terça-feira, 14 de janeiro de 2014

40 anos de abril

No dia 22 de janeiro, em Paris, vou ter o gosto de fazer uma palestra sobre o 25 de abril e as suas repercussões internacionais.

Espero que este ano de comemorações sobre a Revolução democrática se converta numa festa, que possa ajudar a colorir o cinzento dos dias que passam.

25 comentários:

Defreitas disse...

Aonde Senhor Embaixador ? Obrigado.

Anónimo disse...

Só vi a 1ª parte do Prós e Contras de ontem, pois tinha de me erguer cedo e o programa ía para além da meia-noite. É pena este programa da RTP começar só depois das 10-30. Bem podiam pôr a Moura Guedes noutro momento do dia e assim ter-me-ía sido possível. Gostei das intervenções que fez. A primeira foi de estocada, aquela de relembrar o preâmbulo do Memorando, com os números/objectivos que lá estão e onde se refere que a situação das tais classes sociais mais desfavorecidas deveria ser poupada, ou acautelada. Depois apreciei igualmente que sublinhasse aquilo que é uma verdade que a Direita não quer (por cobardia) reconhecer, que este governo está a levar a cabo um programa ideológico, com o pretexto ou melhor a desculpa da Troika, do que ela nos quis impôr. Foi claro, incisivo, em resumo esteve bem. Por contraste, o tal Clara, uma criatura cínica e socialmente desapiedada, como toda a extrema-direita que nos governa, esteve mal. Sobretudo quando disse, mais coisa menos coisa, sorrindo-se, que as empresas que não se adapatarem devem desaparecer. E que o Estado tinha de cortar nos tais salários da função pública, pensões e reformas, todavia, aceitaindo (não o disse, mas subentende-se) que o mesmo Estado “gastador” tem de resgatar bancos, tem de apoiar, com dinheiro dos contribuintes , milhões nas escolas e universidades privadas, deve vender empresas públicas que davam ou dão lucro, etc. O Clara é um daqueles neo-liberais de pacotilha, arrogante, sobranceiro, convencdo. Autista (como todo o neo-liberal), pois só o que ele pensa e outros como ele, está certo. E fez bem também ao explicar o sentido da palavra "consenso", que para os Claras desta vida (e este governo) tem, como bem frisou, um só sentido. Temo ter perdido se calhar o mais e interessante. Onde posso repescar o resto do programa?
Quanto ao 25 de Abril deste ano, espero que possa trazer alguma esperança de tempos melhores...a pensar em 2015 (e, já agora, 2016, por junto).
Abraço,
P.

margarida disse...

Sempre com um sentido de humor invejável.
'Festa'?!
Bem, 'festa' será para uma mão-cheia de "pulgões" e meia dúzia de alienados crónicos. Os primeiros continuam a comer tudo, os segundos ainda apanham migalhas.
'Festa'!...; a alegria acabou-se de vez. Mesmo os mais incréus já vão abrindo os olhinhos...
E não era sem tempo!
E, mal por mal, ainda prefiro os discursos tontos 'da bola' à treta infame dos políticos.
Todos eles. E seja em que língua for - até a gestual.

Helena Oneto disse...

Onde, Senhor Embaixador? Gostava de o ouvir!

margarida disse...

E ainda…: não são apenas ‘os políticos’ aqueles que destoam do espírito da ‘revolução democrática’, somos todos, é um país inteiro que se não cumpriu, que não quis evoluir devidamente, desenvolver-se com inteligência e profundidade, criar laços entre o passado tido por glorioso e um futuro agora mais do que duvidoso (porque, do presente, que é do que verdadeiramente pensamos saber, é melhor nem começar a resmungar, ou faço concorrência desleal ao caro Defreitas). Ai, excelência, que às vezes o seu sentido de humor provoca uma brotoeja que nem lhe digo! ‘Festa’! ‘Festa’!

Anónimo disse...

