quarta-feira, 12 de março de 2014

Demissões manifestas

Armando Sevinate Pinto e Vitor Martins, dois consultores do presidente da República, deixaram os lugares que ocupavam, por terem sido subscritores do "manifesto" que apela à reestruturação da dívida portuguesa.

Deixo aqui um forte abraço a ambos, pessoas por quem tenho um grande respeito intelectual e uma estima pessoal que vem de há muitos anos. Independentemente da posição que ontem aqui expressei sobre a oportunidade do "manifesto", trata-se de um texto cuja leitura vivamente recomendo.

9 comentários:

ARD disse...

Se se tivessem limitado a falar oralmente, talvez se tivessem safado.
Assim, não façarão mais parte da entourage presidencial.

António dos Santos disse...

Só veio confirmar que Belém usa
dualidade de critérios, no que
respeita a situações equívocas!!!

Anónimo disse...

Tiveram a coragem de assinar um Documento que faltou a outros, com as desculpas do "politicamente correcto, ou politicamente inoportuno"...

EGR disse...

Senhor Embaixador: longe de qualquer pretensão laudatoria-que, alias por certo não apreciaria- quero deixar aqui expresso,que para mim, além do mais, o senhor nunca receou exprimir os seus pontos de vista por muito que eles pudessem ser contra a corrente.
O post que escreve sobre o "manifesto",parece-me, assim,mais um exercecio dessa natureza.
Quanto a substancia do post confesso que hesito entre o que diz acerca da opurtunidade da divulgação do texto e quem defende posição o oposto.
Mas o que, na verdade,nas ultimas horas me tem impressinado são as declarações do PM pois, apesar de dele não esperar grande coisa, sempre pensei que tivesse um pouco mais de contenção na linguagem com que contestou os autores do documento.
Claro que já todos sabemos da dificuldade que o PM tem com a nossa lingua materna; todavia, dado esse desconto,sempre direi que a argumentação(?) usada releva de algo bem simples: o PM sofre um certo mal, que pelo menos, formalmente, se aproxima do "quem não é por nós é contra nós", ou do pensar diferente do que pensamos é contra a defesa do interesse nacional.
Quanto ao afastamento dos conselheiros de Belém aí sim não tenho a menor surpresa.
Mostra a total coerencia com uma linha cujo traçado já se iniciou há muito tempo.

Anónimo disse...

falado oralmente,,, podiam ao menos ter falado escritamente...

Anónimo disse...

Ao ler há 3 dias que haviam subscrito interpretei como um amén tímido do PR ao manifesto. Há um micmac por explicar. Pessoas de elevadíssima qualidade e íntegras não iriam na sua idade fazer um erro de palmatória. Possivelmente conhecedores intramuros de uma predisposição favorável do PR à reestruturação terão dado conhecimento ao Chefe da Casa Civil que lhes terá respondido:"isso é convosco". Alguém lhes terá tirado o tapete a seguir ciente de que um assessor nunca tem liberdade de pensamento.

Anónimo disse...

O Henrique Raposo, essa inqualificável criatura que costuma debitar umas tantas provocações no Expresso on line, ainda hoje escreve sobre este assunto, o tal manifesto dos 70, destilando o seu fel reaccionário e imundo, criticando, também ele, a "oportunidade do timing deste Manifesto". Um tipo de Esquerda não pode estar ao lado de semelhante provocador.

opjj disse...

Com tanta gente que governou e não se enxerga. Bem diz josé ferreira gomes, mais parece estarem a defender privilégios que nunca mais ninguém terá.E olhando hoje para o rol dos aposentados de Abril, páginas e páginas e tendo vindo a repetir-se mês após mês, duvido que as pensões não baixem 50% a partir de certos valores.
Recordatória: um amigo de Sevilha ganhava na aeronáutica 5000€ e obteve o limite da pensão 2000€. Por isso ele me dizia que não podia gastar muito.

cumprimentos

Anónimo disse...

Acho que o Senhor PR, ou o seu CCC sabiam do manifesto "to be" e de quem nele aporia assinaturas, acho que o Senhor PR, ou o seu CCC não desconheciam que dois dos seus assessores o iriam subscrever, acho que ninguém avaliou bem o "timing" da exposição pública de tal texto ( nem os seus subscritores) e acho que não foram antecipadas, com precisão, reacções expectáveis de políticos, analistas, comentadores, economistas, jornalistas e gente anónima insuflada por tanta opinião. E assim se gerou a ideia de que dois assessores do Senhor PR na sua incúria e inexperiência, teriam "dado um passo maior do que a perna". Nem é preciso conhecer um e outro para não acreditar em semelhante disparate. É o meu caso.