terça-feira, maio 17, 2011

Justiça

Todos vivemos, desde há décadas, com o mundo judicial americano perante os nossos olhos, pelas centenas de filmes e séries que fomos consumindo, pelas cenas das audiências e de interrogatórios cruzados que fazem parte do nosso imaginário.

Um dia, na minha adolescência, fui assistir, presencialmente, a um julgamento num tribunal português. Lembro-me de ter ficado surpreendido, porque a realidade que observava, em toda a sua liturgia e coreografia, era substancialmente diferente daquilo que eu considerava normal. É que a "normalidade", para mim, eram Perry Mason e outras personagens desse universo judicial onde se jura sobre a Bíblia.

Lembrei-me disto ao ver, há minutos, já não em ficção mas em crua realidade, Dominique Strauss-Kahn, com algemas nos pulsos, a comparecer, sob a curiosidade das câmaras de todo o mundo, a um tribunal novaiorquino. Chocou-me o tratamento humilhante a que um suspeito é sujeito nos Estados Unidos, numa exposição cruel e prematura da sua imagem, sem direito à uma proteção salvaguardadora da presunção legal de inocência, nesta fase primária do seu processo.

Dir-me-ão que cada sistema judicial tem as suas regras, que a justiça americana é eficaz e deve ser respeitada nos métodos que utiliza, pelos vistos aceites pelos seus cidadãos. Concedo que assim possa ser. Contudo, ninguém me pode negar o direito de pensar que, tal como considero bárbara e inaceitável a pena de morte, tal como lamento que os EUA eximam os seus cidadãos ao Tribunal Penal Internacional, há aspetos do sistema americano de justiça que ficam muito àquem dos valores de civilização a que devo obediência. Mesmo sem Bíblia.

Gosto demasiado da América para me privar do dever de dizer aquilo que nela não gosto.   

segunda-feira, maio 16, 2011

Belmondo

Não é pacífica a doutrina crítica sobre as virtualidades de Jean-Paul Belmondo como ator. 

Amanhã, vai ser homenageado no festival de Cannes e grande parte da França congratula-se com isso. Belmondo ainda é um ícone para uma certa geração francesa. 

Apetece-me recordá-lo hoje aqui, ao lado de Jean Seberg, numa cena de um filme de Jean-Luc Godard que - esse sim! -  faz parte da minha eterna memória afetiva, o "À bout de souffle".

domingo, maio 15, 2011

Música na Embaixada

Teve lugar na Embaixada de Portugal em Paris o 10º concerto da série "Entre-pautas/Entre-partitions". Desde há cerca de dois anos, iniciámos a apresentação, que tentámos fosse tanto quanto possível regular, de artistas portugueses, cultores de diversos estilos musicais, em sessões dedicadas, essencialmente, a convidados franceses e a setores diplomáticos. Mostrar a cultura de Portugal aos estrangeiros é uma das tarefas que incumbem às nossas representações diplomáticas.

O número limitado de lugares disponíveis impede-nos, em absoluto, de ir mais longe na abertura a outros públicos, como seria desejável. Acresce que estes espetáculos são realizados com escassíssimos meios financeiros (nem um euro sai do orçamento da Embaixada, convém notar), quase sempre contando apenas com a "prata da casa", com a colaboração benévola dos artistas e obrigando, caso a caso, a uma complexa reconversão de áreas da residência oficial portuguesa.

Na passada sexta-feira, desta vez em articulação com a Casa de Portugal na cidade universitária parisiense, apresentou-se Ana Paula Russo, acompanhada ao piano por Pedro Vieira de Almeida, com a participação de Ariana Moutinho-Russo. A soprano ofereceu, para mais de uma centena de pessoas, um excelente programa, com música e palavras de grandes autores portugueses. Um belo fim de tarde.   

Choque

A França é, no dia de hoje, uma sociedade em estado de choque, pelos acontecimentos que envolvem Dominique Strauss-Kahn. 

Aquele que era a mais importante personalidade francesa investida de um cargo internacional, e que se sugeria como o potencial melhor candidato da oposição à eleição presidencial de 2012, entrou num ciclo de tragédia pessoal que, aconteça o que vier a acontecer, mudou já o curso da história política da França nos tempos mais próximos. 