"A mulher de D. Dinis, a rainha Santa Isabel, tornou-se célebre pela sua imensa bondade. Ocupava o tempo a fazer bem a quantos a rodeavam, visitando e tratando doentes, distribuindo esmolas pelos pobres.
Ora, conta a lenda que o rei, já irritado por ela andar sempre misturada com mendigos, a proibiu de dar mais esmolas. Mas, certo dia, vendo-a sair furtivamente do palácio, foi atrás dela e perguntou o que levava escondido por baixo do manto.
Era pão. Mas ela, aflita por ter desobedecido ao rei, exclamou:
- São rosas, Senhor!
- Rosas, em Janeiro?- duvidou ele.
De olhos baixos, a rainha Santa Isabel abriu o regaço - e o pão tinha-se transformado em rosas, tão lindas como jamais se viu."

Transformar as rosas em pães, só para alguns pulgões-sempre-em-festa-e-vivem-do"sangue"-da Nação Portuguesa.

Alexandre

Anónimo disse...

O 22 de Janeiro só nos deixa a informação de que é uma quarta-feira. Mas os eventuais interessados ficam sem saber a hora e o local da palestra.
O 25 de Abril, quarenta anos depois.
Para um homem, quarenta anos é uma idade onde ele toma consciencia de ter saído da adolescencia para uma vida de adulto e de mais respeitabilidade. Com as democracias, de certo, não é assim e os portugueses que viveram as promessas que Abril despertou devem ter sofrido muitas desilusões quanto à respeitabilidade da nossa democracia.
Mas como nos anos precedentes, muitas associações dos portugueses de França não deixarão de festejar esta data de Abril ainda que da parte do governo, qualquer apoio, nem solicitude mereça.
Josê Barros

Anónimo disse...

Barão de Itararé:

" “Quando pobre come frango, um dos dois está doente”


Alexandre

opjj disse...

Assisti quase até ao final do programa.Era tarde.
V.Exª. não pode substimar que era o 4ºPec e que Teixeira dos Santos disse que só havia dinheiro até ao dia 15 do próximo mês. Eu vi e ouvi.OS DADOS escondiam muita coisa que se veio a revelar.Sem conhecer os presentes, Sta Clara falou de números e eu que sempre trabalhei com eles, acho-os correctos.
Aquele Sr.Miguel... foi uma belesura, nunca vi tanta ignorância. Deve viver noutro planeta.Detesta tanto Portugal,nem se sente português.
Porque não procura noutras terras que ele conhece e que reconheça o seu talento e que pague o seu sustento?
Era menos um pendura debaixo do chapéu do Estado.
Olhei esta manhã para a redução da m/mensalidade. Nunca foi tão pouca.Como olho para nºs, reconheço que, EU e muitos, se recebem mais alguma coisa, foi à custa de défices anteriores. Logo a dívida.
Os meus filhos dizem-me que não vão ter pensão sustentável.PODERÃO dizer e com razão, "Eles (nós)comem tudo".
Cumprimentos

Defreitas disse...

"A la rigueur", sou um privilegiado e não devia "resmungar" Cara Margarida! Só que, vejo à minha volta muitos desesperados e tenho a impressão que há mesmo muitos que já não sabem se vivem ou se sobrevivem. Um pouco como aqueles que morrem de frio, em estado de hipotermia. A chamada morte doce.
Vítimas da injustiça à nascença ou "laissés por compte" logo a seguir, não sabem o que é a vida nem para que serve. Verdade seja dita que para muitos ,trabalhar horas sem conta, para comprar as últimas "maravilhas" da civilização tecnológica, rapidamente ultrapassadas, vibrar com uns desafios de futebol e depois ...morrer, tal parece ser a vida aceite, por estes, sem "resmungar". A tal existência minimal que leva raramente a uma explosão de raiva no nosso pais.
Quando se chega a este nível de aceitação, seja porque o Fado é mesmo assim e se conjuga com o destino, na mente do nosso bom povo, o discurso irrelevante e medíocre dos políticos, mesmo deprimente, pode satisfazer aqueles que sonham de pouco.
Tem razão quando frisa a falta de ambição dum pais herdeiro dum tão grande Historia. Mas onde estão os leaders visionários capazes de imaginação?
Infelizmente, a acção politica nunca vai muito além dos discursos. Nunca se exigiu tanto dos cidadãos e nunca se devolveu tão pouco. E direi mesmo, cada vez menos.

