domingo, 29 de dezembro de 2013

Guiné-Bissau

O embarque forçado de dezenas de cidadãos sírios num avião da TAP, sob pressão das autoridades guineenses, constituiu um ato da maior gravidade e representou um gesto de clara hostilidade para com Portugal. A questão, contudo, tendo uma indiscutível dimensão bilateral, não pode deixar de ser tratada, em prioridade, no quadro internacional, perante o qual deve ficar bem claro que a administração de facto que domina Bissau age à margem das normas mínimas que um qualquer Estado deve respeitar na ordem externa. A acrescer às acusações de cumplicidade no narcotráfico, o governo saído do golpe militar anti-constitucional projeta agora esta nova imagem delinquente e isto não pode passar impune perante a comunidade internacional. Nenhum argumento de realpolitik deve sobrepor-se à necessidade de Portugal dever estar, neste caso, na primeira linha de mobilização de vontades para promover a condenação de um Estado pária que é como a Guiné-Bissau de hoje se apresenta ao mundo.

Portugal pode e deve também retirar todas as consequências, no plano bilateral, das inaceitáveis, por desrespeitosas, declarações de responsáveis guineenses face à legítima expressão de indignação formulada pelas suas autoridades (e era importante que se soubesse que decisões o nosso governo tomou já nesta matéria), mas só se fragilizará se se continuar a deixar envolver numa "guerra" de argumentos através da qual a parte guineense procurará criar fórmulas sucessivas de diversão, iniciadas com o caricato "relatório" sobre o incidente e prolongadas agora com "questão" as dívidas da TAP. 

A condenação essencial que é importante garantir para este ato de pirataria - e é como ato de pirataria que o assunto deveria ter sido tratado por Lisboa desde o primeiro momento - é, naturalmente, no campo multilateral. Com firmeza e sem tibiezas, nomeadamente sem se deixar impressionar pelos apelos apaziguadores da comunidade dos interesses, que não podem nunca sobrepor-se aos princípios que sempre compete a Portugal defender na ordem externa, o nosso país deveria ter ido muito mais longe do que até agora se sabe ter ido no processo de denúncia e isolamento das autoridades guineenses, quer no plano multilateral europeu (mas não só), quer no âmbito da mobilização da solidariedade por parte da CPLP, que curiosamente não se viu nem ouviu. Mas, de facto, não tendo hoje Portugal, na prática, um representante diplomático junto da organização - inacreditável situação a que a nossa comunicação social não presta a menor atenção - como poderia o nosso país utilizar o quadro lusófono como uma das frentes para tratar devidamente este assunto?

Com pena, temo que nos deixemos enredar num processo que, com o passar dos dias, e com a prestimosa ajuda das agências portuguesas de comunicação - que, nos últimos dias, ajudam Bissau a "plantar" entrevistas, declarações e até "notícias" na nossa imprensa - , acabará por "beneficiar o infrator" ou, pelo menos, deixar passar impune esta falta. Espero bem estar enganado...

21 comentários:

patricio branco disse...

bom editorial este...
portugal retirou-se totalmente da cena internacional, reduziu-se à sua menior e infima expressão, desde as negociações e relações com as entidades da troika, a alemanha angola e guiné bissau.
todos fazem de nós o que querem e este ultimo episódio da guiné bissau é expressivo do nosso medo, extrema fraqueza, talvez cobardia, o que quer que seja, para nos afirmarmos, protestarmos, retaliar, etc
bem toca no ponto o texto da entrada.
agaxamo-nos, voltamos a cara para o lado, desculpamo-nos que não queremos levantar ondas, que há portugueses por lá, interesses a defender, etc.
portugal portanto no seu melhor de assumir a posição de país medroso, caladinho, pequenino, de país que deixa afinal fazer-lhe tudo...
e a tap a somar grandes prejuizos inventando linhas induirectas que se pagam bem e beneficiam outras companhias, etc...

Anónimo disse...

A sua observação é mais que oportuna. Oxalá os nossos governantes a leiam (...) e o mesmo para a nossa comunicação social, que não tem estado à altura neste assunto (...).
MT

Defreitas disse...