Uma grande simpatia vai, neste momento, para a autora do homónimo blogue "Deux ou trois choses".

Mourinho

Vale a pena ler a análise ao papel que José Mourinho desempenha atualmente no imaginário dos adeptos do Real de Madrid, no artigo hoje publicado pelo "El Pais", sob o título Fe en Mou.

Polarizador de emoções, o treinador português suscita sentimentos contrastantes, corre nos limites dos riscos e acabou por se tornar numa figura central no futebol e até na própria sociedade espanhola.

sábado, maio 14, 2011

"Homens da luta"

Não sei (nem me interessa, confesso) se esta minha afirmação vai parecer pouco patriótica a alguns, mas ao passar ontem pela cobertura televisiva do famigerado festival da Eurovisão, não senti a menor saudade pelo facto de por lá já não ver os "Homens da Luta", o grupo "musical" que, aparentemente, terá sido escolhido para representar um certo Portugal (digo "um certo", porque me não representou a mim, pelo menos) nesse certame.

Há alguns tempos, menos bons, em que os povos se envolvem em atitudes de pungente auto-flagelação, que conduzem à consequente degradação da sua imagem, à revelação de facetas de si próprios que o bom gosto, e até um mínimo de urbanidade, recomendaria fossem mantidos em pudico recato.  Esses são também os momentos em que, por exemplo, vemos o léxico público descer dos limites recomendáveis de salubridade verbal, em que o abandalhamento parece tomar conta de alguns discursos. Quando assistimos, infelizmente já sem nos surpreendermos, ao nível a que desceram certas "queima das fitas", bem como à escolha das figuras musicais que são convocadas para animar algumas alarves libações, isso diz-nos bastante sobre o país que hoje, infelizmente, (também) somos.

Neste campo, devo dizer que só com um imenso esforço de imaginação seria possível escolher melhor, como representação caricatural daquilo que alguns estrangeiros sempre pensaram de nós, uma "euro-visão" do nosso país como aquela que os "Homens da Luta" por aí apresentaram. E mais não digo, porque isto é triste, porque isto existe, porque isto é (o nosso) fado.   

E esta, hein?

A informação

A elaboração de "informações de serviço", em folhas de papel amarelo, era, em tempos idos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, um método através do qual às chefias era dado perceberem se os jovens diplomatas sabiam... escrever português. O mesmo acontecia, aliás, com os chamados "apontamentos de conversa", neste caso em papel azul, que relatavam contactos testemunhados entre os chefes e visitantes estrangeiros, aqui com a vantagem acrescida de permitirem aferir se quem os elaborava tinha, ou não, o bom senso de transcrever o essencial do que fora dito. E, muito em particular, a sabedoria de omitir o que fora dito mas não deveria ser anotado.

Num desses tempos de início de carreira, a um jovem "adido de embaixada" foi pedido que preparasse um estudo sobre as relações económicas entre Portugal e um determinado país. Com os elementos recolhidos dos arquivos do MNE, de documentação do então Fundo de Fomento de Exportação (que veio a redundar na atual AICEP), da Direção-Geral do Comércio Externo e de outras fontes ministeriais então muito ligadas às "Económicas" (como era conhecida a Direção-Geral dos Negócios Económicos), o nosso jovem preparou, com todo o cuidado, um trabalho recheado de quadros quantificados, listas de produtos de importação e exportação, evolução de "taxas de cobertura", notas sobre os acordos bilaterais em vigor, rol de empresas de cada país que operavam no outro, cifras sobre investimentos, fluxos de turismo, visitas ministeriais e "tutti quanti" fazia parte do modelo tradicional desse tipo de informações.

Acabado o trabalho, que demorou vários dias, apresentou-o ao "chefe de repartição", que o fez subir ao diretor-geral, o qual, por sua vez, com um elogioso "visto com apreço" escrito no canto superior direito, o mandou, "capeado por um ofício de cobertura", à embaixada relevante, situada no país estrangeiro a que o texto se reportava.

