veio hoje tomar-me do braço e perguntou:
o que fizeste de mim?
Respondi-lhe: fiz tudo quanto deixaste
que eu pudesse fazer.
A sombra sorriu de troça.
E desapareceu.
(Ainda preciso de desculpas
para tudo o que não fiz).
Luis Filipe Castro Mendes
Poema, com contribuição de memória parisiense, no excelente Tim Tim no Tibet