quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Turismo

Ouvir Toni de Matos na FNAC do aeroporto de Lisboa é uma nova e curiosa sensação, neste Portugal 2017. Confesso que se fosse Quim Barreiros ou Toni Carreira, a seguir a Keith Jarrett ou Madonna, era a exatamente a mesma coisa. Já nada nos espanta e tudo espanta o estrangeiro visitante, que nos olha como o seu novo objeto etno-antropológico. O bandido do restaurante gatuno da Baixa vem já incluído no pacote de viagem de quem se prepara psicologicamente, antes de cá chegar, para ser assaltado no 28 dos Prazeres ou que é alvo preferido da "pancada" no bolso dada pelo taxista vígaro do aeroporto. Depois, com um azulejo e uma guitarra de plástico, vendem-lhe como típico o pastel de bacalhau com queijo da serra. E se alguém, no Porto, tiver a ideia de lançar um pudim abade de Priscos lardeado com tripas, aposto que também "marcha". É que, por estes dias, já vale tudo, nesta máquina registadora chamada Portugal. Dias felizes, não é, Mário Centeno?

5 comentários:

Anónimo disse...

Deixe lá que o atentado está a chegar. De tanta ansiedade, de tanta vontade que mostram, de tanta pergunta que fazem, os jornalistas hão de conseguir que uma ou duas bombas rebentem por cá. Depois, a coisa acalma. A menos que eles gostem e, nesse caso, são capazes de encomendas bis.

Anónimo disse...


Já foi há alguns meses que li num jornal o seguinte:

Um especialista internacional de verdadeiro e reconhecido mérito, foi convidado para vir a Portugal para poder dar ideias para melhorar o nosso turismo.
Depois de se ter passeado pelas maiores regiões onde o turismo é rei, debitou o seu parecer:
Os turistas reclamam o exótico para as suas viagens. Em Portugal tudo é exótico e às vezes incompreensivel por isso, sejam vocês próprios sempre e não mudem nada porque assim é que o vosso turismo agrada. "C'est vraimentde le depaysement total qu'ils veulent." Qual Tailândia da Europa.

Se nos anos 70 havia excursões para vir ver a revolução agora também temos outros atractivos para os turistas. Como sempre o que nos interessa é fazer negócio hoje. O amanhã logo se vê.

Como diria o outro: "E esta hein??"

Helena Sacadura Cabral disse...

Caro Francisco
Mário Centeno terá dias felizes. Bem têm os portugueses trabalhado para que assim seja. Só espero que com tanta cativação, tanto desdobramento de IRS e tantas taxas IMI/Mortágua, todos os tenhamos, porque bem merecemos!

Portugalredecouvertes disse...


não gostei do estilo do post do Sr. Embaixador
trata-se de pessoas, as coisas podem ser descritas com normalidade, sem esse tipo de sarcasmo
se há críticas ou conselhos, que se diga de maneira clara

Augie Cardoso, Plymouth, Conn. disse...

Era o melhor dos tempos , era o pior dos tempos ... Ja o Charles Dickens assim dizia a bem tempo..