Cada vez que um nome das antigas colónias portuguesas aparece "à la une" dos jornais, é para relatar algo de trágico, de acto de corrupção, de brutalidade, e de instabilidade.
O mesmo acontece nas antigas colónias francesas. Tudo se passa como se os quinhentos anos de colonização e de história comum não tivessem gerado outra coisa que os calvários nos quais é mergulhada a maioria dos africanos. Isto significa muito simplesmente que a África que idealizámos e transferimos às elites africanas fracassou. O caso da Guiné-Bissau é talvez ainda mais desesperado, porque se trata dum pais que está na cauda dos mais pobres do mundo, mas talvez campeão dos "putchs" militares .

Os responsáveis do fracasso deste continente são os intelectuais ou a elite ocidentalizada que fabricaram as fossas nas quais os africanos foram enterrados. Estas elites diplomadas das grandes universidades ocidentais não fizeram nada mais que conduzir a África a guerras que não acabam e a desequilíbrios agravados.

Além do" desvio" das riquezas produzidas , da corrupção, do desperdício, do sectarismo, da incompetência, as elites africanas trabalham mais e melhor para o ocidente que para os povos africanos.
Quando são sempre as forças armadas que fornecem os dirigentes do Estado , é difícil de esperar a estabilidade .

Anónimo disse...

Belo ponto de situação, senhor Embaixador. Os media não procuram informação séria junto de quem pode «explicar» o que são relações entre países... Preferem dar tempo de antena a "ministro"
de um "governo" não normal, que, em Lisboa, se permite classificar de «infantis» as declarações do PR português sobre o assunto. Goste-se ou não, pessoalmente, do PR ele foi eleito e vivemos num país onde as regras da República funcionam. Gostava de ver algum desses comentadores de tv, de esquerda ou de direita, denunciarem o desplante...
BOM ANO para si e para os seus!

margarida disse...

" (...) e com a prestimosa ajuda das agências portuguesas de comunicação - que, nos últimos dias, ajudam Bissau a "plantar" entrevistas, declarações e até "notícias" na nossa imprensa - (...)" PORQUÊ? Quem e o que ganham com isso?
Além de tudo o que está cristalinamente escrito a propósito deste acto vil, é facto que se assiste a esse 'embalar' dos indivíduos que, com arrogância e pesporrência, além de contornarem o que foi feito pelos seus conterrâneos, atacam as autoridades portuguesas e agridem a nossa inteligência colectiva. ´
Assisti a uma solícita 'entrevistadora' a colocar na boca do hesitante sujeito que altivamente criticava Portugal e os seus governantes, a inevitável palavrinha: "colonialista", o que parece ter efeito constrangedor no espírito crítico de um povo ou na acção determinada de um governo. E ele aproveitou, claro! Ó gente inchada de toleima, com vergonha espúria da sua História! E desses novos 'independentes', esperar-se-ia mais e melhor, não a ignomínia do seu próprio povo, que enlameiam com negociatas vergonhosas e actos criminosos.
Um desaforo, é o que é. Uma desfaçatez inqualificável, e quase todos 'assobiam para o lado', mas preocupam-se imenso com a espionagem internacional e outras 'importantíssimas'questões que nem nos beliscam, porque, a este ritmo de desaparecimento da cena internacional (a ausência da CPLP chega a ser risível), contamos para nada. Duvido, até, que o 'caso' Timor tivesse sucesso hoje, com a tibieza que para aí vai.
Por este andar é premente, além de certos pontos da Constituição, que se venha a alterar o hino nacional. Tornámo-nos a vergonha dos "nossos egrégios avós"...

Anónimo disse...

Se tivesse de comentar diria apenas: "isto é tudo uma canalhada!"...
Mas prefiro não o fazer.
José Barros

Jorge Lemos Peixoto disse...

