quarta-feira, 5 de março de 2014

Oi, Mônica!


Cara Mônica

Neste Carnaval, o meu post vai para si. Salvo alguns leitores do blogue, as pessoas não a conhecem. E é pena. O espírito deste blogue deve-lhe muito. Tempos houve em que você o frequentava com regularidade e em que, com uma simpatia única, nele deixava algumas notas, às vezes de estranheza perante realidades que pouco lhe diziam. Mas sempre terminando "com carinho, Mônica". Isso criou em alguns dos leitores habituais uma relação afetiva consigo. Nunca esquecerei uma frase que um dia aqui escreveu, num tempo de alguma angústia que (já então) me atravessava sobre a situação que o meu país vivia: "tenha um bom fim de tarde sem pensar em Portugal. Pode? Porque acho que está certo. Mas fazer o quê?".

Espero que goze bem esse magnífico Carnaval, símbolo maior de um país que sabe viver o dia a dia com um otimismo felizmente incurável. Conheço mal o seu Carnaval de Minas Gerais. Quando por aí andei, seduziam-me mais coisas como o Bola Preta do Rio, o frevo de Pernambuco ou o trilho elétrico da Bahia. Por cá, Mônica, o Carnaval é diferente, embora às vezes transformado num "genérico" do vosso, com meninas de bumbum ao léu, só que a tremerem de frio sob a chuva, fingindo que está calor.

Deixo-lhe uma foto de um outro nosso Carnaval, bem diferente e bem mais genuíno, que sobrevive no nosso nordeste, em Trás-os-Montes. É herdeiro de uma tradição muito antiga, "avozinho" de rituais que os seus antepassados (não os meus, que foram sempre muito sedentários e por aqui ficaram) levaram para o Brasil e que vocês, com maestria e criatividade, transformaram naquilo que é hoje o esplendor da Sapucaí.

Para si, Mônica, um abraço com carinho do

Francisco

(Sobre a Mônica disse um dia aqui isto.)

17 comentários:

Isabel Seixas disse...

Bonita a homenagem ao carinho da Mônica.

Anónimo disse...


Faria bem aos nossos políticos mascararem-se de "caretos de Podence". Assim, ninguém conseguiria reconhecê-los!

Anónimo disse...

A Mônica continua a actualizar o seu blogue pessoal.
Em 26 de Dezembro de 2013 deixou uma dedicatória ao Sr. Embaixador.

Anónimo disse...

Senhor Embaixador
Eu creio que todos os que tivemos o privilégio de viver no Brasil deveríamos ter trazido na nossa bagagem imaterial uma "Mônica" imaginária, à semelhança da sua antiga correspondente, que nos interpelasse todos os dias. Uma Mônica que fosse a expressão de imensa sabedoria brasileira,ingénua e espontânea, mas que constitui um modelo de arte de saber viver. "Não esquenta a cabeça", "fica frio", "tudo vai dar certo", são expressões que traduzem um enorme e salutar optimismo, talvez na convicção de que "Deus é brasileiro", mas não um optimismo que desresponsabilize e leve à inércia, um optimismo motivador, porque, como diz a canção, "meu irmão, eu vim aqui para lembrar que ninguém vai poder nesta vida vencer sem lutar" e que "eu chego lá, queira ou não queira, eu chego lá".
É este espírito que tantas vezes nos falta e nos derrota e é este alento que nós devemos ir buscar à nossa "Mônica", mesmo imaginária, quando a Mônica real por algum motivo deixou de se comunicar connosco. Sem isso, dificilmente podemos acreditar que um dia "chegaremos lá".

Manuel Tomaz disse...

É meu hábito ler os comentários quando visito o seu blogue. São muitos os seus comentaristas, mas a Mónica é daqueles de que não esqueço. Talvez pela forma terna como sempre escreve. Acredito que alguma influência terá o fato de eu ter visitado a sua Minas Gerais, quando trabalhei no Recife em 1968/69. É aquela saudade bem Portuguesa...

Anónimo disse...

"Manuel Tomaz": "fato"?!
Com ou sem AO, é faCto e contaCto que se escreve!!!

Há vinte anos que se explica isto!

patricio branco disse...

magnificos disfarces os da imagem, algo de carnavalesco diferente, mais sério e consistente.

Anónimo disse...

Senhor Embaixador, já aqui antes tinha agradecido à sua admiradora Mónica o calor com que nos quebrou tantos "carnavais gelados". Hoje, calha bem nos dirigirmos de novo à Mónica, para nos juntarmos à atenção amiga de Vexa!
Aprendi, Mónica, que o Carnaval terá sido levado da ilha da Madeira para o Brasil, já com os "assaltos" as "partidas" e a "festa desprovida de etiquetas" na escolha dos pares numa dança colectivamente social e étnica. Anda hoje o cortejo "trapalhão" no Funchal é muito divertido. Não tem nada a ver com os "corsos nus do humor do trapalhão"... As "malassadas" regadas a mel de cana fazem as delícias de todos: velhos foliões e crianças com os beiços pretos de mel... Eu amassei umas boas malassadas de batata doce. Nem faltou o mel da fábrica de Stº António...

jose reyes disse...

