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sábado, janeiro 09, 2010

Acordo Ortográfico


O professor Evanildo Bechara, negociador brasileiro do Acordo Ortográfico, dizia-me um dia que este tipo de instrumentos de regulação linguística era feito para as gerações seguintes. De facto, não é agradável para ninguém, mudar a sua maneira de escrever . Apenas as novas gerações, através do ensino, têm facilidade de absorver com naturalidade essas mudanças, que ciclicamente sempre aconteceram no passado.

Durante a minha vida, recordo-me de ter assistido já a algumas mudanças na nossa escrita.  Uma delas, por exemplo, foi o fim da utilização dos acentos graves nos advérbios de modo. Mas não foi "sòmente" essa. 

Todos podemos ter a nossa opinião sobre o interesse deste novo acordo. Eu tenho a minha, mas ela é irrelevante. O facto (palavra que não muda, não obstante a confusão que alguns querem estabelecer) é que o Acordo está em vigor e é hoje um instrumento legal, que tem aplicação directa (ou melhor, direta) na ordem interna portuguesa.

Relembro, aliás, que Portugal foi o primeiro país a ratificar este Acordo Ortográfico, em 1991, e ele só não entrou em vigor, já em início de 1993, porque os restantes subscritores o não fizeram até essa data.

Assim, e porque o Acordo agora se encontra em pleno vigor, goste-se ou não dele, este blogue vai passar a seguir as suas regras, a partir de 11 do corrente. Os nossos comentadores são livres de  escreverem como bem entendam. Podem mesmo voltar à "pharmacia"...

É a vida!

Pode ser que seja apenas "wishful thinking", mas fiquei ontem com a sensação de que André Ventura já se está a ver, daqui a semana...