Passaram-se umas semanas, até que um dia, na mala diplomática oriunda desse posto, chegou uma comunicação, subscrita pelo nosso embaixador nessa capital, sobre a "informação de serviço" que havia recebido. Nela se elogiava calorosamente o trabalho do jovem adido, se destacava a qualidade e a pertinência da informação recolhida, o cuidado colocado na coleta feita, bem como a importância de que aquela "informação de serviço" se iria revestir para o trabalho futuro da missão diplomática.

O jovem diplomata, que tivera acesso ao ofício da embaixada antes dele seguir para o seu "chefe de repartição", estava deliciado e muito expectante quanto ao modo como o seu chefe direto iria reagir. Um ou dois dias depois, foi chamado:

- Meu caro, não sei se você já tem conhecimento, mas queria dizer-lhe que o seu trabalho foi muito apreciado pelo nosso embaixador. Parabéns.

O tom deste comentário, que soava a excessivamente seco, foi interpretado pelo nóvel diplomata como podendo talvez significar algum despeito, quiçá mesmo inveja, por parte do seu chefe. Mas porquê? Era um profissional muito mais velho, com uma carreira feita, que necessidade teria ele de agir dessa forma? Deveria haver, com toda a certeza. qualquer outra razão para a falta de entusiasmo demonstrada. E havia, como logo percebeu:

- Mas sabe, colega, há elogios e há... elogios!

O nosso adido estava cada vez mais confuso.

- Com os anos, você vai aprender que, quando se recebe um elogio, a sua relevância depende muito de quem o formula. O colega é ainda muito novo para poder ter uma avaliação própria sobre os embaixadores e eu, até por uma questão de camaradagem, não quero elaborar muito sobre este assunto. Mas sempre lhe direi que o embaixador que agora o elogiou está muito longe de ser uma figura tida como de grande importância na nossa carreira. Por essa razão, o elogio que ele agora lhe fez... vale o que vale!

O jovem diplomata, que mais tarde viria a ser uma proeminente figura da nossa carreira, percebeu, nesse instante, que há coisas que vão para além do seu valor facial. Ontem contou, num grupo de amigos, esta significativa história.

sexta-feira, maio 13, 2011

"En panne"

Não me perguntem o que aconteceu, mas a empresa Blogger, que dá acolhimento a este e a muitos milhares de blogues, "passou-se", por quase dois dias: retirou, temporariamente, alguns posts e, definitivamente, todos comentários que neles tinham sido colocados, suspendendo o serviço de atualização. Imagino que imensos blogues, em especial os "da política", devem ter andado "à nora" (desculpem o plebeísmo, mas dizem-me que a sua utilização está na moda, pelo menos em Portugal), sem espaço de ringue para a troca de farpas que está no ar do tempo.

Bem vistas as coisas, não me posso queixar muito. À parte o susto da desaparição de textos (tenho de começar a fazer um "back up"), os leitores puderam descansara por umas longas horas. Espero que tenham apreciado a pausa.

quinta-feira, maio 12, 2011

Alentejanos

Aquele meu amigo português estava a ter dificuldade em descobrir, nas campaínhas do prédio, o andar da pessoa a casa de quem ia jantar, naquela noite, em Bruxelas. 

Na indecisão, ligou para a porteira. Esta acabou por assomar à porta. Era uma mulher nova que, rapidamente, percebeu ser portuguesa. O sotaque da senhora era, iniludivelmente, alentejano. Por curiosidade, o meu amigo perguntou:

- De onde é que é, no Alentejo?

- Eu não sou do Alentejo.

Um pouco surpreendido, ele voltou à carga:

- Não é do Alentejo. Então onde é que nasceu?

- Eu nasci aqui, em Bruxelas. Nunca vivi no Alentejo, mas já lá fui de férias, duas vezes. É uma terra muito bonita. É a terra dos meus pais, que trabalham aqui na Bélgica, há mais de 30 anos.

E disse tudo isto com um forte e belo sotaque alentejano. 

São estas as malhas que a nossa diáspora tece.

quarta-feira, maio 11, 2011

Mulheres

Lembrei ontem a figura de Maria Lamas, na intervenção que fiz, na universidade de Nanterre, na abertura do importante colóquio internacional "As mulheres portuguesas na diáspora", que ali decorre até 14 de maio.

