros choram... a mim dá-me vontade de fugir... :))

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  5. Anónimo19:17

    De pé acamados da terra!
    De pé estrangeirados com fome!
    O Procópio assim só se enterra
    e o seu fado não tem nome!

    Da mesa dois façamos tábua rasa!
    Malta dos copos, gritai, gritai!
    De noite saímos de casa
    e já nenhum convite nos cai!

    Não há Salvador Supremo.
    Nem o Senhor Luís nem o Nuno.
    Juntemos a ira no extremo
    não obedecendo à lei do fumo!

    PROCÓPIO VERMELHO (M-L)

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  6. Anónimo21:13

    esta gente vermelhota
    qu'eu pensava já com dono
    o bar do Procópio lota
    até às horas do sono

    bebem muito, de verdsde
    mandam bocas, já sem tino
    até nos fazem saudade
    dos tempos do Aventino

    um destes dias, vão ver!
    é tudo corrido a eito
    saem todos a correr,
    entra a Asae a preceito

    RAN

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  7. Anónimo22:48

    O senhor Ran me perdoe,
    eu sou um simples mordomo,
    que o meu nome lhe não soe
    é normal, não perca o sono.

    Eu vivo do meu trabalho
    e desprezo a esquerda fina.
    Ao meu próprio patrão ralho
    quando em esquerdices afina.

    Porque a malta operária
    não vai a bares de burgueses,
    com pretensões literárias
    que mandam bocas às vezes!

    a) Francelino da Mata

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  8. Anónimo23:34

    a minha velha rimalhadeira está a ficar desesperada:

    vou por o ego no prego
    com tanta rimalhadice
    velha tonta sem emprego
    com alhos me cozam disse.

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  9. Anónimo00:37

    A velha ralhou comigo, que não pus acento circunflexo em pôr e que não mandei, primeiro, as rimalhices sobre o 'Fado no Procópio'. Executo-me, com medo das raivas dela, apesar de julgar isto mau e até inconveniente, e depois de efemisar os palavrões (a senhora passou-se):

    bem mais perto não sei nada
    certo alice ensarilhada
    peco reco badameco
    meco em eco co'o fadeco

    rimalhadeira rimalho
    na fona pró trabalho
    velha tonta ainda hei
    de rimalhar mas marei.

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  10. Ai Senhor Embaixador que deliciosos/as poetas/isas aqui malham!
    O que me ri. Esta esquerda e esta direita, uma de operários doutorados e outra de betinhos afinados, deu agora para rimar por causa da Alicinha. Quando ela souber o que provocou, estou a ver a doçura de palavra que lhe vai sair da boca...

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  11. Longe dos olhos, longe do coraçao...

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  12. Anónimo01:07

    Encarrega-me, aqui no Procópio, a Senalice de esclarecer 'urbi et orbi' que ela não teve nada a ver com a fadistice. Limitou-se a 'emprestar' à CML e à Fundação Oriente a porta e o chafariz como moldura pró faduncho. E que reclamações só vis-à-vis. Saudações procopianas, diz a Senalice - e diz o seu escriba acidental,
    Filipe Guterres.

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  13. Anónimo10:50

    A velha aceita as explicações e explica-se (com os usuais palavrões - os eufemismos são da mina lavra):

    com alhos me cozam disse
    tirei o ego do prego
    repego a rimalhadice
    que meu emprego não nego

    agora que a senalice
    a quem tenho muito apego
    explicou a fadistice
    a que deu só aconchego

    rimalhadeira remalho
    dou na mona da gentalha.

    Falando de explicações, a velha senhora vem insistindo em que publique esta, sobre vírgulas e outros sinais:

    a pontuação ponha-a quem lê
    que pode assim até dar um
    sentido novo e ou coerente
    ao que esta velha rima e sente
    sem tino e sentido nenhum
    ou que seria mas não é
    como até porra aqui se vê.

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