Francisco Seixas da Costa disse...

Caro/a opjj: nada do que eu disse contradiz o que escreveu. Tentei explicar apenas, em termos simples, como foi construído o défice. Afastado politicamente o PEC 4 - decisão com toda a legitimidade democrática do principal partido da então oposição - a situação era, de facto, insustentável. Eu dissa algo diferente?

Anónimo disse...

Sim, realmente estes dias de chuva ( cinzentos ) não são nada agradáveis.

margarida disse...

Caro Defreitas, o "resmungar" era de mim para comigo :) é o creio fazer com constância e denodo, já o evitar, digamos, 'espraiar-me' com argumentação, é que foi lembrar-me dos seus intensos exemplos ;)
- um segredo de Polichinelo: a partir de dadas linhas, já ninguém lê...; temos de aprender a arte da concisão, ou provocamos bocejos na plateia :)

JMCP disse...

Ontem ouvi as duas primeiras intervenções e gostei.
JMCorreiaPinto

Defreitas disse...

Tem razão, Cara Margarida! O problema é que não sei fazer conciso! Estive 50 anos sem escrever Português e falta-me vocabulário. Só desde que descobri este blogue é que me "atrevi" a alinhar algumas frases , porque há aqui pessoas que escrevem muito bem e aprecio, o primeiro dos quais o Senhor Embaixador. E os temas são por vezes interessantes.
Vou fazer um esforço!

Um Jeito Manso disse...

Olá Embaixador,

Tarde e más horas aqui venho para lhe dizer que gostei das suas intervenções. O contraponto entre os objectivos do MoU e os resultados a que o sucesso chegou foram muito bem apontados.

Mas reparei no seu gesto cavalheiresco ao mostrar-se solidário com a nossa Segunda, a 'Ah!Esteves' (como no outro dia alguém lhe chamou lá no UJM), ao referir-se ao 'soft power'. Estava a ver que ainda inconseguia qualquer coisa só para a legitimar ainda mais...

:)

Uma boa noite, Embaixador!

EGR disse...

Senhor Embaixador: assisti a todo o"Prós e Contras" de ontem e no final fiquei com a sensação que Fátima Campos Pereira não esteve muito interessada em ouvi-lo; a senhora estava muito mais voltada para dar "palco" ao interprete do pensamento unico-como é bom ter alunos que no termo do curso arranjam emprego alguns até no estrangeiro !- do que propicionar-lhe uma exposição dos pontos de vista de V. Exa.
Lamento que assim tenha sucedido pois de certeza que teriamos ganho com isso.
Mas a senhora tem noites assim.

Anónimo disse...

O computador do Freitas voltou a avariar-se...

Anónimo disse...

Roma a Arder e Nero toca GAITA.
40 anos de corrupsao e jantaradas. Agora mais uma discucao de barriga.

patricio branco disse...

dê nos o texto depois, se possivel...

Defreitas disse...

Hà tantos amphithéâtres em Paris, Senhor Embaixador! Qual arrondissement, por favor?

Helena Oneto disse...

Aparentemente, a palestra é reservada aos alunos e professores do Lycée International de Saint Germain en Laye: http://cdilycinter.wordpress.com/category/debats-colloques-et-conferences/

Defreitas disse...

Muito obrigado, Madame Oneto pela informaçao.
J. de Freitas

Francisco Seixas da Costa disse...

Peço desculpa por não ter esclarecido quem se interessou pela palestra em Paris, mas eu próprio nào tinha a certeza do modelo de admissão que seria adotado.

Secção Portuguesa disse...

Bom dia Senhor Embaixador,
Por omissão, não foi referido o lugar exato da conferência, o que o cartaz final veio retificar.
Para informação dos frequentadores do seu blog, a conferência publicitada terá lugar no Liceu Internacional de Saint Germain-en-Laye.
Com os melhores cumprimentos.
Miguel Guerra (professor de História do Lycée International de Saint Germain-en-Laye)

http://oslusonautas.blogspot.fr/2014/01/conferencia-os-40-anos-da-revolucao-dos.html