Julguei importante relembrar esta corajosa mulher portuguesa, desaparecida em 1983, que esteve exilada em Paris entre 1962 e 1969, e cujo trabalho pela emancipação da mulher deve ser relevado. A obra e a vida de Maria Lamas deveriam ser melhor conhecidas dos portugueses.

Cinema

Começou o festival de cinema de Cannes. 

Para assinalar a ocasião, apetece-me reproduzir aqui esta já clássica imagem, retirada do "Manhattan" de Woody Allen.

Nuno Júdice

Nuno Júdice é um dos mais importantes poetas portugueses contemporâneos. Já aqui falámos dele, também a propósito do facto de, há alguns anos, ter sido conselheiro cultural na embaixada em Paris.

Desde a passada semana, numa merecida homenagem, uma sala do Consulado-Geral português em Paris passou a ter o seu nome. 

No dia 9 de maio, no centro cultural Gulbenkian, em Paris, o espetáculo "Le mouvement du monde", sob a responsabilidade de Jacqueline Corado da Silva, desenhou uma curiosa viagem pelas palavras de Nuno Júdice, traduzidas por Michel Chandeigne.

Debate eleitoral

Ter alguns compromissos inadiáveis obriga a que não possamos ver programas televisivos a horas normais. Por isso, retirando longos minutos ao meu sono, entretive-me, com grande gosto, nesta madrugada, a ver a gravação, que passou na televisão, aqui em França, do debate eleitoral de que, a propósito da data de ontem, muito se falou. 

Devo confessar que fiquei impressionado: elegância, profundidade, acutilância e, acima de tudo, um sentido claro do interesse do país, na abordagem dos grandes temas importantes para a opinião pública. Um estimulante e educado combate de palavras, esclarecedor, que, imagino, terá proporcionado a quem viu e ouviu uma chave para a decisão no sufrágio.

Nesta rememoração que ontem se viveu, da eleição que, em 1981, levou François Mitterrand à presidência, foi para mim muito educativo poder apreciar, na íntegra, o seu derradeiro embate com Giscard d'Estaing, que só conhecia pela imprensa da época.   

terça-feira, maio 10, 2011

Mitterrand e nós

Um interessante improviso de Mitterrand, em 1987:

Nous sommes français, nos ancêtres les gaulois, un peu romains, un peu germains, un peu juifs, un peu italiens, un petit peu espagnols, de plus en plus portugais, peut-être, qui sait, polonais, et je me demande si déjà nous ne sommes pas un peu arabes."

O adeus à UEO

A União da Europa Ocidental (UEO) foi sempre uma organização europeia de segurança e defesa pouco conhecida. Nascida há 63 anos e reatualizada em 1954, a UEO pretendia-se uma espécie de articulação entre a NATO e as instituições de unidade europeia, num tempo em que a "guerra fria" se projetava sobre a Europa. Independentemente das críticas à sua inoperacionalidade, sempre considerei que a UEO representava um interessante espaço de aculturação continental em matéria de segurança e defesa.

Até aos anos 90, a UEO tinha sede em Londres. Fui então representante permanente adjunto de Portugal junto da organização, antes dela ser transferida para Bruxelas, em 1993. Por essa altura, um português, o embaixador José Cutileiro, foi eleito secretário-geral da UEO. Noutras funções, recordo-me ainda de ter representado Portugal em reuniões ministeriais da UEO, em Ostende, Roma, Bremmen e Luxemburgo.

A UEO, enquanto organização, acabou oficialmente em 31 de maio de 2010. Mas a Assembleia Parlamentar da UEO prosseguiu a sua existência. Até ontem, data em que estive, sob o Arco do Triunfo, com os deputados portugueses que se deslocaram à cerimónia que consagrou este derradeiro ato da UEO. 

segunda-feira, maio 09, 2011

Mitterrand e a moda

Foi há 30 anos. Lembro bem a noite de 10 de maio de 1981, o dia da vitória presidencial de François Mitterrand. Eu vivia então na Noruega e organizámos um jantar em casa para acompanhar as notícias, que nos iam chegar pela rádio de ondas curtas e pelas televisões norueguesa e sueca, as únicas que nos eram acessíveis. Convidei amigos que nos podiam ajudar a "decifrar" os noticiários naquelas línguas, além de outros que o acaso juntou nessa noite nórdica.