Sempre que se fala das ex-colónias, os portugueses inflam-se como nos tempos do ultimato inglês. Os comentários que surgem trazem o eco fantasmagórico do : "Para Angola rapidamente e em força!". A análise do embaixador é profundamente lúcida e obviamente não se insere naquele contexto. A questão essencial nas (não) relações entre a Guiné-Bissau e Portugal não é somente este episódio. O Governo de transição que resultou do golpe de estado de 2012 (acto naturalmente condenável, mas que, infelizmente, não é único na história daquele país)tomou em mãos uma situação muito complexa, mas tentou , e em certa medida conseguiu-o, manter os militares tranquilos, e conseguiu igualmente promover um governo de coligação com representação de todos os partido, PAIGC incluído, pois este partido detém 5 ministérios (desde pelo menos Julho de 2013) e sem apoios financeiros excepto os da CEDEAO e muito significativamente de Timor-Leste, promover pela primeira vez naquele país um recenseamento biométrico que vai permitir outra transparência nas eleições marcadas para 16 de Março de 2014, retirando assim uma "justificação" para os sucessivos golpes de estado que contestam os poderes saídos de eleições grosseiramente fraudulentas, mesmo tomando em consideração o critério largo das outras eleições em África. Portugal nunca teve uma estratégia patriótica em relação aos países que outrora foram nossas colónias e nessa matéria também somos originais e diferentes das outras nações europeias que foram potências coloniais. Descolonizámos tarde e reactivamente aos acontecimentos que se impuseram no terreno. Agora com a democracia estabilizada andamos ao sabor da maré, leia-se dos negócios de uns poucos e, para mim, só neste âmbito se pode perceber as posições genuflectidas do nosso Governo em relação a Angola e a contrastante agressividade em relação à Guiné-Bissau. Somos fortes com os fracos e fracos com os fortes. Independente da forma a posição do ministro guineense reflecte exactamente isso.

Anónimo disse...

Fez bem o ponto da situação a que Portugal chegou.

A maioria do "refugiados" tinham bastante dinheiro para se intalarem em hoteis, o que revela a cumplicidade de várias autoridades e/ou máfias de tráfego de pessoas nos países por onde passaram.

Bem faz o Reino Unido, em submeter á aprovação, leis que possam restringir a entrada de "refugiados políticos (?)"/imigrantes" .

A ACNUR é muito "mãos largas" nestas situações:

"Obrigam" a Europa a aceitar e não "obrigam" os EUA, Rússia, Países Àrabes a abrirem as "portas" a esse tipo de individuos.

O Alto Comissário da ACNUR nunca foi eleito pela Assembleia Geral da ONU e portanto não tem qualquer legitimidade para tomar qualquer decisão em nome dos países representados na ONU, situação que devia ser corrigida, e devia ser análoga ao que acontece com as intervenções das "Peace Force" mandatadas pela Assembleia Geral.

Neste momento é um um lugar mediático para Angelinas Jolie políticos fazerem "personal propaganda" mediática para objectivos futuros....

Alexandre





Anónimo disse...

Indignação patrioteira da 'velha senhora':

quem nos viu e quem nos vê!
esta gente não se enxerga,
acabou-nos já co'o mne
que a tudo e a todos se verga.
portugal, que foi, não é,
mas voltar ele há de, em regra,
contra a corja, a estar de pé!

Didinho disse...

AO EMBAIXADOR FRANCISCO SEIXAS DA COSTA



GUINÉ-BISSAU - POR FRANCISCO SEIXAS DA COSTA


Francisco Seixas da Costa
Francisco Manuel Seixas da Costa é um diplomata português. Desde 1 de fevereiro de 2013, dirige o Centro Norte-Sul do Conselho da Europa. É licenciado em Ciências Políticas e Sociais, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Wikipédia http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Seixas_da_Costa
Fernando Casimiro (Didinho)

didinhocasimiro@gmail.com

29.12.2013

Fernando Casimiro (Didinho)Ao Embaixador Francisco Seixas da Costa sugerimos que sugira às autoridades portuguesas a irem mais longe nas acusações que fazem às autoridades de transição da Guiné-Bissau, a bem da verdade e da segurança global.

Porém, parece que o Embaixador omite propositadamente o facto de que, a ir mais longe nesta questão, as autoridades portuguesas teriam que explicar e muito bem, não ao povo português ou guineense, mas sim ao mundo, dentre povos e países civilizados/evoluídos, que não caem na tentação de julgar e condenar, sem saberem de facto, o que têm "em mãos" para analisar e chegar a uma conclusão. É fácil no âmbito da lusofonia, reavivar o preconceito de "estamos acima deles" e o que dissermos, é ordem, é lei, é julgamento e condenação...e por isso, quem irá contra os nossos argumentos?

Só que o Mundo, onde também se inclui a Europa civilizada e evoluída, não é apenas o tal de Portugal e da "lusofonia"...!

É fácil acusar, sem investigar, quando se tem uma Imprensa de jornalistas de conveniência e afectos a um regime de subserviência e que declaradamente desrespeitam o direito ao contraditório.

