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quinta-feira, junho 02, 2011

Cohen

A minha experiência de concertos musicais ao vivo (fora os de música clássica, claro) não é muito positiva. Com raras exceções, e independentemente da qualidade cénica dos espetáculos, acabo, quase sempre, por sair um tanto desiludido dessas aventuras. Para o auditório, o som raramente é bom e há que aturar os patetas que, para mostrar que conhecem as músicas, as abafam com aplausos, aos primeiros acordes. Depois, há a chusma histérica que, logo que pode, arranca dos seus lugares e se "ajunta" no sopé do palco, repetindo alto os refrões e tapando a vista a quem fez o esforço de pagar o que achava que iam ser ótimos lugares. E, desculpem lá!, abomino o "pessoal dos isqueiros", na sua patética nostalgia.

Digo isto para notar que, deliberadamente, já me escusei a ir ver dois espetáculos de Leonard Cohen, apenas para ter a certeza de me não iria sentir desiludido com o trabalho desse magnífico artista canadiano, que ontem ganhou o prémio "príncipe das Astúrias" - derrotando, ao que dizem, António Lobo Antunes e Ian McEwan. Cohen é um magnífico compositor, escreve excelentes poemas e canta com um estilo único. Merecido prémio.

Entrevista ao "Público" e à Rádio Renascença

  Ver aqui:  https://vimeo.com/1159303777