Há dias, aqui em Paris, uma amiga estrangeira revelou-me ter sido assaltada na linha mais conhecida dos elétricos lisboetas, o "28", onde lhe roubaram uma máquina fotográfica. Contou-me que conhecia várias outras pessoas, todos turistas estrangeiros, que aí tinham tido idênticos problemas, nessa linha recomendada a todos quantos nos visitam, por atravessar várias e tradicionais zonas da cidade. Na conversa, e para minha tristeza, alguns dos presentes, maioritariamente de nacionalidade francesa, ecoaram a atual má fama universal do velho "28".
Dias depois, num jornal português, li uma notícia segundo a qual, diariamente, há registo de imensos roubos a turistas, dentro do "28". O caso já começou a aparecer em alguma imprensa internacional, identificado como um dos "cancros" no turismo de Lisboa, com uma dimensão só superada pela dos famigerados taxistas das chegadas, no aeroporto. No mesmo texto, era revelado que a quantidade de "carteiristas" que atuam, simultaneamente, naquela linha de elétrico, em certos dias, chega a atingir a dezena!
Neste tempo em que o turismo constitui um dos importantes fatores de ingresso de divisas para a nossa economia, em que procuramos, por todo o lado, promover a ida de estrangeiros a Portugal e em que sempre gabamos o nosso proverbial bom acolhimento, não será possível fazer nada pelo clássico "28", ajudando a que os turistas possam, sem assaltos nem sobressaltos, descobrir a "Graça" e os "Prazeres" da nossa capital, sem terem de passar pela "Feira da Ladra"?
Neste tempo em que o turismo constitui um dos importantes fatores de ingresso de divisas para a nossa economia, em que procuramos, por todo o lado, promover a ida de estrangeiros a Portugal e em que sempre gabamos o nosso proverbial bom acolhimento, não será possível fazer nada pelo clássico "28", ajudando a que os turistas possam, sem assaltos nem sobressaltos, descobrir a "Graça" e os "Prazeres" da nossa capital, sem terem de passar pela "Feira da Ladra"?