Algum jornalista português fez questão de entrevistar o Comandante de bordo e membros da tripulação do avião que transportou os 74 sírios de Bissau a Lisboa?

Algum jornalista português fez questão de entrevistar o Director de Escalas da TAP para a África, referenciado pela Comissão de Inquérito criada pelas autoridades de Transição da Guiné-Bissau?

Falar da Guiné-Bissau, não é para qualquer um, ainda que, investigadores, jornalistas, diplomatas e outros, portugueses, usurpando trabalhos (ideias/opiniões/investigações, recolhas e análises científicas) de cidadãos guineenses, publicados online ou em livros, jornais e revistas científicas, queiram, nos últimos tempos, ser protagonistas de algo que, deveriam envergonhar-se de assumir como autores, visto omitirem citações às fontes de pesquisa que lhes tem proporcionado informações úteis para posicionamentos equilibrados/razoáveis, mas que acabam por ser deturpados, tal o complexo de: nós é que sabemos e o que sabemos e dizemos é Lei...!

Estudem mais, pesquisem mais, leiam mais e aceitem o princípio do contraditório, quando quiserem pronunciar-se sobre a Guiné-Bissau!

Obrigado!

www.didinho.org

Didinho disse...

http://www.didinho.org/EMDEFESADASEGURANCAEDAVERDADE.htm

http://www.didinho.org/EMDEFESADAVERDADEEDASEGURANCA2.htm

http://www.didinho.org/EMDEFESADASEGURANCAEDAVERDADE3.htm

http://www.didinho.org/EMDEFESADASEGURANCAEDAVERDADE4.htm

http://www.didinho.org/EMDEFESADASEGURANCAEDAVERDADE5.htm

Anónimo disse...

O comentário atrás sobre o RU mostra uma grande ignorância sobre o que motiva Cameron a tomar posições contra a imigração em vésperas de eleições. Com a emergência do UKIP o PM britânico explora demagogicamente o tema da entrada de imigrantes quando estudos recentes da LSE mostram que eles são benéficos para a economia inglesa e que apenas uma pequena minoria irá beneficiar da segurança social que Cameron apresenta como o grande factor motivador da emigração. As próximas eleições europeias vão centrar-se mal em questões de imigração com os imigrantes a fazerem de bode expiatório da crise económica e os demagogos já perceberam que isto é um interessante filão a explorar...

Francisco Seixas da Costa disse...

Para quem não saiba, a representante permanente de Portugal junto da CPLP encontra-se impedida, desde há largos meses, de exercer as suas funções, por imperativas razões de saúde.

Anónimo disse...

Para conhecimento do Senhor Embaixador:

www.didinho.org/ao_embaixador_francisco_seixas_daCosta.htm

E, acessoriamente:

http://7ze.blogspot.pt/2013/12/refresh-de-comentarios.html

Com os melhores cumprimentos

Anónimo disse...

Para mim a questão é outra, é ver os sírios serem melhor tratados que muitos idosos portugueses.

Defreitas disse...

" Portugal nunca teve uma estratégia patriótica em relação aos países que outrora foram nossas colónias e nessa matéria também somos originais e diferentes das outras nações europeias que foram potências coloniais. " , escreve o Sr. Jorge Lemos Peixoto.

Mas, a procura do lucro foi sempre o objectivo dos descobridores de todos os países. Não vejo em quê seriamos originais e diferentes. Agimos em nome de Deus e do Lucro, podíamos dizer, porque a Igreja associou-se desde o inicio à grande aventura.

O objectivo inicial da expansão portuguesa era o Oriente longínquo, o que exigia a ocupação de feitorias e praças militares na costa africana, de apoio à navegação. O ciclo do Oriente, iniciado nos alvores do século XVI, não corresponde a um império no sentido rigoroso da expressão, porque lhe faltava continuidade e extensão territorial, ocupação humana de colonos deslocados da metrópole. Tratou-se de um império de feitorias dispersas, para apoio a uma política de comércio e transporte e de praças fortes para protecção das feitorias e da liberdade de navegação no oceano Índico.
O único Império digno desse nome foi o Brasil. E que se tornou independente sem a ajuda de ninguém! A ONU ainda não existia!