Já leu?:
http://moniquinhaquinquinha.blogspot.pt/2013/12/um-milhao-de-amigos-para-francisco-o.html

Anónimo disse...

Para a Mónica,

Com carinho ...

n381111

Helena Sacadura Cabral disse...

Caro Francisco
Tocante, este seu post hoje. Merecido, porque a Mônica - para aqueles que, como eu, o seguem desde a fundação - é uma pessoa muito especial!

Portugalredecouvertes disse...


Eu de vez em quando visito a Moniquinha no blogue dela,
ela é muito querida!
mas há por lá muitas pessoas assim, que também acreditam na amizade dos humanos e nos santinhos todos que têm carinho pelas pessoas e que as protegem!

Mônica disse...

Senhor embaixador Francisco.
Quando penso que o senhor nâo se lembra mais de mim.Recebo esta chuva de amizade. ( aqui em MG estamos necessitando desta chuva demais) . Estou pensando em deixar comentarios só pro senhor? Sera que seria egoísmo? Pois tenho muitos amigos tanto em Portugal como no Brasil mas não consigo equilibrar o meu tempo.
Sonho em receber um dos seus livros autografado.
Faz tempo que nâo importo com o ROberto Carlos, ainda mais que ja ganhei a rosa que ele entrega nos seus shows.
Agora sonho em ter um livro do senhor. Já ate procurei em BH mas não encontrei.
Obrigada é muito pouco.
Vou enviar outro comentário senão ficará cansativo.
Com carinho.
Com carinho
sua amiga Monica

Mônica disse...

SEnhor embaixador Francisco e todos que aqui comentaram.
Obrigada. Não sei se sou merecedora de ser lembrada .
Só sei que a minha estima pelos portugueses começou pela minha descendencia portuguesa.
Manuel Ferreira Cardoso apelido de jangada e de Feliciana Ferreira Cardoso.
Torno a agradecer a todos pela acolhida.
Como dizia um amigo sacerdote. A gente vive pelos gestos de carinho dos outros.
Com carinho de sempre Monica

Francisco Seixas da Costa disse...

Querida Mônica. Eu é que estava, sem disso ter dado conta, em grande dívida para consigo, pela tocante referência feita no seu blogue. Sou um distraído, no meio das minhas mil (e uma) ocupações e tinha-me passado (diz-se assim, no Brasil?) a sua nota. Foi outro comentador que agora a recordou. Necessito de receber a sua morada para poder enviar-lhe o meu livro. Pode fazê-lo mandando um mail para franciscoseixasdacosta@gmail.com .
Um forte abraço de amizade luso-brasileira. Francisco

Anónimo disse...

Senhor embaixador Francisco,
Mais uma vez suas palavras deixaram minha irmã Mônica emocionada e repleta de felicidade. As suas e as das outras pessoas que aqui comentaram. Sabe, no Ano passado fomos conhecer Madrid com minha mãe e uma irmã. A principio pensamos em voltar em Portugal, mas como mamae já conhecia e queríamos que ela tivesse oportunidade de visitar outro Pais, optamos pela Espanha. Sei que Mônica ficou um pouco decepcionada porque agora queria rever Portugal com o olhar de voces, ou seja, relembrando o que conheceu de seu blogue e de outros amigos Portugueses que fez neste mundo mágico da internet.
Mas disse a ela que iremos sim em outra oportunidade. E quem sabe não teremos o e conhecê-lo e os outros amigos que ela fez por aí...
Adorei orquestra disse sobre ela. Sem conhecê-lá pessoalmente falou muito bem sobre minha irmã.
Obrigada
Marília

Anónimo disse...

A página no Facebook que costuma retratar as belezas de Portugal, enfatizando as edificações antigas e belezas naturais desse país, "Regressar as Origens", exibe fotos de casas simples, rústicas, pequenas, apesar de na verdade procurar exprimir (e ressaltar) toda a delicadeza e conforto das mesmas, me faz relacioná-las instintivamente às singelas casas das cidades do interior de Minas. Talvez esse olhar de um brasileiro consiga atravessar o Atlântico no sentido contrário, quando o senhor vier visitar a Mônica. Digo, o senhor poderia encontrar sua Portugal em Minas Gerais também, quem sabe... Não seria uma ótima surpresa para a Moniquinhaquinha e talvez para você mesmo?
Foi um pensamento que me veio à cabeça.
Att. Gustavo Vaz de Melo.