- Você conhece o rapaz que Lisboa mandou para a reunião?
À pergunta do embaixador, o conselheiro da missão portuguesa junto daquela organização internacional relatou o pouco que sabia sobre o jovem colega que o MNE tinha enviado para assegurar um determinado grupo de trabalho, por algumas semanas. Na descrição que fez do diplomata visitante, o conselheiro não deixou de acrescentar o estranho pormenor de que ele tinha sempre "a mão úmida".
- Que horror!, reagiu o embaixador.
Passaram-se os dias e, uma tarde, o diplomata lisboeta entrou no gabinete do conselheiro e, de chofre, perguntou-lhe:
- Você acha que o seu embaixador tem alguma coisas contra mim?
O conselheiro reagiu negativamente, dizendo que tinha mesmo a certeza de que o embaixador nunca antes ouvira falar dele, tanto mais que, na altura da sua chegada, lhe perguntara quem ele era. Não, não tinha nada contra ele, onde é que ele fora desencantar essa ideia?
- Eu pergunto isto porque, sempre que estendo a mão ao embaixador, para o cumprimentar, ele põe as mãos atrás das costas... Nunca consegui dar-lhe um aperto de mão!
Aí, o conselheiro entendeu...