A esmagadora maioria dos nossos convivas, onde se contavam alguns diplomatas estrangeiros, muitos temerosos da anunciada chegada dos comunistas ao poder, acabava por alinhar num "giscardianismo" de oportunidade. Nada de estranho, se pensarmos que a guerra fria estava ainda muito presente na vida internacional e que a experiência francesa assustava então muita gente. Estas coisas hoje parecem ridículas, mas, à época, havia quem falasse, sem rir, na possibilidade de tanques russos não tardarem na place de la Concorde.

Quando as notícias da vitória de François Mitterrand se confirmaram, esse núcleo de amigos conservadores entrou numa aberta e pública depressão. As teses sobre o que iria suceder em França eram catastróficas: de desordens públicas a um conjunto de malfeitorias que a nova maioria seguramente iria desencadear, tudo era de esperar da "révanche" da chegada da esquerda ao poder.

Num certo casal estrangeiro, em que ela era bastante mais nova, notei que o marido estava a ser carinhosamente consolado pela mulher, na sua conjuntural desventura política. Mas era por demais evidente que ela tinha muito pouca consciência da complexidade do que estava a ocorrer. O marido disse, a certa altura: "Isto vai provocar uma desvalorização fortíssima do franco, vai ser gravíssimo!".

Eu lançava umas piadas, em jeito de provocação e, a certa altura, saiu-me esta: "Bom, há grandes vantagens numa desvalorização do franco. Por exemplo, a roupa que se vende em França vai ficar muito mais acessível, a moda francesa vai embaratecer, agora é que vai valer a pena ir a Paris, às compras". 

O que eu fui dizer! Mal eu tinha acabado de falar, vejo os olhos da jovem brilharem, a cara abrir-se-lhe num esgar de felicidade, como que por uma súbita descoberta das virtualidades da vitória da esquerda. Voltou-se então para o marido e, numa voz bastante audível, tanto mais que ele era meio surdo, disse-lhe: "Ouviste? É verdade que os vestidos vão ficar mais baratos? Não podíamos ir agora a França?".

O meu amigo ignorou-a, olimpicamente, e fuzilou-me com o olhar. Eu ria, olhando na televisão a place de la Bastille cheia de gente, com imensa pena de lá não estar. 

Migrações

Nestes tempos em que algumas notícias tendem a provocar surtos depressivos em alguns dos nossos concidadãos, talvez faça bem à nossa auto-estima notar que, entre 31 países avaliados (os 27 da UE e os EUA, Noruega, Suíça e Canadá), Portugal é considerado, depois da Suécia, o segundo melhor país em termos de políticas de integração de migrantes. O nosso país assume mesmo o primeiro lugar no tocante ao "ranking" de acesso à nacionalidade, bem como no tocante ao reagrupamento familiar.

Sporting

Lendo, com todo o cuidado, o acordo da "troika" com Portugal, não consegui encontrar nenhum ponto onde esteja previsto o "resgate" do Sporting. Vou ler outra vez...

domingo, maio 08, 2011

Dia da Europa

Hoje, comemora-se o dia da Europa. Sei de algumas pessoas que, nos dias que correm, sentem escassa vontade para o celebrar.

Aqui em Paris, as instituições europeias tiveram a bizarra ideia de o fazer no passado dia 5. Não percebi muito bem porquê. Um amigo, que não renega ironicamente algumas heranças, aventava que talvez tivesse sido para aproveitar a boleia do aniversário de Karl Marx...

Percebo que, com a "zizanie" no euro, com as divisões na Líbia e com as hesitações em Schengen, entre tantas "eurochatices" recentes, alguns possam ser tentados a não dar muita importância a esta data.

Como português, eu dou. Com toda a convicção, comemoro este fantástico projeto de paz e liberdade que, para além de todas as hesitações e contradições, contribuiu para manter largas décadas de convivência democrática.  E que, naquilo que nos toca, ajudou a fazer de Portugal um outro país.  

Nota: utilizo, como imagem, uma fotografia que me acaba de ser mandada, de Brasília, pelo meu amigo Hermínio de Oliveira.

"A Arte da Guerra" — A China e a Coreia do Norte

Ver aqui .