quarta-feira, junho 29, 2011

O país

Há dias, li que uma atriz portuguesa sofreu gravíssimas queimaduras e se mantém em estado crítico. Recordo-me de ter lido o nome da senhora nos jornais e, ao ver a sua fotografia, a sua cara não me era estranha. Mas nada mais.

Hoje, faleceu, vítima de acidente, um ex-vocalista dos D'zrt, um grupo cujo nome me diz alguma coisa, mas do qual não conheço qualquer música. A morte provocou uma forte emoção nos seus admiradores, como se constata da comunicação social.

A condição de "estrangeirado" provoca esta sensação de "dépaysement", um sentimento que não é necessariamente cómodo e que se liga a uma certa distância que fomos criando face ao país real. Tenho esta mesma reação quando, nos aviões ou nos consultórios médicos portugueses, me confronto com certa imprensa que trata o mundo da moda, da televisão ou dos "reality shows". Não conheço imensa gente que hoje é muito popular no país que represento.

Há um Portugal desconhecido que (não) espera pos nós.

Reflexão

No sistema político português, há uma tragédia que, por anunciada que seja, não deixa de se repetir: a vontade incontida de um presidente de...