quinta-feira, 25 de junho de 2015

Crónica de costumes ?


"Gosto das tuas crónicas de costumes!"

A frase de um amigo, numa ocasião pública, ao final da tarde de ontem, deixou-me surpreendido. Nunca me tinha passado pela cabeça qualificar aquilo que escrevo de "crónica de costumes". Só gente de uma certa idade - como a minha, aliás - é que lembraria de utilizar esta expressão quase queirosiana. Mas, devo dizer, não desgostei...  

3 comentários:

Anónimo disse...

Tem amigos com sentido crítico bem alicerçado... E, seguidores militantes das suas "notas" por várias razões. Pode acreditar que não é bajulação, mas a constatação de que acompanhou e viveu bem as diferentes etapas que lhe foram surgindo na sua carreira profissional, sem esquecer a necessidade de se enquadrar no espaço e no tempo do nosso país e da nossa tradição cultural. Assim, continua a ter o seu lugar...

Anónimo disse...

Crónica de costumes, sim, mas não só.
Sabendo poder ser abusivo, e aproveitando a boleia da crónica dos costumes, atrevo-me a trancrever parte de noticia relacionada com proposta de alteração da legislação que regulamenta a IVG, cujo conteúdo me deixa arrepiado, enjoado, envergonhado e por ai em diante:
"O que propõe a petição?
Os promotores da petição "Pelo Direito a Nascer" afirmam que "Portugal vive uma crise de natalidade grave e profunda", considerando que a solução para o problema passa pelo "reconhecimento do direito à maternidade, à paternidade e do direito de nascer".
"Pôr termo à actual equiparação entre interrupção voluntária de gravidez (IVG) e maternidade, para efeitos de prestações sociais, eliminando o seu carácter universal e atendendo a factores de saúde e de condição de recursos", assim como promover "o apoio à gravidez dado pelo outro progenitor ou por outro familiar que a grávida não afaste", são outros pontos que defendem.
Um dos artigos propostos prevê a revogação de "todas as disposições legais que atribuam subsídios, licenças ou qualquer benefício por virtude da prática de IVG".
Os promotores defendem também que as autarquias locais têm de promover programas, incentivos e práticas tendentes ao apoio às famílias, à maternidade e paternidade.

Estas ideias vão ser discutidas no início de Julho, antes do fim da legislatura, cumprindo-se o que Passos Coelho avançou à Renascença no começo do seu mandato. Em 2011, o primeiro-ministro admitia reavaliar a lei sobre a interrupção voluntária da gravidez e, eventualmente, realizar novo referendo.


David Caldeira

EGR disse...

Senhor Embaixador: interesssnte ponto de vista do seu amigo; pensando bem este blogue, embora não seja só uma "cronica de costumes" também sera isso.