Creio que houve uma certa estratégia, sim, no início, na decisão do rei de Portugal de atacar e conquistar Ceuta para assegurar a rota da costa de África e as futuras expedições, e impedir o ataque dos piratas marroquinos nas águas do Algarve, onde tinha sido instalada a escola de Sagres. Mesmo se depois de a conquistar, o bom senso o levou a considerar que a manutenção deste ponto avançado ficava caro, e para o qual já não convergiam as riquezas das caravanas vindas do Oriente, que os muçulmanos desviaram para outras terras quando Portugal ocupou Ceuta.

Após a morte do Príncipe Henrique, em 1460, as expedições só retomaram 9 anos mais tarde. E foi um comerciante de Lisboa que as comandou : Fernão Gomes , o que prova bem que a expansão do mercado pela descoberta de novas vias de abastecimento de produtos de luxo do Oriente - pimenta, malagueta, marfim, especiarias - era o objectivo das expedições. Basta pensar que o lucro da primeira expedição de Vasco da Gama à Índia, foi de 5.000% !

A única vez que li um discurso patriótico que correspondia a uma certa estratégia, foi de Salazar quando se bateu unhas e dentes com a ONU para justificar que os "territórios do ultramar" eram parte integrante e a continuidade dum pais que se chamava Portugal". Esta estratégia faliu porque os tempos e o mundo tinham mudado, no qual os valores da autodeterminação e dos direitos humanos ganharam espaço de afirmação.

As teses federalistas de Spínola tendo chegado tarde demais, a Portugal só restou uma alternativa : A transferência do poder. Portugal respeitou assim os princípios fundamentais e as resoluções da ONU, mesmo se tardiamente.

Pena foi que no que respeita à defesa dos interesses nacionais não se tenha conseguido salvaguardar as condições para uma eficaz cooperação futura. Mas com homens como estes que nos insultam hoje, haveria realmente uma esperança de fazer melhor? No caso da Guiné, o peso da Historia é enorme, mas os homens que nos substituíram também não estavam ao nível que os povos precisavam.

Mas o fundo do problema é que um pais enxovalhado pelas instâncias internacionais, FMI, BCE, Comissão de Bruxelas, que se debate num combate que o deixa exangue e lhe retira todos os dias uma parte da sua credibilidade, não importa quem, hoje, pode impunemente insultar os seus dirigentes.

Anónimo disse...

Anónimo das 18:22:

A "demagogia" é sempre a resposta ideal!!!!! .
Cada um com a "sua" !

O "filão" já explorado da emigração-de-substituição dos anos setenta, não levou a nenhum lado, apenas ao fortalecimento de certas economias, fora da UE.
Os estados europeus meteram a cabeça na areia, alimentando a emigração, sem os filtros normais de entrada, para trabalhos ditos "manuais".

Penso que, a maioria das novas geraçôes de europeus, não a misnha (70 anos), está a descobrir o logro em que os seus avós/pais "aderiram" aos ideais do séc XIX !

Veja-se a etérea actuação da ACNUR, limitada na sua actuação, nestes casos de tráfico de pessoas, por não ser eleita pelos países da ONU !

desejo-lhe um futuro com longos filões pela frente !

Alexandre














Defreitas disse...

Acrescento ao comentàrio de 18:22:


Cameron recebeu as felicitações do Front National de Le Pen, que explora o mesmo filão... em França !
Cameron , que perdeu uma eleição parcial contra Nigel Farage à Eastleigh, começa a ter suores frios. Uma ameaça de 40% dos votos para Nigel plana sobre a cabeça de Cameron!

Anónimo disse...

E pensar que a ONU em 1973 deu a independência à Guiné-Bissau!!!

Anónimo disse...

O RU é e continuará a ser visto como um cavalo de Tróia dentro da UE. O referendo proposto por Cameron sobre a adesão inscreve-se na mesma linha de ambiguidade subjacente a uma linha de acção guiada pelo princípio: uma no cravo, outra na ferradura. A imigração é e continuará a ser uma necessidade numa Europa cada vez mais envelhecida, embora a Migração circular seja ainda uma utopia, senão um mito...

Rui Franco disse...

Impressionante é ver um ministro guineense dizer que o nosso PR teve uma atitude infantil e ninguém se preocupar com isso. Se ao menos fosse um qualquer comentário velado sobre economia por parte de um governante alemão ou funcionário da UE... Caía o Carmo e a Trindade!